sábado, fevereiro 19, 2005
 [0.361/2005] Ilustríssima Señorita Lolita,
Devia ter-lhe respondido à primeira missiva. Esqueci-me. Nem me lembrei mais. Respondo-lhe agora com gosto, neste dia "ecológico", como bem refere. Ontem à noite, tive oportunidade de estar com os seus outros dois sobrinhos. O Luís e a Luísa. Eles estão bem. Não se preocupe com a saúde de ambos. Apesar de ainda não me terem feito a vontade do petisco guineense, eu cá vou aguardando com paciência. Quem sabe, se o ex-Presidente Ialá ganhar as eleições, talvez nesse momento, quando as presidenciais guineenses consagrarem o candidato do barrete vermelho, eles me façam esse petisco, assinalando a vitória do Presidente filósofo. Da sua amiga, das margens do Douro, a Lolyta, com y, não tenho tido notícias. Contudo, como bem sabe, sempre depositei toda a minha confiança no excelso besugo. O esculápio que estetoscopiza, mucho, o blogame e olha pelo bem-estar de todos. Hoje até lhe dá para falar do Comistro. Está em serviço preventivo. Quanto ao nosso voto lusitano, alvo da nossa reflexão colectiva, hoje, ele será, certamente, expresso nas urnas, que, são soberanas. Menos soberanos, são os comentadores portugueses, em especial os cuquitantes. Amanhã à noite, um quererá brilhar no canal público, agora que está de regresso aos sermões dominicais. O outro anda por aí, a espalhar fel. Note bem, até desconfiou de um gesto de um candidato. Só por o não ter em boa conta, fez trinta por uma linha. Depois, acabou por sair de fininho, pedindo desculpas. No fundo, nós, portugueses, ainda padecemos de um mal, pouco comum na sua Espanha. Em Portugal dá-se protagonismo a políticos frustrados e tenta-se fazer dos falhados referências analíticas. Por isso, a análise da política portuguesa é tão fraca e perversa. No dia em que deixarem de dar protagonismo aos cuquitantes, defensores tácitos da mediocridade, para pretenderem brilhar, Portugal será um país melhor. Termino a epístola desejando-lhe um bom voto, amanhã, na sua Galiza natal. O seu voto e o de milhões de espanhóis é importante, para todos nós europeus. Despeço-me com amizade (como diria o outro) e até breve. Esteja atenta, muito atenta, pois a música de Zeca Afonso está quase a soar, por tão bem retratar Portugal. Assim que baterem as badaladas das 20 horas de amanhã, os cuquitantes, perdão, os mamíferos surgirão. Dão-lhes trela... é no que dá! CMC
8:05:00 da tarde
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