sexta-feira, julho 30, 2004

[00.887/2004]
Hope is on the way
Recordo-me de um artigo de Vital Moreira, de 2000, por altura das eleições presidenciais norte-americanas, em que o constitucionalista defendia a tese, segundo a qual, sendo o Presidente dos E.U.A. o homem mais poderoso do mundo, e sendo os Estados Unidos uma democracia, todos nós devíamos ter direito a eleger o inquilino da Casa Branca.
Longe estavam os tempos de imaginar o que seria o mandato de G.W.B.
Com o 11 de Setembro, todos nós fomos norte-americanos. Todos nós ficámos chocados com a barbárie. Todos nós começámos a sentir receio da nova e invisível ameaça. Mas, todos nós tínhamos uma certeza, estávamos com os E.U.A. e os E.U.A. podiam contar connosco.
Depois, foi a intervenção, falhada, no Afeganistão. Ao abrigo da legitimidade de caçar o terrorista, o avanço militar mereceu apoios quase unânimes.
Mas, quando a ânsia de querer ajustar contas com o passado, conjuntamente com a defesa de teses frágeis: a existência de armas de destruição maciça e as ligações entre o Iraque e Al-Qaeda, estava escancarado o que era e é esta Administração republicana. Um grupo de falcões sem o mínimo de senso. A mesma Administração que desbaratou o grande trabalho a nível social e económico de Clinton, entre 1992 e 2000.
Dentro de poucas horas, o Partido Democrata fará a investidura de John Kerry como candidato presidencial.
Hoje, recupero a tese de Vital Moreira e subscrevo-a. Mas, não sendo cidadão norte-americano, não poderei votar, por que se pudesse, o meu voto seria seguramente Democrata.
A estabilidade ou a insegurança mundiais serão as escolhas com que os norte-americanos se confrontarão, quando no próximo dia 2 de Novembro se deslocarem às urnas.
A bem de todos nós, esperemos que Kerry/Edwards sejam a próxima dupla a chefiar os destinos da terra do Tio Sam.
Nunca, como agora, as eleições de um país foram importantes para todo o mundo.
CMC
1:09:00 da manhã
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