terça-feira, julho 20, 2004

[00.848/2004]
Alas
As alas estão na ordem do dia.
Existem os pensinhos para "aquelas coisas que não escolhem dia, nem hora" que devido à má tradução do castelhano para português não têm alas. Existem as alas norte, sul, este e oeste dos edifícios. Existem as alas que ardem sem se ver. As alas que dão aos pássaros, passarinhos e passarões a capacidade de voar. As alas militares dispostas a combater. As "ala, que se faz tarde" (muito em uso por Primeiros-Ministros entalados). As alas que não deixam os muros cair e as alas dos Partidos que se dividem em direita, centro, centro-direita, centro-esquerda, esquerda e a "ala, que chegou a minha vez".
Tirando esta última variedade de ala, as outras partidárias, são assim caracterizadas consoante quem a elas se refere. Para uns o que é ala direita é de centro, para outros é de esquerda e por aí fora. Embora as designações se mantenham em vigor, a "ala, que chegou a minha vez" é a que mais está em voga. A vez chega sem mérito nem preparação, normalmente resultante de desistências ou de oportunismos, perdendo-se a razão das coisas e descaracterizando-se a essência da luta política.
Espera-se que esta ânsia não conduza a situações em que os cidadãos depois da abstenção, um dia se fartem de tanta falta de conteúdo e gritem por maioria:
"Ala, deixem-nos da mão"!
LNT
11:23:00 da manhã
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