sábado, julho 24, 2004

[00.861/2004]
O(s) poder(es) e a imagem da direita da actualidade
Qualquer tipo de poder, hoje, que seja e se afirme como poder, em suma, que se exerça, só passa pela imagem mediática, sendo a televisão o único meio, até agora em Portugal, que pode dar o impacto que determinado poder pretende alcançar.
Se o Governo é liderado por apaixonados da imagem, fortemente contestados por quem sempre neles viu e atesta a irresponsabilidade e a falta de capacidade para governar, grande parte deste poder, dos comentadores, que repudiam os actuais líderes pela sua obsessão por qualquer câmara, aliada à incompetência pessoal, acaba, o poder dos comentadores de direita, por jogar e travar um duelo no mesmo tabuleiro dos mediatizados governantes: na televisão.
O braço de ferro ensurdecedormente silencioso, entre governantes e comentadores (opositores) de direita tenderá, nos próximos dois anos, ser um espectáculo político. De um lado, as palavras lançadas para o ar. Do outro, as análises constantes apontando ponto por ponto os erros e as inflexões políticas cometidas.
Se o poder executivo, por que quem o comanda quer pelo menos um segundo por dia na caixa mágica, o poder de formar opinião nem sempre foi favorável à massificação da sua análise, mas agora inverteu, sem se render na doutrina, a sua posição. Convém aparecer e falar sempre que possível. O que está em causa, para um lado e para o outro, é o triunfo mediático. Isto passa, pelo lado dos governantes, evidenciar ao máximo a falta de popularidade de quem analisa, como aqueles que dizem palavras estranhas e difíceis de pronunciar. Enquanto os comentadores ambicionam o fim da carreira política de quem nos governa.
Os dois lados jogam no aniquilamento de uma das partes.
CMC
7:08:00 da tarde
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