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terça-feira, fevereiro 28, 2006
 
Bernstein[0.243/2006]
Os que se esquecem de Bernstein

Caro And,
Totalmente de acordo:
(...) Em primeiro lugar porque me parece não só incorrecto como até injusto reduzir todo o socialismo às suas formas marxistas. Em segundo lugar, porque retirar a social-democracia da família socialista me parece um erro grosseiro e potencialmente um factor de grande confusão para compreensão da teoria política contemporânea e sua aplicação no contexto partidário das democracias pluralistas.
Está feita a correcção à minha dedução.
Pensava que só em Portugal as pessoas de esquerda, nomeadamente militantes socialistas, tinham problemas em conceber a social-democracia como uma corrente do socialismo.
No entanto, fica a preocupação, como é que doutorandos (a este nível académico!?!), não enquadram a social-democracia no contexto socialista.
O que leram, o que concebem? Muito estranho! (Ou nem tanto... se as leituras políticas apenas se basearem nas premissas neoliberais e anti-neoliberais - como se tudo se resumisse a uma análise da década de 90 do passado século.)
CMC
7:28:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (2)




 
máscara[0.242/2006]
Distinguir a associação da fé dos evocadores

Quer parecer-me que estão a homogeneizar o que não é uniforme, quando qualificam/identificam o tipo de totalitarismo que apresentam. Isto é, tem de se dissociar a associação da evocação.
É preciso distinguir os que professam, e merecem todo o respeito, dos que evocam a religião para agir em conformidade com um dado e errado comportamento.
CMC
6:14:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
vencedores[0.241/2006]
Manto de silêncio

Faltam três semanas para a eleição presidencial bielorrussa.
Apresentam-se vários candidatos, mas só o actual Presidente e recandidato, pela terceira vez (ao arrepio do que a Constituição anteriormente permitia), pode e vai ganhar a eleição de 19 de Março.
Andei à pesca de notícias. Nada. Nem uma única notícia sobre a campanha.
O manto de silêncio é tal, tanto no leste como principalmente no oeste, que a eleição nem deve ser considerada um plebiscito.
O vencedor está encontrado em Minsk e, também, em Moscovo.
CMC
P.S.- O Presidente dos Estados Unidos encontrou-se, ontem, com as mulheres de dois homens desaparecidos.
2:29:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (8)



segunda-feira, fevereiro 27, 2006
 
Magritte [0.240/2006]
Eu social-democrata me confesso

Caro André,
Também tive, ainda tenho, essas dificuldades, de dizer a algumas pessoas que a social-democracia é uma forma de socialismo.
Porém, eu tive estas conversas com pessoas de esquerda e deduzo que a alusão feita seja em conversa com pessoas de direita.
Infelizmente, há quem não retire os olhos do cartão partidário.
CMC
9:47:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (2)




 
Académico[0.239/2006]
A procura de protagonismo

O Público fez ontem referência a uma nova obra do famigerado (ex-reputado) académico, na qual o apologista do fim da história, na passada década de 90, considera, agora, o grupo de ideólogos da Casa Branca como leninistas.
Já se sabia que o grupo de ideólogos desta Administração norte-americana tinha andado, na juventude, pelos comunismos. Daí a inferir que a Casa Branca está cheia de leninistas, e que a Administração age de acordo com a filosofia de Lenine, há uma grande e significativa diferença.
O senhor que também andou no meio neoconservador, pretende indicar que esta filosofia está em declínio. Não precisaria de dizê-lo, faz parte do ciclo. Ou se o dissesse, fosse, pelo menos, cordial. Não foi. Está mais interessado em ter os focos mediáticos apontados para si, e a única forma de captar o interesse passa pelo apimentar da situação. Assim se percebe o emprego do termo "leninismo".
Este académico norte-americano, pelos vistos, pretende mostrar que desvenda o futuro, porém, tal como quando se provou a inexistência do término da história, agora não prognostica, ou melhor, tenta. Tenta, pois sabe-se que este conjunto de pessoas, produtores de pensamento do actual poder político dos Estados Unidos, sai em 2009.
O senhor denigre quem está em declínio e, o que é lamentável, ataca pessoas com quem partilhou posições comuns. Triste figura.
Aos poucos, o senhor vai tendo semelhanças, na credibilidade, com o cientista sul coreano, que para se evidenciar falsificou as pesquisas de clonagem.
O tempo prova quem vende gato por lebre. E já não é a primeira vez que o académico o faz... esta mania de se fazer passar por referência, apenas cai no ridículo.
CMC
9:32:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Insurgente[0.238/2006]
1º Aniversário

Sem máscaras, sem preconceitos e sem subterfúgios, são liberais e expõe-se sem tabus.
O Insurgente é um dos melhores blogues portugueses, pois apresenta conteúdo aliado à qualidade e não precisa de recorrer ao vitupério para fazer valer os seus pontos de vista, que na maioria das vezes não coincide com as coordenadas principais do TUGIR.
Não obstante os pontos de vista apresentados, é uma passagem diária, para quem se quer manter bem informado e pretende ter uma análise além da mera abordagem superficial.
Parabéns aos autores do Insurgente, nomeadamente ao André Azevedo Alves, Brainstormz e Miguel, pelo primeiro aniversário.
LNT & CMC
8:37:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



domingo, fevereiro 26, 2006
 
Claque Porto
[0.237/2006]Águia
Do novo o essencial e o acessório

Há épocas, como a que agora estamos a atravessar em que, não chegando para tudo, temos de optar pelo essencial.
Perto de minha casa, cada vez que há um jogo dos grandes no Estádio da Luz, passam caravanas de alarves, com gritos vândalos ordinários e slogans selvagens, enquadrados como um rebanho de criminosos por centenas de policiais vestidos de guerra.
Estes policiais são imprescindíveis.
Imagino tal horda sem o enquadramento.
Pela amostragem de impropérios e ameaças que proferem contra quem se atreve a passar no passeio ou aparecer às janelas, posso ter uma ideia do que seriam capazes caso não fossem escoltados.
Quanto custa, quanto se gasta dos nossos impostos neste enquadramento?
Quanto vale e para que vale uma turba destas num estádio de futebol?
Pelo que acabo de saber, os que aqui passaram há pouco (reproduzidos nas imagens) estão a festejar na ponta dos bastões, à porta da Catedral.
Não faltará certamente muita gente escandalizada nos dias seguintes se esta gente tiver de ser amaciada em conformidade.
Como se tudo isto fizesse parte do desporto e como se todos não tivéssemos de suportar com o nosso trabalho a repetição destas cenas.
Não se poderão exterminar?
LNT
8:02:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
[0.236/2006]
O crime de alguns jovens no Porto

Encontraram há dias, no Porto, no fundo de um poço com 10 metros, um cadáver. Soube-se que um grupo de jovens, internados numa instituição particular de solidariedade, tinha estado ligado ao estado putrefacto do cadáver.
Segundo se noticia, alguns jovens mataram sem terem tido noção do acto que perpetraram (?).
Do cadáver, começou por ser apresentado como sem abrigo, depois, foram dadas outras identidades ao morto. Além da abordagem jornalística, e alguns blogues estão a esmiuçar bem a apresentação das notícias, já que algumas notícias estão a explorar preconceitos, procurando, conscientemente ou não, atenuar o homicídio, não vou por este caminho. Sigo por outra via. Agrupando uma série de casos dispersos que, ao fim e ao cabo, todos eles têm a ver com o sucedido no Porto.
Há tempos comecei a ler este livro e fiquei um pouco perplexo com a interpretação dada à diminuição da criminalidade nos Estados Unidos na década de 90. A leitura económica pegou na introdução da interrupção voluntária da gravidez na década de 70 e fez as contas. Famílias com antecedentes criminais, e não tendo condições para criar filhos, tendo o aborto como opção, recorreram a ele para não suportar filhos. Assim, duas décadas depois, diminuiu a taxa de jovens potencialmente criminosos, tendo em consideração os antecedentes familiares. Não aceitei de todo esta interpretação, mas também não a quis anular. (A veia hobbesiana também pulsa)
Dias mais tarde, li um artigo a verberar a leitura do mundo assumida pelos economistas. Nem de propósito, surgiu como bálsamo (à minha veia mais rousseauniana) para tentar demolir a interpretação lida.
Depois, dá-se este crime no Porto. Nada como retomar a dúvida e devolver credibilidade, em parte, à leitura economista apresentada na obra acima referida.
No entanto, nesta matéria, nada como recorrer a Kubrick, que a abordou magistralmente em "A Laranja Mecânica". Que melhor integração na sociedade: aquela que reprime ou aquela que pretende sociabilizar?
Tudo isto está interligado e, como sempre, as contas sociais não se resumem a meros cálculos para dar um resultado correcto, visto que é impossível atingir resultados perfeitos.
A sociedade continua a ser o que sempre foi, uma toca de imperfeição e injustiça. Para todos? Para alguns? A dúvida suscitada pelo filme de Kubrick continua actual.
No entanto, importa não esquecer: morreu um Ser Humano, independentemente do que era ou não.
CMC
6:55:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Irão[0.235/2006]
Falta o segundo capítulo do dossier nuclear iraniano

O Irão não desarma a posição de enfrentar, de peito cheio, o Ocidente. Porém, aos poucos e poucos recua, sem se dar por isso na arena pública. Por isso, era de esperar esta solução.
Agora, o Conselho de Segurança, a reunir nos próximos dias, terá menos motivos para agir deliberadamente contra o Irão. Pelo menos Estados Unidos, França e Reino Unido. China e Rússia recordarão aos ocidentais a mudança de postura de Teerão.
Resta, todavia, a segunda parte deste capítulo, ainda não aberto, e que Israel deve assinalar: a Pérsia vai ter condições para fabricar armas atómicas, pois terá urânio enriquecido.
Com o Iraque à beira da guerra civil, e Teerão não deve estar tão de fora do conflito iraquiano como se pensa, já que deve estar ou vai suportar um dos lados da contenda, o segundo capítulo do dossier nuclear iraniano ainda não está aberto.
Como lidará o Ocidente com esta situação? Ela não foi equacionada.
CMC
1:45:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Nuclear[0.234/2006]
Sobre o Nuclear

De António Brotas, Professor Jubilado do IST, recebemos o texto que reproduzo para reflexão:

Apareceu um empresário, o senhor Patrick Monteiro de Barros, a propor a produção em Portugal de energia a partir do nuclear. Sobre este assunto há duas questões distintas que convém não misturar. A primeira, em que devemos raciocinar como europeus, é a de saber se a Humanidade, e em particular a Europa, podem dispensar a produção de energia eléctrica a partir da energia nuclear. A resposta é claramente NÃO. O aperfeiçoamento das normas de segurança, da legislação e a investigação sobre estas matérias devem continuar e nelas devemos participar como europeus. (Há que registar que Portugal, que não deu nenhum contributo significativo para o desenvolvimento das centrais nucleares de fissão do urânio, está agora integrado em estudos internacionais que têm em vista a construção de centrais de fusão de hidrogénio - Projecto do Reactor Internacional Experimental que vai ser construído em Cadarache, em França, e em que participa uma equipado IST liderada pelo Professor Varandas.)
Uma outra questão totalmente diferente, em que temos de raciocinar como portugueses, é a de saber se se devem construir nas próximas décadas centrais nucleares de urânio em Portugal. O empresário Patrick de Barros propõe-se construir algumas sem encargos para o Estado, assegurando ele o financiamento e bastando-lhe, apenas, contratos que lhe assegurem a longo prazo a compra da energia eléctrica produzida. Há uma questão inicial a esclarecer. A venda internacional da energia eléctrica agora é livre. O senhor Patrick de Barros consegue produzir em Portugal energia eléctrica a partir do nuclear a custos mais baixos do que a produzida em Espanha, que já tem a indústria montada e tem uma dimensão que nós não temos? Parece-me muito difícil. Caso não consiga, é mais rentável para nós vender o nosso urânio aos espanhóis, ou aos franceses, e receber em troca electricidade. Se o senhor Patrick de Barros está convencido do contrário, pode tentar interessar o governo espanhol num negócio semelhante ao que propõe ao nosso. Se os espanhóis aceitarem e lhe deixarem construir uma central, por exemplo, na Andaluzia, até pode exportar electricidade para Portugal.
António Brotas

(publicado no Tugir em português por LNT)
12:01:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, fevereiro 25, 2006
 
azulejos[0.233/2006]
Distinguir

Caro Luís,
Estamos de acordo com vários pontos do texto anterior. Porém, voz crítica não se pode confundir com vitimização pessoal. Como está a suceder.
A aparição na quinta-feira não foi por acaso. A entrevista cedida pelo senhor deputado procurou, partidariamente, marcar o debate parlamentar de sexta.
Se há algo a expressar, e com certeza que há, que seja no espaço próprio. Agora, expor e procurar explorar ressentimentos das duas candidaturas socialistas presentes na peleja eleitoral do passado mês de Janeiro, em nada contribuiu para o futuro. Pelo menos os que se preocupam. Os que apenas sabem debater umbigos, certamente preferem manter-se encalhados na discussão estéril.
O PS perdeu as eleições não por demérito dos candidatos que os seus militantes apoiaram (ou tiveram de apoiar, os que apoiaram). Perdeu por não ter suportado uma candidatura que representasse o futuro. Os portugueses disseram isso nas urnas.
Quanto aos porta-vozes dos valores e princípios, que sejam todos os militantes, e não apenas alguns.
Os partidos continuam a sofrer de hiper-centralismo. Mais do que delegar nuns, importa que os muitos exerçam a sua militância. Pois há por aí vários iluminados, e não são poucos, bem vistas as coisas, afinal não iluminam muito, ainda que o façam crer.
CMC
11:20:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Homem do coco[0.232/2006]
Ainda continuo aqui

Desde que Manuel Alegre se candidatou à Presidência da República, sempre me bati para que fosse eleito e, caso o não fosse, para que serenamente regressasse ao Partido Socialista, de onde nunca saiu, continuando a ser uma imprescindível voz crítica.
Entendo que este é o seu papel. Auxiliar o PS a manter-se na linha da sua Declaração de Princípios e fazer-se ouvir sempre que dela o PS se afaste.
Se quiserem um PS com outra Declaração de Princípios alterem-na e sujeitem-se. O que não é possível é afirmar uma linha de princípios e depois agir no sentido contrário. Isto aplica-se aos inscritos no PS e a todos os independentes que entendem acompanhar o PS nas suas caminhadas.
Alegre que esteja descansado. Mesmo com os posicionamentos que o Grupo Parlamentar (ou alguns dos seus componentes) possam ter contra a sua presença nunca estará desacompanhado. O resultado das últimas eleições dá-lhe essa certeza e não se percebe a mágoa que demonstra. Os seus pares no Grupo Parlamentar, a maior parte deles a ocuparem lugares sem ser por escrutínio interno no Partido, já tinha demonstrado o que seria a seguir, uns pelas críticas e outros por não terem tido coragem de se colocar abertamente ao seu lado. Era melhor que reflectissem sobre o assunto em vez de tomarem atitudes que, pelos vistos, nem sequer estão em consonância com os militantes do PS (conforme também ficou claro nos resultados eleitorais).
De Alegre, por todos aqueles que por ele deram a cara, espera-se que mantenha viva a chama da crítica, no PS e na AR e a ser o porta-voz dos nossos Princípios que muitos fazem por esquecer. Sem mágoas, sem lamentações, firme na linha que sempre lhe conhecemos, de cabeça erguida por um PS coerente e fiável.
LNT
7:16:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
São José
[0.231/2006]
Oratórias

É como dizes, Carlos.
O que mais faltava era haver um Pacheco Pereira no PS. Um homem que não se deixa contar, que se não deixa votar dentro das suas próprias estruturas.
Só nos faltava gente com malas pretas a fazer sobrevoos.
A vida dos comentadores é isto mesmo. Não estão aqui nem ali. Não têm de optar, não têm de ser avaliados por aqueles por quem (julgam que) falam. Conseguem instalar-se nos altares para daí proferirem as homilias que os santificam, ou pelo menos que os beatificam. Acima do que de mais sagrado tem a democracia, aparte do comum dos mortais e convencidos que a sua verdade é tão superior que não merece ser escrutinada pelos seus pares.
Realmente só nos faltava um Pacheco no PS.
LNT
5:53:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
lupa[0.230/2006]
Pontos estratégicos

Todos os Estados têm.
Não é por acaso que a Senadora Hillary, entre outros tantos Senadores Democratas e também Republicanos, discordam da medida da Casa Branca.
É uma questão nevrálgica para qualquer país, mesmo por muito liberal que seja, preservar os pontos estratégicos.
No mundo globalizado e globalizante a soberania, mesmo que diminuída nos seus poderes, continua a contar.
CMC
1:23:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Iraque[0.229/2006]
Duas lições da realidade iraquiana

Da guerra civil que o Iraque está à beira de experimentar resultam dois pontos:
1 - Quem pensa que o Islão é uma e a mesma coisa, prova-se que não é, por isso é errado olhar para o mundo islâmico e colocar tudo dentro do mesmo saco - é lamentável que só a tragédia possa provar, aos incrédulos, as diferenças no universo islâmico;
2 - Quem acreditou no referendo da Constituição e nas eleições iraquianas, pode sentir uma profunda fraude. A democracia não se exporta, ela brota... ou não.
CMC
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bloguítica[0.228/2006]
Santos políticos?!

Caro Paulo,
Não acredites em santos políticos (e penso que não crês).
Quanto às virtudes políticas que pensas encontrar no referido senhor, se não me levas a mal, recomendo-te que revejas o que o senhor era e fez politicamente no ano de 1997, antes de expressar o que o PS precisa ou dispensa como militante.
A vida política não começou (e não acaba) na blogosfera.
Até uma avioneta sobrevoou a Azambuja!
Enfim... tudo para dizer que não há militantes partidários cheios de virtudes e santos, só mesmo More. Uma autêntica utopia!
CMC
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jornais[0.227/2006]
Diferenciação das linhas editoriais

As linhas editoriais dos jornais portugueses não estão muito definidas. Deve ser caso raro na Europa.
Opta-se por um dos dois jornais de referência consoante a qualidade do momento. E nem são os mais vendidos.
Há uns tempos o jornal da Avenida da Liberdade estava na mó de baixo, hoje bate aos pontos o vizinho das Picoas (excepto, provavelmente, nos cronistas), há pouco tempo o melhor.
Virá de fora quem alinhe as directrizes editoriais? Talvez! Primeiro a Prisa, pela esquerda (ainda sem jornal em Portugal), agora a Vocento, pela direita.
(Uma vez mais os espanhóis!)
Seria bom ter/saber que há um jornal diário declaradamente de direita e outro de esquerda.
A bem da saúde democrática, pois este espectro editorial nacional é excessivamente ambíguo. Hoje tanto pulula aqui, como amanhã ali, contrariando a posição antagónica de ontem.
CMC
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Zeca Afonso
[0.226/2006]
Das homenagens

Vejo pelos Blogs a insistência em recordar Zeca. Resisti a fazê-lo na mesma linha da resistência que José Afonso sempre defendeu.
Hoje, quase Carnaval, cedo, deixo-me chaparrar na homenagem, saco do arquivo no fim da estante e registo, no registo de Zeca Afonso, a única homenagem que lhe sei fazer, cadência de saudade, toque de alerta.
LNT
Dinamizador: Um dia com o Zeca Troll Urbano
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sexta-feira, fevereiro 24, 2006
 
Dentes[0.225/2006]
Das Mastigações

O Rui do Adufe anda a destartarizar um problema que me é caro (a maior parte das vezes, caríssimo). Por outras palavras, as minhas, pergunta para que serve um bife de lombo se não temos dentes para o comer.
Distingue que não anda à volta do whitening tipo Palmela/Portas mas sim da necessidade de combater "o engolir sem mastigar" evitando ao SNS posteriores altos custos na cura dos estômagos e dos fígados.
O Adufe do Rui toca acertado.
Ide ler e imaginai uma plateia desdentada e com mau hálito aos bravôo, bravôo, no São Carlos, no fim do primeiro acto de uma ópera bufa subsidiada pelo Estado.
LNT
3:34:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Frida Kahlo[0.224/2006]
Das matilhas

Excluir e não esperar reacção é a imprudência dos conformados.
Na exclusão mantém-se a característica agregadora e os excluídos em matilha agem em conformidade com a sua exclusão.
De repente, a Nação escandaliza-se. No Porto as matilhas respondem ao estímulo. Preparam-se batidas, alinham-se milícias e finge-se, como sempre, a ordem unida. Os prevaricadores serão punidos.
Até ao dia em que as matilhas serão mais e mais poderosas que as milícias. Nessa altura passarão a batedores. Os conformados, sem nunca terem percebido porquê, passarão a ser perseguidos e desacatados.
Outra vez a estória dos bons e dos maus. Todos culpados, sem ninguém ter culpa.
LNT
1:18:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Günter Grass[0.223/2006]
Dos Movimentos

Entendo que a dinâmica do Mundo é pendular e que existe um movimento eterno que faz progredir o tempo. Creio que todos os movimentos, proactivos ou impulsionados, provocam reacção de resistência.
O que não entendo é que se inicie o pêndulo, em balanço e ritmo determinado por iluminados, e se parta do princípio que há arrebanhados dispostos a seguir o movimento.
A indisponibilidade é total e absoluta. Não vou por aí certamente.
LNT
E ainda:

Diz a voz que quem se não sente não é filho de boa gente.
Não se queixem dos silêncios.
12:22:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
ex-Primeiro-Ministro espanhol[0.222/2006]
Dois pesos e duas medidas

Das palavras ontem proferidas em Lisboa pelo antigo Primeiro-Ministro espanhol, há muitos pontos de concordância com a análise apresentada acerca da relação entre Ocidente mundo islâmico. Os cartoons não podem servir para a Europa se rebaixar e o Primeiro-Ministro dinamarquês actuou bem, defendendo a Lei do seu país. A responsabilidade, no caso dos cartoons, não é do Estado, logo não tem de pedir desculpas por uma ofensa (se considerada como tal) que não cometeu.
Por outro lado, na parte económica, quando o ex-líder do PP defende a liberalização do mercado, criticando nas entrelinhas a actual posição do Presidente do Governo espanhol face à OPA lançada por uma empresa alemã a uma empresa espanhola, certamente o senhor esquece-se do que sucedeu enquanto foi governante. Por exemplo, quantas empresas portuguesas, em concurso público em Espanha, não perderam, tendo ganho a espanhola?
O ex-Primeiro-Ministro foi um bom governante, mas ele, como todo o PP, continuam ressabiados com a derrota nas últimas legislativas. Um pouco de respeito democrático não ficaria mal à direita espanhola.
CMC
10:57:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Calimero[0.221/2006]
Os políticos Calimeros

Falta pachorra para ouvir entrevistas de Calimero, como vi ontem à noite.
O período de nojo, outrora digno para descansar, reflectir, não existe no caso dos Calimeros.
Estes precisam de se sentir na ribalta, mesmo quando não têm nada de novo para dizer. O que é o mais comum.
Mais do que palavras, muitas delas ocas, em política também contam actos. E a coerência não se busca somente na construção do discurso, mas também na acção.
Já se conheciam alguns Calimeros, outros revelaram-se.
Esta cassete e intervenção política portuguesa, dos "guerreiros meninos", já cansa.
Até quando estas caras vão aparecer por aí, considerando que o país gira à sua volta?
E eu que pensava que o PS não padecia deste achaque!
CMC
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quinta-feira, fevereiro 23, 2006
 
Irão[0.220/2006]
Encontros diplomáticos

O vice-Presidente iraniano esteve em Damasco.
De certeza que neste momento Irão e Síria têm muito para falar.
Até se pode suspeitar dos assuntos tratados.
CMC
9:47:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
tabuleta [0.219/2006]
Já é um começo

Boa notícia.
Um pouco mais de audácia não ficaria mal.
Em breve começarão as pessoas do costume a referir os direitos a torto e a direito.
CMC
9:11:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Magritte[0.218/2006]
Esclarecimento

Caro Luís,
Se os comentários existem, estes servem para trocarmos ideias, e nada me arrelia que haja comentários que divirjam, corrijam, contestem o que escrevi. Estranho, isso sim, é a mesma resposta, dos palpites, sempre que abordo o tema.
Tive oportunidade de referir em que contexto apresento o meu ponto de vista: a nível da estratégico. De duas uma, ou não fui entendido ou não me soube explicar bem. A segunda hipótese é a mais provável. Por isso faço mais uma tentativa de me fazer entender, com este texto.
Não tive, não tenho, muito menos terei pretensão de saber tudo. Aliás, alguém, um dia, disse, acertadamente, quanto mais aprendo, mais noção de quanto ignorante sou.
Não preciso (ou penso que não preciso!) que me seja dito que não percebo de ciência aeronáutica, porque sei que não percebo. Tenho consciência disso. Porém, desde os primeiros textos enquadrei os meus escritos no contexto da estratégia e política do país. E, por muita ciência e técnica que o tema tenha, não deixa uma base política.
Foi nesta base que tenho argumentado. E pode, obviamente, ser refutado, principalmente se estiver errado. Facto que até agradeço. Pois tenho muitas dúvidas e também me engano.
Reitero o que já disse, este ou qualquer blogue não é um espaço de debate e análise científica, nem estes são os locais mais adequados. Porém, nada invalidade que nos pronunciemos. E aqui a liberdade de expressão é livre, até é livre de nos permitir escrever disparates, que, penso que não seja o meu caso, nomeadamente neste tema. Penso eu.
Também leio, por aqui, às vezes, alguns dislates à luz de determinada ciência, designadamente na área em que tenho alguns, poucos, conhecimentos. Contudo, nunca tive uma atitude de reproduzir manuais científicos para refutar e/ou desacreditar as opiniões expressas. Até porque isso, primeiro, mostraria desfasamento da realidade de um blogue, e segundo, falta de discernimento da minha parte. E, acrescento, a ciência não é intocável. Ela está sujeita a constantes provas.
CMC
6:19:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Magritte[0.217/2006]
Dar largas à imaginação

Imagine-se um País meio desenvolvido, integrado num dos eixos fundamentais da economia mundial, com infra-estrururas razoáveis devido aos apoios recebidos da comunidade onde se integra mas com uma população desqualificada, envelhecida e empobrecida.
Imagine-se um País de regime democrático onde os processos eleitorais se desenvolvem sempre contra alguma coisa onde os candidatos se candidatam sempre contra alguém e os eleitores votam sempre contra alguma coisa e alguém.
Imagine-se um País onde todas as decisões são contestadas ainda não se conhecendo sequer o seu próprio teor.
Imagine-se um País capaz de discutir tudo, incapaz de reconhecer as capacidades dos outros e convencido que tudo, mais tarde ou mais cedo, acaba por acontecer sem ser necessário que alguém faça acontecer.
Imagine-se um País onde os agentes da mudança são figuras de retórica incapazes de produzir mais do que contestação estéril.
Imagine-se um país onde os grandes empresários não produzem desenvolvimento mas só especulação financeira.
Imagine-se um País onde, em menos de um ano, hajam três Governos diferentes, um cessado por abandono do Primeiro-Ministro (por ter procurado cargo mais rentável), outro cessado por destituição do PM por incompetência e o terceiro eleito para afastar o anterior.
Imagine-se um País governado por uma força política com doutrina social e que logo que eleita se dispõe a reduzir todas as conquistas sociais.
Imagine-se um País onde os perseguidos e inquiridos são os que divulgam os crimes e não os que os cometem.
Imagine-se um País que abdica da responsabilidade de controlar os sectores estratégicos e os entrega aos grupos económicos privados em quase regime de monopólio.
Imagine-se um País onde os trabalhadores e os sindicatos fazem e promovem acções de luta para defenderem o emprego e nunca para defesa do trabalho e da qualificação.
Imagine-se um País onde as elites se dedicam à crítica destrutiva e não colaboram minimamente no desenvolvimento de soluções.
É difícil imaginar tanto surrealismo. Um País assim não existe, não é verdade?
LNT
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TAP[0.216/2006]
Companhias (d)e Bandeira

Caro Carlos,
Não leves a mal os meus comentários sempre que falas destas coisas de aviação, mas terás de compreender que decididamente não é matéria que domines. Possivelmente custa-te admitir que existe muita ciência nestas coisas. Nada tem de ofensivo, nem sempre conseguimos abarcar todo o conhecimento. Há sempre uma abordagem política ou filosófica para qualquer questão mas, e esse tem sido o grande problema português, quem a faz deve evitar imiscuir-se na tecnicidade. Já vi em Portugal muitas soluções técnicas serem abandonadas por, quem tem de decidir politicamente, não entender a sua abrangência.
AirBusAcredita que não tenho qualquer intenção, repito, de te arreliar com os meus comentários, mas não posso deixar de os fazer quando os meus limitados conhecimentos da matéria verificam que embora muitos dos teus raciocínios sejam politicamente correctos carecem de tecnicidade.
Permite que na tua boleia e aproveitando o texto do Almirante Vieira Matias que tiveste a amabilidade de linkar, transcreva:
"Neste sector dos portos e dos transportes marítimos nota-se uma enorme falta de quadros especializados, só susceptível de ser ultrapassada por um adequado sistema de formação e pelo emprego no sector de pessoal proveniente das escolas, em vez das fileiras partidárias.
De resto, melhor organização e mais formação parecem-me ser prescrições essenciais a todas as doenças do sector marítimo.
"

BarcoQuanto às rotas TAP para Macau e Timor é como já disse anteriormente. Para Timor nunca existiram, para Macau existiram por muito pouco tempo e revelaram-se um desastre financeiro total, tendo sido abandonadas em curto prazo. Também aqui se tem de fazer a identificação técnica dos termos. Rota em aeronáutica é um termo preciso que tem a ver com acordos internacionais regulamentados por normas internacionais(algumas pistas aqui) e por acordos diplomáticos.
Referes no teu texto o facto da TAP poder comercializar, como agência turística, viagens para destinos em que não opera. Isto é uma actividade subsidiária da companhia. Nada tem a ver com rotas nem destinos da TAP como companhia de aviação. São conceitos absolutamente diferentes. Aliás reconheces assim ser quando falas de turismo no teu texto. (Para além do mais, as companhias aéreas também funcionam com serviço de frete/e/ou de charter). O que não existe é uma rota TAP, penso que entendes a diferença.
Pouco interessa. Se um dia estiveres interessado posso dar-te alguns contactos de especialistas desta área.TGV Europa
Quanto ao TGV, já o disse anteriormente. Vou lendo o que o Potassa escreve, mas já o vi defender diversas e variadas coisas, por isso...
No entanto e em apreciação política continuo a entender que adiar esta questão irá pagar-se muito caro no futuro. Não consigo entender como é que primeiro se fala de globalização e depois se quer travar a circulação uniforme por via-férrea. Fica a ideia que até à fronteira o TGV é bom, depois dela (da fronteira espanhola/portuguesa) passa a ser mau. Parece que a Europa termina na raia espanhola (no sentido luso) e que para vir da Europa para Portugal estamos condenados a fazer o transbordo no apeadeiro de Vilar Formoso (ou outro). É um exercício bizarro.
Havia mais a dizer sobre este texto mas repito não ser minha intenção arreliar-te. Por exemplo misturar a ZEE com a linha de costa. Ou tentar entender porque o Porto de Sines (de águas profundas) é um elefante Branco.
Disto tudo o que importa retirar é que entendo, minha modesta opinião, que competir com Espanha naquilo em que Espanha é um potentado mundial, não me parece boa solução. Deveríamos especializar-nos antes naquilo em que a Espanha e a Europa são deficitárias. Deveríamos desenvolver as nossas competências científicas e técnológicas. Deveríamos apostar nos Serviços e na Qualidade. Deveríamos apostar fortemente na investigação marítima (aproveitar a nossa ZEE) e principalmente nas matérias em que damos lições ao Mundo (lembras-te do apoio que demos a Espanha na altura do Prestige?). Apostar em áreas da ecologia e do desenvolvimento sustentável.
E, meu caro, dispor de todos os meios de circulação eficazes e eficientes, sejam eles aéreos, terrestres ou marítimos desde que nos aproximem dos centros de decisão.
LNT
Nota que neste texto nem sequer faço a abordagem do controlo aéreo nem o de gestão de aeroportos. Outras matérias a ter em conta no dia em que nos especializarmos nestas questões.
1:25:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Espanha[0.215/2006]
Regresso ao franquismo?

Num texto anterior consideraram-me nacionalista, por advogar os interesses de Portugal em relação a Espanha. Nada de mais errado.
Ainda neste contexto, entre os interesses de Portugal e Espanha, nem de propósito, dá-se um exemplo concreto e o visado, desta feita, é, precisamente, Espanha, pelo gigante europeu alemão.
Com esta posição, poderá chamar-se franquista ao Presidente do Governo espanhol? Obviamente que não. Ele apenas defende os interesses do seu país.
E, mesmo que tenha pouca validade a sua posição, ela é digna de realce.
Em Portugal, se algum político assumisse uma postura análoga, provavelmente receberia um epíteto cunhado pelo senhor de Santa Comba Dão.
A lógica do Primeiro-Ministro espanhol reside no interesse estratégico nacional. Ele procura defender a sua dama.
Aqui reside a diferença entre Espanha e Portugal. Eles procuram defender e valorizar o que tem. Nós limitamo-nos a querer facilidades e lucros imediatos, mesmo que estes, a médio prazo, nos comprometam. Infelizmente, não nos damos por isso. Os espanhóis dão.
CMC
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Brasil [0.214/2006]
A brincar a brincar

... o senhor recuperou a credibilidade perdida nos escândalos financeiros.
Se o PSDB não se decidir e continuar com dilemas quanto ao candidato a apresentar, bem pode a sondagem concretizar-se.
CMC
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quarta-feira, fevereiro 22, 2006
 
UE [0.213/2006]
Diferença orçamental

Há um mérito deste Governo, em relação aos dois anteriores, em matéria orçamental e importa ser referido, não há qualquer maquilhar do défice, ou seja, não há recursos a receitas extraordinárias para comprar gato por lebre. E, felizmente, também não há qualquer obsessão pelo défice.
Há mais vida para além do Orçamento!
CMC
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Iberia[0.212/2006]
Respostas [sempre há mais uma]

Caro Luís e Cara Clara,
Como já vem sendo hábito, sempre que escrevo algo acerca da Ota, TGV e portos, recebo o comentário de que dou palpites, quanto os temas carecem de ciência.
Ora, como não sou cientista, e penso que os escritos que exponho não se baseiam em meros palpites, vamos tomar a globalidade por partes. A ver se me faço entender (começo a ter dúvidas...).
De facto, a TAP não opera para Timor e Macau. A fazer fé, que deve ser a máxima, na página da companhia aérea. Contudo, e talvez não tenha sido de todo enganado pela página do DE de ontem, que assinalava Dilí e Macau como destinos da TAP. No caso do território que em 1999 passou para soberania chinesa, segundo este escrito, estão (estavam?) a ser reunidos esforços para a TAP retomar a ligação. Quanto à capital timorense, a TAP e/ou a companhia britânica, a informação circunscreve-se ao turismo, diz-nos que é possível ir para Timor... pela TAP.
Relativamente aos portos, e aqui a estimada Clara junta-se ao mesmo diapasão, penso que os dois se conformam com o destino. Espanha é, de facto, um grande país e tem boas infra-estruturas. Melhor do que as nossas, como li há tempos numa revista da CCDR/LVT (infelizmente não encontrei o número da revista, em que um artigo explicava as virtudes dos portos espanhóis e os defeitos dos portugueses). Mas, lá por Espanha ter condições, nós, Portugal, não podemos melhorar as nossas infra-estruturas e recursos humanos a neste nível.
Aqui lanço mais um palpite, ou melhor, recordo: Portugal é o país europeu com mais ZEE. Portugal é, dos Estados europeus, a geografia não me deixa mentir, o que tem melhores condições estratégicas para receber e enviar mercadorias intercontinentais (África e Américas). Com este património, com estas condições ímpares, devemos ficar de braços cruzados ou devemos aproveitá-lo? Segundo deduzo dos vossos escritos, os espanhóis que assumam essa tarefa. Como eles já têm, que façam tudo. Por isso é que a economia vizinha está melhor do que a nossa. (Pois é... a cigarra e a formiga ibéricas!)
No entanto, deixo um palpite, tenham em atenção o que se vai perspectivando. Oxalá isto suceda e a economia nacional beneficia. Segundo o responsável, a ferrovia existente até já é óptima.
Não deixo no entanto de notar a vossa sensaboria para com a questão Ordenamento do Território. Enfim, a análise e a ciência é vossa.
E, cara Clara, ainda não percebeu em que medida a Ota prejudica Pedras Rubras? Note bem no mapa. Se o novo aeroporto aproxima-se do existente, entre os dois, as rotas dirigem-se para qual? Está-se mesmo a ver. O palpite é meu!
Devo dizer-lhe, cara Clara, que nada me move contra os espanhóis. Aliás, nutro uma certa admiração pelo país vizinho, considero que falta à lusa população parte da raça castelhana. Porém, regressando à vaca fria, cada país tem os seus legítimos interesses. Os espanhóis fazem por si. E fazem muito bem. Reconheço. Nós, pelos vistos, é que não fazemos muito por esta terra e esta gente.
Já que apenas dou palpites, quanto aos portos (entre outros), eu que nem praça sou, sugiro as palavras do Senhor Almirante. Espero que não sejam encaradas como mais uns palpites, para quem quer tanta ciência no escrito... como se um escrito de blogue tivesse, impreterivelmente, de ser, todo ele, ciência.
Bem me disse, um dia, acertadamente, o meu camarada Cepeda, citando Abel Salazar: o médico que só sabe de medicina nem de medicina sabe.
CMC
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Ma-Schamba[0.211/2006]
Ontem como hoje

Caro José Flávio,
O PS ganhou as eleições legislativas há um ano. Nessa altura, um dia depois das eleições, salvo erro, teve o nosso prezado amigo a oportunidade de escrever no Ma-Schamba algo como: quero ver por onde andarão os socialistas bloguistas nos próximos tempos. Os mesmos que tempos antes faziam questão de escrever todos os dias nos seus blogues algo sobre o malogrado XVI Governo Constitucional.
Como se comportariam a partir do momento em que o partido em que militam chegaria ao poder?
Fez bem em duvidar, pois uma coisa é ser apoiante na oposição, outra apoiante do poder. E neste mundo de blogues, como no quotidiano, há muitos que se exaltam na oposição, mas encolhem-se quando se sentem perto do poder.
O TUGIR respondeu por si na altura.
Bem sei, ou melhor, bem sabemos que socialistas/bloguistas, depois da maioria absoluta do PS, fecharam os seus espaços. Comedimento? Possivelmente. Mas cada um sabe de si.
Nós, no TUGIR, apenas fomos e continuamos fiéis a nós mesmos. Não nos transformámos de ontem para hoje, só pelo facto de o partido em que militamos ter passado da oposição para o poder.
Na altura dissemos que não fechávamos as portas deste blogue, nem iríamos assumir uma postura de "sim, senhor Primeiro-Ministro", nem a oposta. Nem essa deve ser a postura de lealdade e frontalidade que nos tem caracterizado.
Não negamos, muito menos tapamos/omitimos a nossa militância. Todavia, isso não nos impede, muito pelo contrário, de manifestar os nossos pontos de vista, que nem sempre são convergentes com as medidas adoptadas por este Governo. Como é natural e, de certo modo, salutar, num partido democrático.
Mal estará o partido, ou um partido democrático, em que o líder diz isto ou aquilio e a genuflexão é prática constante (sinal de muitos Brutus).
Como pessoa que acompanha com regularidade este blogue, desde que ele existe, o José Flávio pôde e pode aperceber-se de profundas divergências neste espaço entre mim e o Luís, a merecer destaque, por exemplo, a decisão do Presidente da República, quando no Verão de 2004 decidiu, e bem do meu ponto de vista, não dissolver o Parlamento. Opinião diametralmente oposta à leitura do Luís.
Isto da democracia tem muito que se lhe diga. Para encontrar coerência, é preciso ter em consideração as posturas do ontem e comprovar se elas correspondem às de hoje. Ao fim e ao cabo, um blogue não vive somente de palavras, também há atitudes. Elas podem ser verificadas.
Ontem, como hoje, os escribas do TUGIR continuam a ser os mesmos. Convergindo em muitos pontos, divergindo aqui e ali. Felizmente!
Resta-me agradecer as palavras que nos dirigiu.
CMC
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Iberia[0.210/2006]
Respostas [II/II]

Caro Hélder Fernando,
Obrigado pelo apontamento que fez: hoje já é mais barato viajar para o Brasil a partir de Madrid do que de Lisboa.
No seguimento da resposta anterior, à Clara e ao Ricardo, e regressando ao tema do texto 0.202, a propósito da inteligente jogada da Ibéria de pretender comprar a TAP, a edição do DE de ontem apresentava uma análise que fornece mais um ponto a merecer reflexão.
Caso a Ibéria adquira a TAP a Ota sujeita-se a ser um autêntico mamarracho, sem grande utilidade à escala internacional. Por isso, se a TAP passar para mãos espanholas, Portugal desbarata a ainda mais alguma valia da companhia nacional de avaliação.
Vale a pena citar parte da análise de António José Gouveia no DE: "Para a Ibéria, a compra da TAP assentaria como uma luva na sua estratégia de expansão. Ficaria a dominar os céus da Península Ibérica, eliminava as aspirações do novo aeroporto da Ota se tornar o principal 'hub' da região e fortaleceria Barajas na centralidade geográfica. Além disso, reforçaria a sua liderança nos voos intercontinentais para a América do Sul, onde a TAP tem alguma presença em território brasileiro."
Em suma, as coisas não estão desligadas. E não surgem e se fazem por mero acaso.
Nem a defesa intransigente de Madrid na ligação prioritária das duas capitais de TGV, que a acontecer só na segunda metade da próxima década estará completa, nem as pretensões, legítimas, de empresas espanholas, de adquirem as empresas nacionais estão desenquadradas de um contexto macro.
A ligação Liboa-Madrid de TGV, apenas vem reforçar a importância, no contexto aéreo, do aeroporto de Madrid e relegar o nosso para um patamar inferior.
A centralidade conta, a periferia nem tanto.
A nossa mais-valia, em termos europeus, na ligação à América do Sul, mais propriamente a esse país/continente chamado Brasil pode perder-se, ficando Espanha com toda a relação com a América Latina a nível europeu.
Restar-nos-á África. Mesmo assim, os espanhóis já começam a explorar o nicho da África lusófona.
Alguém disse, não me recordo quem e onde, referia que, com a passagem da TAP para a Iberia, ligações a Macau e a Timor, pelos motivos óbvios que liga Portugal a estes pontos do globo, estariam em risco se a Ibéria comprar a TAP. Como é compreensível, em termos financeiros, este mercado que não merece grande apetência por parte da Iberia. Digo isto porque deduzo que o Hélder esteja em Macau.
CMC
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Iberia[0.209/2006]
Respostas [I/II]
O texto 0.202 suscitou quatro interessantes comentários. E, pelos vistos, eu não consegui exprimir-me da melhor forma, a ter em conta os dois primeiros interlocutores.
Cara Clara,
Se é necessário fazer um novo aeroporto, para substituir o da Portela, estamos de acordo. Como refere, em forma de questão, e bem, Carlos Índico, onde podem aterrar os novos aviões?
Porém, não se pode fazer um novo aeroporto só porque sim. Porque queremos ter um novinho em folha, para mostrar ao mundo que também temos infra-estruturas adequadas.
O Governo apresentou diversos estudos. Tudo muito bem. Mas, e não sendo um perito na matéria, muito longe disso, isso não me impede que assuma uma interpretação estratégica, das grandes empreitadas, para o futuro do país.
Assim, continuo a considerar que a Ota não serve Lisboa, muito menos o país. Porquê? Primeiro, a distância, e consequentemente, o tempo que dista o novo aeroporto da capital. Meia centena de quilómetros. Segundo se sabe, em nenhuma capital isto existe, um aeroporto ficar tão longe da cidade.
Por outro lado, não basta construir o aeroporto de raiz, também são precisos construir acessos para a Ota. Ora, como se sabe, a ligação entre a capital e o aeroporto não se pode reduzir a uma só via. Se esta, por qualquer motivo, fica bloqueada, que alternativa resta a quem quer ir ou sair do aeroporto? Precisa-se de dar uma volta maior, para chegar à capital ou aceder ao aeroporto. Depois, e não menos importante, a localização da Ota prejudica o aeroporto de Pedras Rubras, que bem podia ser a porta, de entrada e saída, do noroeste peninsular, isto é, toda a região norte de Portugal e Galiza, e com a Ota Pedras Rubras não pode alcançar esse objectivo. Porquê? A Ota situa-se a norte de Lisboa, fica mais perto da cidade Invicta, e, por conseguinte, corta a indispensabilidade do aeroporto Francisco Sá Carneiro no quadro regional penínsular.
Outro dos pontos, que por sinal os estudos apresentados pelo Governo indicam, mas pouco veiculados, é a expansão da Ota. O novo aeroporto não se pode expandir mais. Recorde-se, há poucas semanas, o grande aeroporto de Madrid aumentou o número de linhas.
E, obviamente, nesta radiografia, importa ter em consideração o TGV. Bem se podia optar pela velocidade elevada, em vez da alta velocidade, uma vez que, não obstante mais uma dúzia de minutos, na velocidade elevada, esta comporta menos custos, e serviria perfeitamente para dar resposta à ligação Lisboa-Porto.
Quanto à ligação entre as capitais ibéricas, a questão formulada não deve ter sido apreendida. Por isso repito: Se Espanha quer TGV, por que não está interessada, em primeiro lugar, nas ligações a partir de Aveiro e Sines, onde temos os nossos portos?
Como se pode depreender, sem fazer grandes cálculos, porque os portos espanhóis não querem perder a sua posição de portos da península por excelência. Por isso, as ligações, de mercadorias, Aveiro e Sines são relegados para outros períodos. Isto, cara Clara e caro Ricardo, afecta a nossa economia e beneficia a espanhola.
CMC
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terça-feira, fevereiro 21, 2006
 
Avião[0.208/2006]
Não bate a bOTA com a perdigOTA

Não sei se a OTA será solução para o nosso tráfego aéreo. Não consigo chegar a essa conclusão, nem ao seu contrário. Sei que o aeroporto da Portela já não serve, já não é sequer poiso para algumas aeronaves, coisa que nunca tinha acontecido. Sei também que por muito importantes que sejam os portos navais a nossa indústria e exportação não justificam a manutenção de portos de grande calado, nem sequer de uma marinha mercante de médio porte.
É certo que como qualquer outro português gostaria de ter um aeroporto no quintal. Aliás não só. Gostaria também de ter uma estação de Metro, um terminal ferroviário e um cais de embarque para, quando me apetecer, fazer um cruzeiro no Mar da Palha.
Entretanto espera-se o aperfeiçoamento do avião reproduzido na imagem para salvaguarda da pista internacional de Lisboa.
LNT
10:42:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Águia
Benfica 1 --- 0 Liverpool
[0.207/2006]
Quantos Blairs são, quantos são?

Música (Som do Tugir em português)

LNT
6:57:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Médio Oriente[0.206/2006]
O problema das portas fechadas

Os Estados Unidos e Israel assumem uma postura pouco adequada para com o novo poder de Ramallah e Teerão agradece.
Quanto aos norte-americanos, espera-se que Mrs. Rice, a mente mais lúcida desta Administração, e nestes dias de passagem pelo Médio Oriente, emende a mão. Ou, pelo menos, que o Presidente egípcio a faça perceber a oportunidade existente, com a actual moderação do Hamas.
Os israelitas, a um mês de eleições legislativas, devem moderar a posição pouco flexível dos últimos tempos. De certo modo pode compreender-se a firme posição do Primeiro-Ministro interino de Israel, em pleno momento eleitoral não quer deixar escapar votos para do Kamida para o Likud, mais apostado num discurso securitário.
Porém, Tel Aviv não deve ser irredutível, sob pena dos radicais que acabam de ascender ao poder na Palestina, agora com disposições mais prudentes, regressem à linha radical e o novo poder político de Ramallah adopte uma posição semelhante à Teerão, isto se, naturalmente, todas as portas ocidentais se fecharem. Aqui sim, a apreensão instalar-se-ia.
Aliás, importa recordar, que o actual líder do Governo israelita foi o homem que esteve na estruturação da retirada dos colonos israelitas da Faixa de Gaza.
De saudar a posição da União Europeia, que não cortou as verbas; e, em especial, a Suécia, por ter dado mais um impulso financeiro de ajuda aos palestinianos.
CMC
4:54:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Alemanha
[0.205/2006]
Quase em alemão

Os meus míseros conhecimentos de alemão não chegam para entender com clareza o que se passa aqui.
Quererá o Lutz dar uma ideia mais precisa?
LNT
2:27:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Sampaio[0.204/2006]
Simbolismos e lavagens

Sampaio resolveu concluir o seu mandato com visitas internas e externas de maior significado.
Internamente entendeu demonstrar, com a visita a Nelas, que o território nacional é isso mesmo. Não existem feudos nem partes do território inacessíveis ou controlados.
Externamente recorda ao Mundo que a vontade dos povos determina a sua liberdade. O abraço dado a Xanana tem o tamanho de uns quantos séculos de História. Tem o simbolismo forte de quem se despede do poder com a missão cumprida depois de décadas de diplomacia nas Nações Unidas que culminaram com o reconhecimento de Timor como Estado independente e soberano.
Sampaio termina bem o mandato. Agraciou meia Nação, todos aqueles que entendeu, na sua apreciação, terem sido elementos de valor, reconhecendo nesses actos as competências dos melhores.
Não precisava Sampaio do branqueamento que agora pretendem fazer da sua página negra. De nada serve.
Se Sampaio era um feroz adversário da nomeação de Santana Lopes escusava de ter provocado o descalabro. Tinha-lhe bastado antecipar o que teve de fazer seis meses depois poupando o País das tristes figuras e do esbanjamento de oportunidades. Para além disso teria dado oportunidade a Portugal de ter hoje um excelente Primeiro-Ministro. Não o fez porque não quis, promovendo activamente uma mudança radical no panorama político português.
Os políticos portugueses têm de assumir as suas boas e más acções. Com umas e outras tudo ficará mais claro. De umas e de outras resultará a marca que deixarão na História. Para a reescrever já bastou o tempo que lá vai.
LNT
1:15:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Homens[0.203/2006]
Ressacas

A minha é clara. Dentro de dias teremos Cavaco como Presidente da República, devido ao insuficiente empenhamento do Partido Socialista na construção de uma alternativa. Jogou-se na terra queimada. O PS nunca teve um resultado tão insignificante em toda a sua história. Tivesse conseguido mais meia dúzia de votos no seu candidato e teríamos hoje poesia em Belém.
Doutros a ressaca continua no ressentimento. Depois de deixarem cair os braços, pretendem agora passar a ideia que só o fizeram por cãibras. Tentam arrastar para a luta interna as desculpas ressacadas da sua insensatez. Ainda não conseguiram assumir que o desastre eleitoral que provocaram não foi uma disputa interna do Partido Socialista mas uma resposta à arrogância e prepotência que demonstraram.
Das ressacas devemos tratar com introspecção e ensinamento, para evitar novos excessos. Principalmente com o discernimento necessário para não misturar as coisas evitando vomitar a fermentação dos desmandos para cima dos outros.
A questão da Concelhia de Lisboa é uma disputa do poder interno do Partido Socialista. Misturá-la com a vontade nacional é mais uma disparatada forma de fazer política, um mau serviço ao PS e uma demonstração clara de desrespeito pelas centenas de milhar de eleitores que não se submetendo ao absurdo, optaram por provar a sua razão.
Nem sempre dividir para reinar resulta no bem comum. Quase sempre a desagregação é só favorável a muito poucos e há quem queira fazer proliferar candidaturas à Concelhia de Lisboa só com o intuito de manter o poder.
Há gente que nunca aprende.
LNT
1:10:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Iberia[0.202/2006]
Basta juntar as peças (Ota e TGV)

Quem está disposto a fazer as contas e analisar os resultados globais, em vez dos parciais, da Ota e TGV?
Vamos por partes e vejamos a globalidade em vez das parcelas, pois os dois projectos são indissociáveis.
Segundo noticia a edição de hoje do DE, a empresa Ibéria quer comprar a TAP.
Quem quiser fazer as contas totais, pode perceber o que está em causa neste eventual negócio. Para Espanha, em grande medida, é o mercado brasileiro que conquista. O único (grande mercado) da América do Sul que ainda não controla. E, caso a Iberia adquira a TAP esse mercado fica a ser explorado por Madrid.
Alguém quer entender, agora, o porquê da prioridade dada por Madrid, e serviçalmente aquiescido por Lisboa, de o primeiro troço de TGV a entrar em funcionamento ser o que liga as duas capitais da península?
Se se confirmar a compra, Madrid torna-se a porta europeia de ligação entre o Velho Continente e toda a América Latina. Ou seja, um dos mercados mundiais mais promissores, não são só China e Índia que crescem - os Estados sul-americanos também vão sofrer elevadas taxas de crescimento nas próximas décadas, passa a ter ligação praticamente exclusiva com Madrid. Quem ganha? A economia espanhola. Quem perde? A economia portuguesa.
De periféricos, passamos para ultraperiféricos. Aos poucos e poucos desbaratamos o nosso capital. Por isso impõe-se a questão: Por acaso geoestratégia diz alguma coisa à nossa classe política?
Todavia, regozijamo-nos, como país, por ter Ota e TGV's e não nos apercebemos se estas infra-estruturas não se adequarem aos nossos interesses eles podem ser(vir) de nosso cadafalso.
Para quê, pode questionar quem vem para a península Ibérica, querer ir para a Ota, a cerca de 50 km (!!!) de Lisboa, única localidade que a Ota serve, quando a partir de Madrid tanto pode ir para Lisboa, Barcelona ou Sevilha?
Se Espanha quer TGV, por que não está interessada, em primeiro lugar, nas ligações a partir de Aveiro e Sines, onde temos os nossos portos? Uma questão estratégica. Porque Algeciras, Barcelona, Vigo e Santander servem de portos. Cada um na sua ponta do quadrado penínsular.
Infelizmente, como se referiu neste blogue há dias, nós fazemos de cigarras e os espanhóis de formigas. Mérito deles, parolice a nossa. Eles pensam num todo, nós... provavelmente nem em parte.
Alguém quer entender o erro da actual prioridade do TGV e da construção do novo aeroporto na Ota?
CMC
P.S.- Por sinal, há dias, o aeroporto de Madrid, a poucos quilómetros da capital, pouco mais de 10, aumentou a sua dimensão. As coisas não se fazem por acaso! Pelo menos aqui ao lado, no país vizinho. Por cá...
1:22:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, fevereiro 20, 2006
 
Irão[0.201/2006]
Périplo diplomático iraniano no Caribe

Há poucos dias o Presidente do Parlamento iraniano confraternizou, em Caracas, com o seu homólogo venezuelano. No sábado, o número um do hemiciclo iraniano deslocou-se a Havana, onde conversou com o ditador.
Périplo de circunstância, ainda por cima com a realidade actual?
Por sinal, tanto Caracas como Havana apoiam Teerão no seu projecto nuclear. Quanta coincidência!
CMC
7:43:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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