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sábado, julho 31, 2004
 
Notas[00.895/2004]
Ainda a CPLP

Leitura retardada, mas ainda válida, o Abrangente e o Bloguítica, acerca da V Cimeira CPLP.
No fundo (infelizmente) continua a comungar-se do mesmo sentimento para com esta organização: frágil e sem grandes impulsos, para além das já tradicionais fotos que marcam os encontros.
O Presidente do Brasil deu alguns sinais de interesse, que, para mim, são mais do interesse, legítimo, do Brasil fazer uma aposta empresarial na África lusófona. Angola e Moçambique, principalmente, como se pôde constatar no último périplo de Lula da Silva pela África austral, do que investir na CPLP.
Mas, Portugal e o Brasil têm sido os grandes carregadores da CPLP. Contudo, quer o primeiro, mais preocupado com a UE e o segundo com o Mercosul, não fazem da CPLP uma prioridade imediata.
Quanto aos Estados africanos, a Guiné-Bissau pela instabilidade política e pobreza notória não tem outra prioridade que não seja a estabilidade interna. São Tomé e Príncipe, a braços com a crise política, tem uma dor de cabeça com a mina petrolífera dos seus mares e os braços-de-ferro, de bastidores, mostram como o pulso nigeriano é forte. Moçambique está numa fase pré-eleitoral e o sucessor de Chissano é um assunto mais importante, assim como Angola, que me parece olhar para a lusofonia como um novo colonialismo, agora que é um país independente e uma potência regional, fraca pela realidade social e económica do país, mas não deixa de ser uma potência, e não está para seguir o que Lisboa e Brasília traçam, ou pelos menos dá a entender isso, como se Luanda não fosse, ela própria uma voz com bastante peso na CPLP. Cabo Verde pode ser uma ponte entre todos os Estados da CPLP, pelas suas peculiares condições, as mesmas que fazem de Cabo Verde o país com maior estabilidade dos países africanos lusófonos.
Enquanto Timor-Leste dá os seus primeiros passos de independência.
Todavia, desta Cimeira resultam alguns factos interessantes, como o caso do papel de observador da Guiné-Equatorial. A Galiza também fará parte deste conjunto de observadores. Assim como haverá, pelo que consta, outros Estados, em que as comunidades lusófonas têm peso demográfico.
Mesmo delicada, a CPLP lá vai dando uns passitos.
CMC
10:01:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Envelope[00.894/2004]
Mitos: Maioria e estabilidade

Oh Paulo Gorjão, diga-me lá um só país onde isso que sugere em [1636] seja realidade!
Então o meu amigo não viu o que se passou no tempo de Guterres?
LNT
2:48:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, julho 30, 2004
 
Seta[00.892/2004]
É por ali, na coluna da esquerda. (não vem à procura do acesso ao Website e ao Blog de Manuel Alegre?)
LNT
4:59:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Notas[00.891/2004]
Três breves notas

Uma, para saudar o Irreflexões pelo seu primeiro aniversário bloguístico. Outra, para demonstrar a minha total concordância com o texto em que o Miguel do Viva Espanha evoca a imortalidade dos sonhos. A última, para confirmar a felicidade proclamada pelo Almocreve. Volta-se a ouvir a Voz do PS, desta vez, Alegre.
LNT
3:20:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Pausa para café[00.890/2004]
Os cidadãos já estão tão desabituados de praticarem a democracia que ficam admirados com os seus mecanismos.

Esta reflexão surge pela leitura de alguns comentários que ultimamente tem aparecido no Tugir em português, na sequência de textos que publico em apoio à candidatura de Manuel Alegre ao cargo de Secretário-Geral do PS.
Sempre que o PS entra em processo eleitoral, muitos não militantes (e alguns militantes) apressam-se a apelidar os que se envolvem nas campanhas internas com mimos do tipo "saco de gatos", "fratricidas", etc., por verificarem que dentro do Partido Socialista existem, embora unidos na Declaração de Princípios, divergências de opinião e no caminho para atingir os fins propostos.
O Partido Socialista caracteriza-se por ser plural. Caracteriza-se e orgulha-se de o ser. Se a unicidade (ainda que aparente) fosse a pedra de toque do PS então porque se apresentariam diversas personalidades e diversas moções à disputa? E se elas aparecessem e ninguém as discutisse ou por elas se batesse, para que serviriam?
Este é o momento da clarificação, em que os membros do Partido Socialista se devem pronunciar, contribuindo para o "separar das águas" dentro do PS, na defesa dos seus caminhos e decidindo a forma de os trilhar. De peito aberto, cara descoberta, defendendo as suas convicções e tentando convencer das suas razões.
É o tempo certo para o fazer, volto a dizer. Porque depois de eleito o Secretário-Geral e definida a política, volta a ser tempo de congregar esforços no sentido de atingir o poder para implementar as opções tomadas por maioria.
Os verdadeiros socialistas respeitam esta lógica e repudiam a outra de manter uma situação de permanente guerrilha interna que inviabiliza o projecto ganhador, enfraquece o PS e contribui para que o País seja governado pela direita.
Não se admirem pois, ao ver nos próximos dois meses em cada socialista, a defesa do que entende melhor. Não seríamos socialistas se não nos batêssemos com garra pelas nossas opções.
Para terminar este texto quero deixar claro duas coisas:
1 - O Tugir em português é um Blog privado em que o Carlos (CMC) e eu próprio (LNT) escrevemos e apoiamos aquilo que entendemos. Não está sujeito às regras de pluralidade que obrigam um Blog com o timbre do PS. A única pluralidade existente é a resultante das posições que qualquer um dos dois entenda tomar. A minha, como já se aperceberam, é de total apoio à candidatura que considero ser a voz do Partido Socialista. A de Manuel Alegre.
2 - O Tugir em português é um Blog interactivo e como tal dispõe de comentários aonde os que entendem pronunciar-se sobre o que lêem, o possam fazer. Não são bem-vindos os ataques pessoais que ultrapassem as normais regras de civilidade. Esses serão no mínimo ignorados e no máximo banidos.
Estas são as nossas regras. Tolerância, civilidade, determinação e frontalidade. No fundo, nem mais nem menos, do que as regras normais do funcionamento da democracia, que desejamos para o PS e para Portugal.
Estejam à vontade.
LNT
Nota: Para os que ainda assim estranham a democracia, pede-se um esforço de acompanhamento dos processos norte-americanos ou ingleses, por exemplo, na escolha dos seus líderes. Coisas de democracias civilizadas e consolidadas em que se opta por não impor as lideranças em processos circunscritos aos senadores.
2:58:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Bloguitica

[00.889/2004]
Qual a alternativa?

No Bloguítica [1632] diz-se que, se o PS não conseguir uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas e para garantir a governabilidade tiver de negociar à esquerda uma alternativa (esqueceu-se do pormenor "no quadro parlamentar"), comete um erro.
O que gostaria de ver esclarecido por Paulo Gorjão é como se pode fazer de forma diferente? Entrega-se o poder à direita? Inviabiliza-se a democracia e o regime? Pedem-se novas eleições?
Não sendo a estabilidade uma prorrogativa da direita, o que se exige e tem sido exigido, é que as forças que governam, tenham em si representadas equilibradamente as proporções definidas pelo eleitorado. Infelizmente não é o que se verifica na actual coligação no poder. Nem em número, nem em influência.
LNT
2:44:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
PS[00.888/2004]
Campanha

Ao ler os comentários do texto 886, da autoria do Luís, não deixo de constatar a fácil leviandade com que se resvala para os juízos de carácter de dois dos três candidatos à liderança do PS.
Uma vez mais, o debate centra-se nas virtudes e defeitos pessoais, como se qualquer das três pessoas que concorrem para suceder a Ferro Rodrigues não tivesse essas mesmas virtudes e defeitos, como qualquer um de nós.
O que se pretende, ou pelo menos deseja-se da campanha, é que haja um confronto interno de ideias. Que cada um faça valer os seus pontos de vista e qual o projecto que tem para o PS.
É nos projectos que as candidaturas se confrontam e não no carácter pessoal. É nos ideais que se ambiciona para o PS e não nos desejos meramente pessoais. É na liberdade da opção, de cada militante, em consciência, livre, como só o momento do voto secreto proporciona, em que cada um(a) pode cruzar o quadrado daquele que entende ser o candidato que reúne melhores condições para assegurar a prosperidade do PS que está em causa. A soberania das urnas, num partido democrático, é indiscutível.
Aquele candidato, o que duvido que venha a suceder pelo forte carácter dos três, que entrar por um domínio de juízos meramente pessoais, apenas clarificará o seu projecto: vazio, oco, sem causas e sem valores.
Felizmente, do que tenho ouvido das três personalidades, que são referências incontornáveis do PS, é que estão para debater propostas e isso é, de facto, o mais importante.
Se outras pessoas tentam injectar um discurso de tricas pessoais, relegando para segundo plano as propostas de cada um, senão chegam mesmo ao ponto de abdicar do debate de projectos, em nada, tais pessoas, mais preocupadas com a politiquice, talvez a única habilidade que possuem, contribuem para a clarificação interna e, no fundo, mostram o seu interesse, de nada quererem, a não ser um mero lugar.
Estes prosélitos, que hoje dão palmadinhas nas costas serão os mesmos, amanhã, os primeiros, à mínima oportunidade, a tirar o tapete, assim que nova tábua de salvação surja para segurar o seu lugar.
CMC
2:26:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
USA

[00.887/2004]
Hope is on the way

Recordo-me de um artigo de Vital Moreira, de 2000, por altura das eleições presidenciais norte-americanas, em que o constitucionalista defendia a tese, segundo a qual, sendo o Presidente dos E.U.A. o homem mais poderoso do mundo, e sendo os Estados Unidos uma democracia, todos nós devíamos ter direito a eleger o inquilino da Casa Branca.
Longe estavam os tempos de imaginar o que seria o mandato de G.W.B.
Com o 11 de Setembro, todos nós fomos norte-americanos. Todos nós ficámos chocados com a barbárie. Todos nós começámos a sentir receio da nova e invisível ameaça. Mas, todos nós tínhamos uma certeza, estávamos com os E.U.A. e os E.U.A. podiam contar connosco.
john kerryDepois, foi a intervenção, falhada, no Afeganistão. Ao abrigo da legitimidade de caçar o terrorista, o avanço militar mereceu apoios quase unânimes.
Mas, quando a ânsia de querer ajustar contas com o passado, conjuntamente com a defesa de teses frágeis: a existência de armas de destruição maciça e as ligações entre o Iraque e Al-Qaeda, estava escancarado o que era e é esta Administração republicana. Um grupo de falcões sem o mínimo de senso. A mesma Administração que desbaratou o grande trabalho a nível social e económico de Clinton, entre 1992 e 2000.
Dentro de poucas horas, o Partido Democrata fará a investidura de John Kerry como candidato presidencial.
Hoje, recupero a tese de Vital Moreira e subscrevo-a. Mas, não sendo cidadão norte-americano, não poderei votar, por que se pudesse, o meu voto seria seguramente Democrata.
A estabilidade ou a insegurança mundiais serão as escolhas com que os norte-americanos se confrontarão, quando no próximo dia 2 de Novembro se deslocarem às urnas.
A bem de todos nós, esperemos que Kerry/Edwards sejam a próxima dupla a chefiar os destinos da terra do Tio Sam.
Nunca, como agora, as eleições de um país foram importantes para todo o mundo.
CMC
1:09:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, julho 29, 2004
 
ePolitics - Manuel Alegre
[00.886/2004]
Eleições PS - ePolitics

Manuel Alegre já tem disponível (embora ainda parcialmente em construção) um WebSite e um Blog de campanha. Os link's podem ser consultados permanentemente na coluna da esquerda do Tugir em Português.
LNT
10:26:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Incêndios
[00.885/2004]
Incúria e irresponsabilidade

Quem viu as imagens, como eu vi, não pode ficar sem se revoltar com o que está a acontecer no Algarve, principalmente depois de ser relembrado que o Governo da primeira parte desta legislatura afirmou que o Algarve não era uma prioridade na prevenção dos incêndios. Também este crime passará à história sem que sejam responsabilizados os que tomaram tal decisão?
LNT
10:25:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Touché
[00.884/2004]
Votos sinceros

"Boa sorte, com sinceridade e franqueza, presidente Barroso, que sejas capaz de minimizar, trabalhando pelo bem de todos os europeus, o mal que deixaste em casa."
Quem deixa estes votos a José Manuel é JPP no "O Público". Para ler.
LNT

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1:10:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Manuel Alegre

[00.883/2004]
Política Parlamentar

Hoje, pelas 18:30, será oficialmente apresentada no Rato a candidatura de Manuel Alegre ao cargo de Secretário-Geral do Partido Socialista.
Esta candidatura distingue-se das duas anteriormente anunciadas, pelo facto de representar um conceito novo de fazer política, onde se diferencia positivamente a preponderância dos programas políticos, controlando a demagogia e o protagonismo pessoal dos executores.
Manuel Alegre não é candidato a Primeiro-Ministro, o que indica que, com a sua eleição, fica garantido o centro do poder político na Assembleia da República.
A prática tem revelado que a escolha das políticas sancionadas pelo sufrágio universal, têm sido falseadas pela inversão dos poderes que levam os executivos a determinar a política, ficando o papel do Parlamento reduzido a seu mero sancionador.
A diferenciação entre o poder político eleito e o executivo escolhido por esse poder, é uma valia importante para a recuperação da confiança dos cidadãos, é a refundação do conceito de democracia, deixando aos eleitos o poder de definir as linhas de actuação política que o executivo deverá implementar.
É a fórmula correcta do cumprimento da Constituição e a reafirmação das competências Constitucionais dos deputados da nação, únicos representantes mandatados pelos cidadãos eleitores.
Esta fórmula permitirá que um futuro Governo possa ser formado por técnicos competentes em cada uma das áreas da governação.
Estamos perante um novo quadro de competência, abrem-se novas perspectivas de desenvolvimento em que os governantes, mais do que políticos, passam a ser técnicos executores da política definida pelos cidadãos.
Manuel Alegre, de quem se tem dito representar a política passadista, demonstra com esta sua candidatura a essência da modernidade abrindo as portas do desenvolvimento conduzido por quem sabe, e orientado politicamente pelas linhas programáticas com que o Partido Socialista se apresentará ao eleitorado depois de, no Congresso Nacional, ter definido as linhas gerais (Moção Global) em consonância com a sua declaração de princípios.
Voltamos, e bem, ao domínio da democracia parlamentar.
LNT
12:03:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Fogo[00.882/2004]
O custo das cinzas

Associo-me à Grande Loja na indignação causada por falta de planeamento na prevenção da terra ardida em cada Verão que passa.
O plano de cálculo apresentado poderá não estar correcto, não conheço todas as variáveis, mas poderia ser desde já, uma base de trabalho para orçamentação de verbas que, aplicadas em prevenção, evitariam o custo posterior, de desperdício, porque como diz o povo "sobre o leite derramado, de nada serve verter lágrimas".
Para além dos económicos, os custos ambientais, de protecção da natureza, da fauna e flora, do turismo, cinegéticos, etc., são irrecuperáveis, por cada Serra que arde ou por cada Parque Natural ou Reserva queimadas.
São cegos, os que não entendem que desinvestir na salvaguarda do património nacional e mundial protegido e da responsabilidade do Estado, é um crime contra a humanidade, ainda por cima sem que daí advenha qualquer poupança devido aos posteriores gastos no combate aos incêndios, quando já tudo se perdeu.
LNT
12:00:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Marsupilami

[00.881/2004]
De mãos livres

Com a aprovação da Moção de Confiança do Governo e a rejeição das moções de censura da Oposição, o Programa do Governo foi aprovado e PSL dispõe agora de todos os meios para governar esta pobre Nação.
Os deputados e os cidadãos em geral partem de imediato para férias, deixando o Governo da continuidade na estabilidade de mãos livres para, pelo menos no mês de Agosto, dar continuidade ao descalabro que o anterior iniciou.
Em Setembro veremos quantos ao regressar de férias ainda têm emprego e se o conselho divino que ilumina o novo Ministro da Fazenda, o faz entender que o IRS é um Imposto sobre o Rendimento e não sobre a Família como tanto gosta de dizer ( o vosso Primeiro chama-lhe Imposto sobre as Pessoas). Veremos se os fogos, por protecção divina, se apagaram ou se o monte de escombros e cinzas em que Portugal se transformou, não serão a vitória do esconjurado, do belzebu, que depois de livrar o País da verdade do défice, insiste em martirizar a economia de sustento dos mais desfavorecidos, tal como os "Democrata-cristãos" já tinham feito com a sustentação de subsistência dos miseráveis.
Como diz CMC no Post abaixo, este ano não se farão Reentrés. Em Setembro partir-se-á para a vida pura-e-dura, no combate à política mais mediática e demagógica do pós-25 de Abril, onde a palavra estabilidade usada para fundamentar opções tomadas, demonstrará todo o vazio que contém.
LNT
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Notas[00.880/2004]
Último Verão com a política em férias

A política portuguesa está de férias, com a excepção das hostes socialistas, que durante o período estival estarão debaixo de uma campanha para a escolha do líder, que será mais manifesta em Setembro do que em Agosto.
De qualquer forma está assegurado: este ano não há os tradicionais, e muito criticados, comícios de Verão. O líder do PPD quis acabar com a reentre e o PS está num período de reflexão e escolha do sucessor de Ferro Rodrigues.
2004 deve ser o primeiro e último ano sem reentres.
Em 2005 há autárquicas no mês de Outubro, logo os partidos têm de preparar as máquinas para a campanha. Em 2006, com as eleições legislativas, também em Outubro, será outro momento em que os aparelhos partidários têm a sua máquina a todo o gás, isto depois, de terem passado pelas presidenciais de Janeiro do respectivo ano.
Tantas foram as críticas feitas no passado, que os partidos acabaram por abandonar o ritual um pouco anacrónico.
A Festa do Avante, pela sua peculiaridade, como grande festa cultural, não deve ser enquadrada no contexto dos comícios de reentre do PS e do PPD, apesar de o Secretário-Geral do PCP fazer duas intervenções, na abertura e encerramento da Festa, marcando as posições políticas do PCP.
Portanto, este é o último Verão em que a política nacional está de férias. Os próximos dois serão politicamente quentes, agitados e promissores.
CMC
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quarta-feira, julho 28, 2004
 
Ritz[00.879/2004]
warning!

O maço de Ritz que tenho em frente ao teclado alerta, de um dos lados, que "Fumar mata" e, do outro, que "o fumo contém benzeno, nitrosaminas, formaldeíto e cianeto de hidrogénio".
Dou por mim a pensar que, se um simples maço de tabaco tem de ter estes recados, o Governo de continuidade na estabilidade, acabadinho de validar, não teria de ter aposto outros tantos avisos?
Ao menos o fumar que mata, dá gozo.
LNT
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Democratic Convention Boston 2004
[00.878/2004]
Democratic Convention - Boston 2004

Enquanto para os lados de São Bento uns mamarrachos, empertigados e enfatuados se preparam para dar lustro aos seus fatinhos às riscas e uso às gravatas de seda italiana compradas na Rua dos Fanqueiros, enchendo-nos a paciência com banalidades e lugares comuns sem alma nem convicção, do outro lado do oceano, em Boston, decorre a Convenção Democrática de onde se parte para a conquista do mais poderoso lugar do Mundo.
WEB em barda.
Blog's, WebSites, eGovernment, eMail, ePolitics e sobretudo humor a rodos e optimismo.
A não perder este " THIS LAND ". (que à boa maneira USA tem infelizmente uma introdução publicitária do patrocinador).
Divirtam-se.
LNT
10:44:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Boston
[00.877/2004]
Moção de Confiança

Deitar tarde e cedo erguer, não deve dar saúde, nem fazer crescer.
De qualquer forma, o magnífico repasto, com o delicioso licor directamente de um ânimo próximo merece, da minha parte, a apresentação de uma moção de confiança, para que possa haver mais bebida com sabor tão resplandecente.
Mesmo que me entregue moções de rejeição, como já sucedeu, levarei a avante a minha moção de confiança, ambicionando um pouco mais daquele precioso líquido, a saborear entre magnífica companhia.
CMC
P.S.- Gostei de ouvir a língua de Camões na Convenção Democrata.
9:39:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Animo[00.876/2004]
Ânimo

Hoje foi o dia em que os Tugires se animaram com o Licor de Tangerina, para remate do jantar patrocionado pelo Padre Américo, antecedendo as férias.
O brinde ao António Colaço foi feito e confirmou-se que o licor oferta estava no ponto correcto, para recuperação da seca que foi acompanhar a apresentação do Programa do Governo.
Um repasto no terraço para arrefecer da caloraça.
Muito ânimo.
À tua, caro António.
LNT
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terça-feira, julho 27, 2004
 
João Soares

[00.875/2004]
Eleições Lisboa 2001 [ II ]

O Miguel do Viva Espanha continua a transcrever excertos do artigo da Grande Reportagem onde se referia a questão que já acompanhámos no Post [853].
Da matéria agora exposta, conhecendo como conheço a realidade das mesas eleitorais, não consigo vislumbrar nada de especialmente diferente em relação a actos anteriores, à excepção de:
"- Na secção 2 da freguesia de S. João de Deus o número referido de boletins a disponibilizar aos eleitores é muito inferior ao número de votos (245 para 785);
- Na secção 1 da Ameixoeira a soma do número de votos apurados com o número de boletins não utilizados (1150) não coincide com o número de boletins de voto disponíveis (1000) e
- Na freguesia de São Jorge de Arroios foi corrigido o número de votos nulos (12 para 8), o número de votos no PP (4 para 53).
"
Será interessante verificar as reacções de diversas entidades que foram recolhidas pela GR, sobre este assunto.
Matéria a acompanhar no Viva Espanha.
Talvez um dia se faça luz.
LNT
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Marsupilami
[00.874/2004]
De raspão [ II ] pactos

Pactos sociais e/ou de regime sobre:
Política externa - Qual? A que José Barroso defendia em Portugal ou a que agora defende na Europa?
Política de Defesa - Qual? A de envio de tropas para conflitos americanos, apetrechamento da esquadra de submarinos, etc. até agora decisões tomadas contra tudo e todos?
Justiça - Qual justiça?
Esta é a estabilidade garantida. Ainda não houve tempo suficiente para avaliar seja o que for. Mas as palavras até agora usadas vão deixando antever o que aí vem.
LNT
2:34:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Marsupilami

[00.873/2004]
De raspão [ I ] impostos

Só ouvi de raspão no rádio do carro, umas passagens da tagarelice do Programa do Governo da continuidade na estabilidade.
Não se vai mexer no IVA mas, porque o que interessa são os "Impostos sobre as pessoas"??? (que raio será isto?), vai-se actuar sobre o IRS, caso haja folga. Diz o Primeiro que esta é uma medida de justiça social e fiscal.
Quando se fala em impostos directos preterindo os indirectos e se diz que está em causa a justiça fiscal e social ou se demonstra ignorância ou se faz uma afronta à inteligência dos governados. Quem tem algumas luzes sobre ciência fiscal sabe que os Impostos Indirectos, como é o caso do IVA, são sempre fonte de injustiça social porque se aplicam indiferentemente da qualidade económica do contribuinte. Quanto ao termo "folga", palavra muito ao gosto do nosso Primeiro, em termos financeiros quer dizer o quê?
Finalmente a descida do IRS. Fala-se de quê? Escalões? Taxas? Intervalos? Benefícios Fiscais? Isenções? Abatimentos?
Porque será que o nosso Primeiro não estuda antes de debitar disparates?
Já da outra vez confundiu eGovernment com um circuito fechado de teleconferência.
Agora meteu-se em áreas que nem em casa gere. Foi o que se (ou)viu.
LNT
2:17:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Clinton

[00.872/2004]
Esperança [II]

Entre afazeres profissionais lá apanhei as grandes intervenções da primeira noite.
Em grande forma, o casal Clinton.
Primeiro ela, depois ele. Duas excelentes intervenções.
A assistência esteve ao rubro.
CMC
4:14:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Darfur
[00.871/2004]
DARFUR

Seria bom que, pelo menos, em Darfur houvesse um poço de petróleo.
Seria bom que, pelo menos, em Darfur houvesse um banco com as características de um banco suíço.
Seria bom que, pelo menos, em Darfur houvesse uma paragem paradisíaca, onde o bom e rico ocidental pudesse gastar uns tostões no seu merecido período de descanso, como faz nas Seicheles.
Seria bom que, pelo menos, em Darfur houvesse tudo isto e muito mais.
Seria bom que, pelo menos, Darfur não fosse um novo Ruanda.
Seria bom que, pelo menos, Darfur nos despertasse, a nós cidadãos, um pouco mais de atenção, e na medida das nossas possibilidades, possamos fazer uma união, ainda que virtual, alertando as autoridades competentes a intervir o mais depressa possível salvando as Pessoas, o bem mais precioso que há no mundo.
CMC
P.S.- Caro Nuno, cá estamos, a lutar por um mundo melhor!
1:50:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 


[00.870/2004]
Quem responde?

Quem responde pelo fogo que arde? O Governo cessante que nada fez das lições do ano passado ou o de continuidade na estabilidade que acha nada ter a ver com o assunto?
Se o argumento é de que são fogos postos, quem responde pela falta de combate aos criminosos? O Governo cessante que nada fez das lições do ano passado ou o de continuidade na estabilidade que acha nada ter a ver com o assunto?
Se o argumento é de que não se pode obrigar os privados a tomar medidas de prevenção que evitem o alastrar do fogo, quem responde pelos Parques Naturais e Reservas que estão a arder? O Governo cessante que nada fez das lições do ano passado ou o de continuidade na estabilidade que acha nada ter a ver com o assunto?
LNT
12:55:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Marsupilami
[00.869/2004]
Capítulo único

E o romance do Marsupilami português acaba aqui mesmo.
Caiu-lhe o poder no colo e o cofre está aberto. Agora é que vão ser elas. Tu vais para aqui, tu ficas ali, montem-se gabinetes, disponibilizem-se transportes, paguem-se as facturas. Contratem-se jornalistas. Façam-se túneis para a demagogia.
O curto romance do Marsupilami português a quem caiu o poder no colo, não podia ser mais longo do que isto.
LNT
12:43:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, julho 26, 2004
 
Marsupilami

[00.868/2004]
Caiu-lhe o poder no colo (Pub.)

A partir de hoje no Tugir em português (com intervalo para férias) o romance sobre um Marsupilami português a quem caiu o poder no colo.
A não perder!
LNT
5:06:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Manuel Alegre

[00.867/2004]
Eleições PS

Este fim-de-semana fui bombardeado com telefonemas convidando-me a subscrever a lista de apoio à candidatura de José Sócrates. Fico sempre admirado com as pessoas que me conhecendo bem, insistem em tais pressões. Ou estão distraídos, ou não utilizam os meios tele-informáticos onde me expresso.
Para as que ainda não entenderam, serei pelo menos uma vez bem claro.
Estou de alma e coração com a candidatura de Manuel Alegre a Secretário-Geral do PS.
Já agora um esclarecimento para alguns bloguistas que estranham a apresentação desta candidatura antes da das linhas programáticas com que se apresenta:
Estão em concurso duas eleições.
Uma, uninominal, para escolha do próximo Secretário-Geral do PS.
A outra, por Lista (método de Hondt), para escolha dos delegados ao Congresso Nacional. A segunda eleição é feita com base na apresentação de moções estratégicas.
Assim sendo, a razão da apresentação da candidatura uninominal de Manuel Alegre antes da apresentação da Moção Política que a enquadrará, prende-se em duas variáveis, a ver:
Uma: - não existe no PS quem não conheça o percurso político de Manuel Alegre. Todos lhe conhecem o pensamento. Todos sabem o que representa a sua candidatura.
Outra: - a técnica de arrebanhamento de assinaturas em curso, implica o comprometimento dos militantes com o candidato que tem a máquina oleada, (e faz tempo que a tem).
Não tenho dúvida que qualquer um dos três candidatos conhecidos, Manuel Alegre, João Soares e José Sócrates, (António Brotas desistiu da sua candidatura quando Manuel Alegre se apresentou) será um digno líder do Partido Socialista, depois de eleito. As opções que agora se tomam e que posteriormente serão comprovadas pelas Moções que sustentam as candidaturas são determinantes para o futuro do PS e de Portugal. Espera-se que todos os militantes do PS exerçam em consciência os seus direitos e deveres e que contribuam para a clarificação que o colectivo pretende para o futuro.
Com Manuel Alegre, que como se sabe, não é candidato a Primeiro-Ministro, tenho a certeza de que continuarei a reconhecer no Partido Socialista o garante da política para os cidadãos e a ética política ao serviço do desenvolvimento de Portugal numa linha de modernidade e progresso, sem nunca alienar a característica essencial de colocar sempre as pessoas em primeiro lugar.
Ainda não assinei a lista de Alegre. Assiná-la-ei só depois de conhecer o pensamento dos outros candidatos. A certeza é de que, para Secretário-Geral do PS, o meu voto é Manuel Alegre. Podem deixar de telefonar. Na altura própria decidirei integrar ou não alguma das listas a delegados. Obrigado.
LNT
12:22:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
PT[00.866/2004]
Mais avarias

As anomalias sucedem-se nos serviços prestados nas áreas de ISP e telecomunicações. Agora é a vez da TELEPAC que mantém indisponivel o servidor onde estão alojadas (com os pagamentos pontualmente em dia) as imagens que são apresentadas neste Blog.
Sem aviso prévio e sem qualquer justificação posterior.
Felizmente a Telepac é uma empresa certificada. Imaginem se não fosse.
O terceiro mundo entra-nos porta dentro todos os dias. Que porcaria.
LNT
11:05:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
USA

[00.865/2004]
Esperança [I]

Logo, na cidade de Boston, pode começar, quer dizer, arrancar, o primeiro dia da nova América, que muitos esperam.
No dia 2 de Novembro saberemos se começou ou não, a 26 de Julho, a nova política que os E.U.A. e o Mundo precisam.
Assim espero!
CMC
3:16:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Martelo

[00.864/2004]
Montes e vales políticos

Uma "brincadeira". Assim considera o analista que há mais tempo está situado nos píncaros das audiências, a deslocação de mesas e cadeiras de Lisboa, e algumas pessoas, para seis cidades de Portugal continental.
Mas, lá por quem se encontra no topo se situar muito lá em cima, na montanha das audiências, pode notar-se que as vozes de outro topo, do monte que tutela o país, por vozes intermediárias, fizeram chegar ao topo da montanha mediática algum desagrado pelos ecos que chegam de quem se mantém há vários anos na liderança do horário nobre de domingo à noite.
Lá surgiram as interpretações emocionais e racionais, com cirurgiões e oftalmologistas à mistura como exemplo para explicar determinados pontos de vista. Ressabiado também foi termo que se ouviu.
Ressabiado ou não, aquele espaço na caixinha mágica é um palco exímio para quem pode exprimir a sua opinião e corrigir constantemente quem gosta de expressar "possibilidades", que podem não ser definitivas.
De outro monte, no Chão, da Pérola, é que não veio nenhuma novidade. Está tudo mal, com a excepção, naturalmente, não podia deixar de ser, de quem manda na casa.
Presentemente, para além dos alvos: olisiponense, do capitalismo do interesse - será que algum dos intervenientes esqueceu-se que é um dos principais empresários da região?, da comunicação social e do comunismo soviético, que pelos vistos ainda não é do conhecimento de algumas pessoas que a URSS já não existe, há outro e novo alvo: no arquipélago é adversário, no continente é parceiro, sendo-o também no outro arquipélago!
Houve quem fizesse uma aposta, quem fica mais tempo no poleiro, se o do continente ou o da ilha. Eu quase que aposto quem ganha...
CMC
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domingo, julho 25, 2004
 


[00.863/2004]
A arder

O Conselho de Ministros do Governo de continuidade na estabilidade já tinha avisado:
Em 2004 há mais condições para os incêndios que houve em 2003.
Por isso, feito o aviso, nada mais há a fazer. Que arda!
No Portugal estável e na continuidade das políticas anteriores, porque se o povo os quis terá de os aturar até ao fim, as condições para a terra queimada não se reduzem à política social e de desenvolvimento. Com tanta floresta ainda por arder o que se espera? Um ano inteiro, depois da catástrofe do Inferno de 2003, não foi suficiente para se tomarem medidas preventivas. Nem sequer para retirar as pilhas de madeira ardida no ano anterior. O resultado está à vista.
Sobre os índices de ozono, nada se diz. Toda a gente se queixa de qualquer coisa mas não se fala das causas que nos levam a respirar mal. Quem trata disto? O Ministério do Ambiente, da Defesa, do Turismo, da Administração Interna ou a Secretaria de Estado das Artes e dos Espectáculos?
Como proposta da oposição (a oposição tem de ser criativa) deixa-se a sugestão: Realize-se um Conselho de Ministros de urgência ou na Serra de Monchique, ou na da Arrábida (crime ambiental imperdoável - está-se a perder um sistema ecológico único no Mundo), de preferência no meio do incêndio, sempre dava umas imagens com impacto nos Telejornais.
LNT
8:38:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Shrek

[00.862/2004]
Ignorância

E ao ver um spot publicitário na televisão que termina com um dos figurantes a dar uma palma na cabeça do outro e a chamar-lhe "Trol" perguntei à minha mais nova o que é que aquilo queria dizer.
Olhou para mim incrédula, ar reprovador, vergonha de pai tão ignorante e respondeu:
-Trol, pai, quer dizer "duh" (daah?), "toino", "tecla três", "def"!
Ah, obrigado Margarida. Estava-se mesmo a ver que era isso, claro! Desculpa a pergunta!
!lol!
LNT
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sábado, julho 24, 2004
 
TV

[00.861/2004]
O(s) poder(es) e a imagem da direita da actualidade

Qualquer tipo de poder, hoje, que seja e se afirme como poder, em suma, que se exerça, só passa pela imagem mediática, sendo a televisão o único meio, até agora em Portugal, que pode dar o impacto que determinado poder pretende alcançar.
Se o Governo é liderado por apaixonados da imagem, fortemente contestados por quem sempre neles viu e atesta a irresponsabilidade e a falta de capacidade para governar, grande parte deste poder, dos comentadores, que repudiam os actuais líderes pela sua obsessão por qualquer câmara, aliada à incompetência pessoal, acaba, o poder dos comentadores de direita, por jogar e travar um duelo no mesmo tabuleiro dos mediatizados governantes: na televisão.
O braço de ferro ensurdecedormente silencioso, entre governantes e comentadores (opositores) de direita tenderá, nos próximos dois anos, ser um espectáculo político. De um lado, as palavras lançadas para o ar. Do outro, as análises constantes apontando ponto por ponto os erros e as inflexões políticas cometidas.
Se o poder executivo, por que quem o comanda quer pelo menos um segundo por dia na caixa mágica, o poder de formar opinião nem sempre foi favorável à massificação da sua análise, mas agora inverteu, sem se render na doutrina, a sua posição. Convém aparecer e falar sempre que possível. O que está em causa, para um lado e para o outro, é o triunfo mediático. Isto passa, pelo lado dos governantes, evidenciar ao máximo a falta de popularidade de quem analisa, como aqueles que dizem palavras estranhas e difíceis de pronunciar. Enquanto os comentadores ambicionam o fim da carreira política de quem nos governa.
Os dois lados jogam no aniquilamento de uma das partes.
CMC
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Guitarra

[00.860/2004]
As asas sobre o Mundo

A casa onde vivo tem pré-instalação de ar condicionado. Era uma das características destacadas pelo vendedor já lá vão uns 12 anos. A técnica de vendas, a mesma que leva o governo de continuidade na estabilidade a deslocalizar uns adjuntos de ministro para algumas capitais de distrito, fingindo cumprir, tal como a promessa de frescura no apartamento, no engano do incautos.
Os custos, do fresco e da deslocalização vêm depois: - os do primeiro com a aquisição dos aparelhos de refrescamento, do segundo com o Orçamento de Estado a abrir os cordões à bolsa para cumprimento da promessa sem resultados úteis.
Vivemos tempos de faz-de-conta, já o tinha dito antes.
Entretanto destilo na brasa do capacete vindo de Alcácer-Quibir. Falta uma semana para que o Mar me envolva.
Na hora que isto escrevo, Carlos Paredes vai a enterrar. Com as honras que alguém se esqueceu de dar igualmente a Pintassilgo, hà alguns dias atrás.
Portugal assiste à partida dos seus melhores e olha para o futuro com uma sensação de vazio, que assusta. Ninguém quer ver mais do que o presente e o imediatismo do efémero. A mediocridade instala-se nos ecrãs, atirando para a ribalta uma história sem conteúdo e estórias de virgens falsas ofendidas como fabricadores de mais fantasias.
Faz-de-conta, já se disse.
Toca por nós, Paredes, As asas sobre o Mundo ou um concerto com Regiani.
LNT
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sexta-feira, julho 23, 2004
 
LNT[00.859/2004]
Da vida

Dizia-nos há dias o Rui Branco que a vida não é um Blog. Concordo e assino por baixo.
Mas hoje, num pequeno intervalo da vida, venho até ao Blog à laia de diário, para deixar alguns apontamentos e sete (cabalísticas) perguntas à vida.
1 - Quando se faz 26 anos de casado, deve-se dar os parabéns a quem?
2 - Quando se manda uma filha estagiar três meses para o Brasil está-se a proceder bem?
3 - Quando Manuel Alegre se candidata a Secretário-Geral do PS pode-se apoiar outro alguém?
4 - Quando morre Carlos Paredes ouve-se a música portuguesa de quem?
5 - Quando o Miguel continua a espiolhar a Grande Reportagem devemos consultar quem?
6 - Quando o Irreflexões faz um post como este, atribuem-se responsabilidades a quem?
7 - Quando um Blog cheira a Sabugueiro é o Adufe de quem?
Volto para a vida e deixo a todos o desejo de bom fim de semana.
LNT
4:19:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Manuel Alegre[00.858/2004]
Trova do Vento que Passa

Pergunto ao vento que passa notícias do meu país
e o vento cala a desgraça o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa por que vai de olhos no chão.
Silêncio - é tudo o que tem quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada nos braços em cruz do povo
Vi minha pátria na margem dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir (minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir (verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste há sempre alguém que diz não.

Este poema de Manuel Alegre seria o programa político suficiente da sua candidatura a Secretário-Geral do Partido Socialista. A equipa que o rodeia elaborará a sua moção programática com a qual elegerá os delegados ao Congresso Nacional. Finalmente os princípios feitos política voltarão a ser o mote. O PS e Portugal só podem ganhar.
LNT
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Magritte

[00.857/2004]
Confrontos apetecíveis

Há mais de uma década que o PS não tinha as suas águas internas tão agitadas. São três, e que três!, candidatos à liderança do partido.
Cada um dos candidatos representa aquilo que o calão partidário denomina por alas. Uma ala mais ao centro e duas mais à esquerda.
Se a ala mais ao centro já é alvo de destrinça, tempo até ao dia da eleição é o que não falta para poder escalpelizar ainda mais esta candidatura, as outras duas candidaturas, que ontem foram assumidas, uma com presença no terreno apenas obedeceu às regras da formalidade e oficializou a candidatura, a surpresa veio de onde as dúvidas ainda pairavam, no que diz respeito ao nome a escolher para encabeçar o projecto de um grupo que já está constituído.
Manuel Alegre, o eterno resistente, assume, pela primeira vez, em três décadas de militância, a candidatura ao lugar de Secretário-Geral.
Confesso que prevejo uma disputa intensa. O que é óptimo para o PS e para a política portuguesa. Haverá, finalmente, em Portugal, assim espero e desejo, um confronto que não se resume a um mero confronto de pessoas, mas sim de ideias e concepções. Será, julgo, uma eleição recheada de confrontações ideológicas no campo do socialismo democrático.
Se uma candidatura é conotada como a regeneração de uma política vitoriosa da esquerda democrática a nível europeu, de meados da década de 90 do passado século, as outras duas candidaturas bater-se-ão num espaço puro e duro da esquerda.
Pode haver sobreposição de linhas programáticas. Aliás, quer Sócrates quer Soares já agitaram a bandeira da "Agenda de Lisboa". Mas, é entre Soares e Alegre que determinadas questões serão interessantes de observar, nomeadamente o que querem para o PS, caso sejam eleitos, visto que estes dois candidatos têm afinidades ideológicas mais próximas do que o outro candidato à liderança.
Recordo-me de uma capa do "Expresso" de há uns anos. Havia um cartoon, em que um personagem, Mário Soares, retirava da sua cara uma máscara, a de Manuel Alegre, como que dizendo: Soares está distante do partido, mas Alegre é a sua voz no PS.
A amizade dos dois não termina, lá por o fundador histórico apoiar, naturalmente, o filho. Termina, isso sim, o mito, de Alegre ser uma marioneta de Soares no PS.
A serenidade é desejada, assim como o calor da discussão.
O PS tem uma excelente oportunidade para prestar um serviço à política nacional, se conseguir que elevar a confrontação de projectos e excluir do debate os indesejáveis e fúteis ataques pessoais.
CMC
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quinta-feira, julho 22, 2004
 
Jose Manuel Barroso

[00.856/2004]
Orgulho português

Virou-se hoje uma das mais ilustres páginas da História de Portugal.
Um Primeiro-Ministro trocou os seus eleitores portugueses por um elevado cargo internacional. Com esta atitude safou-se da maior crise social por si criada em Portugal nas duas últimas décadas e atirou com o País para uma crise política de efeitos ainda não totalmente apurados, de que, pelo menos resulta no imediato, o descrédito do regime democrático.
Neste momento é Primeiro-Ministro de Portugal um político não eleito e, é Presidente da Câmara Municipal de Lisboa um outro de que ninguém ouviu falar. (Tudo perfeitamente legal, tudo politicamente desastroso)
O novo Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, abreviou o nome pelo qual era conhecido como Primeiro-Ministro de Portugal, assim como rodou 180º nas políticas que aplicou ao povo português para conseguir o voto dos deputados europeus.
Daqui, do Tugir em português, desejo-lhe sinceros votos de sucesso no seu novo cargo. Os portugueses em geral estão com os olhos postos no seu desempenho em defesa dos interesses europeus, prontos a esquecer a sua participação na mentira dos Açores. Os desempregados portugueses, os trabalhadores em geral que viram o seu poder de compra reduzido nos dois últimos anos em virtude da política obsessiva do défice, estão orgulhosamente atentos para verificar se irá aplicar a mesma receita aos excedentários franceses e alemães.
Não nos deixe ficar mal, Senhor Presidente da Comissão Europeia. Alimente o nosso orgulho português.
LNT
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Homem aranha

[00.855/2004]
Falhas e... inevitabilidade?

A aparência também conta, sobretudo num mundo que exacerba as imagens.
As impressões iniciais deste executivo não poderiam começar da pior forma.
Primeiro, o trejeito de quem não deveria meter água e a vai tutelar. Segundo, a mudança feita em cima do joelho, quando, pouco tempo antes era seguro que a Defesa seria bem representada por quem terá, agora, de defender a Cultura.
Isto do lado do parceiro. Que, conhecedor do meio que divulga cometeu o mais básico e crasso erro: dar uma imagem de pouca credibilidade.
Do lado maioritário, os sinais dados também não são os melhores. As ideias lançadas que não pegam, mas promovem o debate de chacota. Actos que devem ser do restrito ritual privado, transformam-se em acto público, no qual, depois, ainda se responde a um comentador. Não é pedido ao Primeiro que responda às análises, mas que governe. Depois diz que não pode lançar ideias, propostas, sob pena de só lhe ser pedido que fale no fim, quando há decisões tomadas.
É isso mesmo que o cargo lhe exige, mas pelo hábito de ter de aparecer sempre, nem que o nada seja o sentido daquilo que tem para dizer, acaba por lhe promover uma imagem, ao Primeiro, em que o sentido de Estado se esfuma, pois a pesada máscara de estadista só assenta a quem a sabe moldar e não a quem não a sabendo usar a coloca para dizer que é rei. É-se rei pelo facto de o ser de facto e não por parecer ser. Esta é a diferença substancial que existe e que ainda não foi compreendida.
Ou muito me engano, ou quem um dia já foi alvo de todas as atenções, pelo facto de combater o status quo, está submetido à mais inglória das confrontações, que é, precisamente, ser o status quo e ser alvo de um lado que um dia, quase sempre, foi o seu lado preferido, estar contra o poder.
O feitiço virou-se contra o feiticeiro.
CMC
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quarta-feira, julho 21, 2004
 
lol[00.854/2004]
!lol!

Da Defesa para os Espectáculos é um passo de canhão.
De manhã o Vice diz, à tarde o Primeiro da continuidade na estabilidade, desdiz.
Aguardemos a justificação que deve ser de nos levar às lágrimas.
Como diz o outro: Ainda agora começou...
LNT
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João Soares


[00.853/2004]
Eleições Lisboa 2001 [ I ](act)

Leio por aí (pelo menos no Adufe, no Irreflexões no Viva Espanha e no Aviz) a surpresa dos resultados autárquicos de Lisboa em 2001.
Na altura, o assunto foi abordado no Site da Secção do PS de Benfica e São Domingos de Benfica com a transcrição de uma entrevista que António da Silva deu ao Euronotícias. Recordo-me vagamente de João Soares se ter referido ao facto no seu WebSite pessoal (ou num comentário da imprensa escrita) mas não consigo descobrir essa referência. Sei que o fez sem grande polémica e na Comunicação Social apareceram alguns (poucos) pequenos textos sobre o assunto.
Sempre me causou admiração que ninguém tenha avançado mais profundamente nas investigações que agora, pelos vistos, voltaram a estar na ordem do dia.
LNT
(act) Referências anteriores: Tomar Partido; Abre Latas; O Jumento (15/7)
7:06:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Contrastes

[00.852/2004]
Novos e velhos

Francisco J. Viegas fala, no Aviz, da juventude e da terceira idade.
O tema a ser explorado até à exaustão, talvez não na dicotomia oposta, por se tratarem de duas realidades diferentes com causas/soluções diversas, mas aproveitando o contraste da abordagem.
São claramente dois temas não comparáveis que deixam pelo meio a meia-idade, incorrendo no mesmo vício da política que esquece sistematicamente as questões da classe média.
No entanto, o texto do Aviz, até pela sua radicalidade, ("esta ideia da «protecção à juventude» parece-me coisa para mentecaptos" / "os velhos sim, precisam de ser bem tratados") mexe bem fundo na realidade social de um País, tantas vezes mergulhado no profundo do pior sentido que a palavra "populismo", tão em voga, comporta.
Apoiam-se os futuros, os desenvolvimentos, os empreendimentos, os lucros, não na perspectiva da sustentação da qualidade para todos, com o cuidado especial dos passados (ainda sobrevivos), mas na de mercado de consumo, individualismo e egoísmo. Sem exigência de contrapartidas, sem o respeito pela experiência e pela sabedoria.
Os mais velhos que sejam enclausurados, que percam o lugar na família depois de o terem perdido na sociedade. Um desperdício, o pior dos desperdícios, a injustiça total aos que antes fizeram o caminho e a quem depois de consumidos nada mais resta do que aguardar, desprotegidos, a morte.
LNT
Nota: É este mesmo tipo de desrespeito que leva o poder a não prestar a cidadãos que dedicaram a vida inteira ao "bem-fazer" e à "coerência", caso de Maria de Lurdes Pintassilgo, as Honras de Estado que lhe eram devidos.
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[00.851/2004]
Blogue-se

Palavras. Assim são as nossas faces na blogosfera. Conjunto de letras agrupadas num invisível fio de lógica sintáxica. Mas, as palavras também têm a possibilidade de ganhar som e do som se pode chegar à visão. Ou, pelo contrário. Da visão ao som, do som à escrita. Assim nasce um blogue. Uns são paridos por quem se conhece. Outros são fabricados por quem se conhecerá um dia.
Mas os rostos, os nossos, aqui, neste espaço, já, agora, são as palavras. São as mensagens que queremos transmitir. Provocar. E, também, receber.
Tudo não passa de conversa, pois só assim nos podemos entender e desentender.
Aqui, onde nos conhecemos nas palavras que pintamos, o silêncio, o vazio, o nada não existe. Mais próximo do silêncio, do vazio e do nada, só a estagnação de não escrever, no activo, e de não ler, no passivo.
As nossas feições continuam a ser palavras. Umas mais acertadas, outras nem tanto. Se até os dias não são iguais por que teriam as palavras de o ser?
Continuamos a blogar por que nos sabe bem, por que nos apetece, por que queremos e, às vezes, nem sabemos porquê.
É um período de tempo, pequeno ou grande, das 24 horas que são imutáveis, que continuamos, num ritmo mais ou menos regular, durante os sete dias da semana, a dedilhar letras com rosto estampado no teclado.
Somos palavra, mas também somos Pessoas.
Com ânimo cá continuamos. Discutindo o que nos passa pela gana!
CMC
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Peixe Bola



[00.850/2004]
Ecologia

Hoje ouvi o titular do mar dizer que o ambiente está em boas mãos porque o respectivo titular sempre se preocupou com a protecção da natureza.
Este conceito do ambiente, significa tudo. Boas mãos, passarinhos e natureza.
Estamos descansados. Quase tanto como com o Mar tutelado por quem já mandou substituir a construção de navios de investigação oceanográfica para canhoeiras.
No mesmo mar onde abundam os peixes de grande profundidade, manobradores antigos, perdedores (e predadores) natos a caminho da engorda com a sabedoria dos antigos.
Nobre povo, Nação valente.
LNT
1:18:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, julho 20, 2004
 
Operadores de Câmara

[00.849/2004]
Erros, apostas e escolhas

As primeiras falhas cometidas foram ou tentaram fazer esquecer. A representatividade de pessoas provenientes de todo o país, bem como a mudança de ministérios. Nada disto ocorreu e a segunda ideia felizmente malogrou.
Depois, erra-se clamorosamente, quando se responde a um comentador, por mais popular que seja.
A pose de Estado não se resume a posturas condignas com as máquinas fotográficas e/ou as câmaras de televisão. Passa também pelos actos. Quem lidera não pode andar a responder a quem analisa, mesmo que a análise seja bastante parcial. Não compete ao líder tratar dessas minudências. Outros, sem poder executivo que o façam. Vituperem. Condenem o analista para o lugar mais banal e pouco rigoroso que o entendam dever enviar. O primeiro: jamais.
Mas fê-lo. É o hábito. Contudo, agora, o hábito não pode fazer o monge. Caso contrário sujeita-se a um braço-de-ferro inglório. Interessante para todos nós podermos escrever acerca do que A disse de B e B manifestou a respeito de A. Porém, nós não estamos num ringue para que duas pessoas que não se dão enfrentem, quando uma delas tem altas responsabilidades nacionais.
É tempo de os cidadãos começarem a colocar freios na ditadura da imagem. Para os dois intervenientes.
Hoje, soube-se que o ultra-remunerado funcionário contratado à banca é dispensado. Medida que agrada à maioria dos portugueses.
O executivo dá o primeiro sinal de querer agarrar um estado de graça que o anterior nunca teve e que este dificilmente alcançará, ainda que faça tudo por tudo para o ter.
A efectivar-se esta saída, o primeiro gesto efectivo deste executivo será rotulado de popular por que o fez e seria criticado se o não fizesse.
Veremos como continua a procissão, que nem ao adro chegou e já um santuário idílico se promete para o lugar de um terreno com marcas inóspitas.
CMC
4:59:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Homens

[00.848/2004]
Alas

As alas estão na ordem do dia.
Existem os pensinhos para "aquelas coisas que não escolhem dia, nem hora" que devido à má tradução do castelhano para português não têm alas. Existem as alas norte, sul, este e oeste dos edifícios. Existem as alas que ardem sem se ver. As alas que dão aos pássaros, passarinhos e passarões a capacidade de voar. As alas militares dispostas a combater. As "ala, que se faz tarde" (muito em uso por Primeiros-Ministros entalados). As alas que não deixam os muros cair e as alas dos Partidos que se dividem em direita, centro, centro-direita, centro-esquerda, esquerda e a "ala, que chegou a minha vez".
Tirando esta última variedade de ala, as outras partidárias, são assim caracterizadas consoante quem a elas se refere. Para uns o que é ala direita é de centro, para outros é de esquerda e por aí fora. Embora as designações se mantenham em vigor, a "ala, que chegou a minha vez" é a que mais está em voga. A vez chega sem mérito nem preparação, normalmente resultante de desistências ou de oportunismos, perdendo-se a razão das coisas e descaracterizando-se a essência da luta política.
Espera-se que esta ânsia não conduza a situações em que os cidadãos depois da abstenção, um dia se fartem de tanta falta de conteúdo e gritem por maioria:
"Ala, deixem-nos da mão"!
LNT
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ID[00.847/2004]
Cada vez é mais difícil Blogar.

Se não são problemas no Blogger, são dificuldades na NetCabo e na Telepac. Se não são os ISP são questões de resolução de endereços. Se não for isso, é o SPAM de quem tem endereços nos Blogs. Uma canseira (e alguma saturação).
LNT
2:25:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Smille Tugir[00.846/2004]
Com um sorriso

É sempre com um sorriso que observo a preocupação nacional em relação ao Partido Socialista. Já uma vez o disse e repito.
É certamente por ser uma instituição nacional que faz com que todos, mesmo os que o odeiam e nunca nele votarão, não prescindam de se preocupar. Acontece o mesmo com o Benfica. São instituições que todos os portugueses sentem como parte do património nacional. Também o faziam com Amália e fazem com o Eusébio.
Ainda bem.
Já ninguém se preocupa que outros Partidos elejam por voto secreto os seus dirigentes, ou que realizem Congressos para os legitimar. São coisas que pouco interessam, mesmo se esse Partido for poder, mesmo que entenda fazer acordos com forças minoritárias de fraca expressão e por cada negócio de poder vá fazendo mais cedências. Justifica-se. Não são património nacional e por isso não interessam.
Mais uma vez, ainda bem.
Vem isso a propósito duma imensa excitação sobre os candidatos a Secretário-Geral do PS e da pressa que se exige para a definição dessas candidaturas. Bem sei que, sendo património nacional, a comunicação social e os comentadores estão ansiosos, entendem marcar prazos à revelia dos Estatutos que regulam o Partido e estão convencidos que isso tem alguma valia. Também é verdade que alguns dos candidatos já anunciados pensam que é a comunicação social que irá votar no dia em que os militantes forem chamados a decidir quem será o seu líder.
Felizmente parece existir ainda algum bom senso que leva militantes a estarem mais preocupados em definir linhas programáticas para concurso e posteriormente escolherem quem melhor lhes parece para as implementar.
Ainda mais uma vez, ainda bem.
O mediatismo é importante. Mas Portugal começa a perceber que não é fundamental, porque o que importa é a vida real das pessoas.
Infelizmente muitos já o sentem na pele e se não se apostar em caminhos diferentes, muitos mais o sentirão.
LNT
PS. Os comentários deste Blog estão abertos a todo o tipo de discussões. No entanto as discussões fratricidas não são bem-vindas. Consideramos fratricidas os ataques pessoais feitos por militantes (serão?) a outros militantes do PS. Comentários desse teor serão no mínimo ignorados e no máximo eliminados. Se entenderem que esse é o caminho façam-no nos vossos blogs. Dá um bocado de trabalho manter um Blog mas deixem-se de preguiça que a hora é de mobilização.
Caso entendam discutir os assuntos de forma construtiva, o Tugir em Português continua a ter todo o prazer nas vossas participações.
2:18:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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