domingo, agosto 15, 2004

[00.925/2004]
Comunismo olímpico
A "Pública" deste domingo fala-nos dos ex-maoístas lusitanos do período quente em Portugal entre 1970 e 1975. As pessoas que militavam na altura no MRPP e no PCP (m-l) e noutros partidos maoístas fecundados e abortados no momento da transição de Portugal para a democracia. Jovens que no período quente mais não foram do que apaixonados por uma utopia na qual creram e pela qual lutaram, sobretudo, contra os inimigos principais: os revisionistas moscovitas (o PCP).
O artigo publicado na revista do "Público" (a não perder) vem, indirectamente, a propósito de um caso que me tem despertado interesse: a República Popular da China no desporto mundial. Isto, num momento, em que decorrem os Jogos Olímpicos em Atenas.
A presença dos atletas chineses, em quase todas as modalidades faz-se sentir. Basta notar na tabela de medalhados e a China está em primeiro lugar.
Não haja dúvidas que a afirmação de uma grande potência mundial (à beira de se tornar uma hiperpotência? - o futuro dirá, se bem que as condicionantes geográficas não sejam muito profícuas nesse sentido) afirma-se, também, no campo desportivo.
Basta recordar a antiga URSS e ver como os atletas soviéticos eram os melhores do mundo. Tal como os países pertencentes ao Pacto de Varsóvia. Muitos desses países ainda hoje são grandes potências do desporto, repare-se nas diversas modalidades onde os novos e próximos membros da UE dão cartas... e medalhas, nos Jogos Olímpicos.
As ditaduras comunistas, tiranas na sua essência, têm enormes "pecados", nomeadamente no que aos Direitos Humanos diz respeito, mas também deixaram heranças, como na área desportiva, bem marcantes e importantes para as sociedades dos respectivos países.
Regressando à China, ela continuará a afirmar-se cada vez mais, com muita precaução, e paciência, como é timbre chinês, neste planeta em período de mudança de paradigmas.
Se a cerimónia de inauguração de Atenas foi de quebrar a respiração, dentro de quatro anos veremos se temos condições para conseguir respirar no mesmo acto, por que não nos esqueçamos, é Pequim a cidade organizadora dos Jogos Olímpicos de 2008.
A China tudo fará para mostrar ao mundo, nesse que pode ser o seu ano de glória (pensamento à ocidental - esta sentença) da China com Alma de Mao e estrutura de Deng Xiao Ping.
CMC
9:27:00 da tarde
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