segunda-feira, maio 17, 2004

[00.485/2004]
Inevitáveis ultrapassagens (Act.)
Dos lados do Indico chega-nos a notícia do espanto do meu (nosso) País.
Da diáspora, na língua materna, lá longe, do outro lado do Mundo, a estupefacção sobre o País da bola, do meu (nosso) País sem tento e sem ambição.
Pasma-se o exilado: primeiro, com a monarquia vizinha; depois, com o saber que no meu (nosso) País, se navega agora por mares nunca dantes navegados, perdidos no esbanjar do ópio para que se cale o pensamento no meu (nosso) País.
É que, caro JPT, o Euro 2004 fazia sentido num contexto global de desenvolvimento. Deixou de fazer quando o objectivo passou a ser só o próprio campeonato.
Tem razão o emigrante, mas ao contrário: - no constrangimento das ciências sociais portuguesas.
LNT
(Act.):
1 - Aprendemos sempre com quem sabe mais do que nós. Obrigado JPT pela lição.
2- Quanto ao Euro 2004. O que JPT me pede é algo que, pelo menos de imediato, não poderei satisfazer. O sentido "num contexto global de desenvolvimento" que referi, era aquele mesmo que JPT afirmou no ponto 2, 2º parágrafo. O estudo de avaliação económica está acessível. Os estudos de impacto e os planos de pormenor foram na altura própria (já lá vão uns anos) apresentados.
Nota final: Com este Post, pretendi somente fazer a defesa de Santos Silva, o que penso ter ficado claro e justificar o Euro 2004 se enquadrado no plano global de desenvolvimento das áreas em que se ia implementar (emprego, infra-estruturas, acessibilidades, comércio, construção civil, turismo, hotelaria, etc.), aproveitando os Fundos Comunitários postos à disposição para o efeito.
Nunca pensei em desenvolver um tratado sobre o Euro 2004, até porque intimamente o entendo como um projecto megalómano e não é matéria da minha competência. Ainda assim, conseguindo a documentação que me pede, não deixarei da lha enviar.
10:17:00 a.m.
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