terça-feira, julho 26, 2005
 [1.015/2005] Ainda a propósito da nova arma de propaganda [II] E a depressão da Ministra da Cultura
Caro Homem das Neves, Cada país tem a sua peculiaridade e, no caso da maioria dos Estados da América do Sul, as excepções parecem ser regras. No entanto, para se chegar à convocação do referendo que poderia e não destituiu o Presidente, na Venezuela, devemos ter em consideração o que está na base da consulta popular: o golpe de Estado e o contra-golpe de Estado. Não se percebeu muito bem aquele episódio, nomeadamente o soldado que libertou o actual Presidente venezuelano da prisão. Adiante! Porém assinale-se, a Venezuela é um Estado democrático e Cuba não. Se há, ou não, manipulação e um certo aprisionamento da democracia na Venezuela, isso é outro aspecto. Por outro lado, nem de propósito. Hoje, a contracapa do El País expõe um artigo sobre a televisão do senhor de Caracas e, surpresa para incautos, o director do canal vai propor ao senhor de Caracas um programa semanal, com a duração de uma hora, para que ele fale sobre o que quiser, desde que não seja política. Ora, quando se pede a um padre para ir para uma igreja e lhe é indicado o altar, esperamos que o padre faça o quê, mesmo que se peça para não predicar? Já que o escrito segue para a Finlândia, fica a questão: a Ministra não é a tal senhora que há uns tempos teve uma profunda depressão e que não aparecia em público? Andou, durante uma temporada, afastada do cargo governativo? Nunca mais soube nada do assunto. Se a senhora se encontra bem ou mal. Se a senhora fosse Ministra (da Cultura) em Portugal, de certeza que ninguém andava por aí a debater o túnel de Ceuta e a preocupar-se com as desavenças entre o Governo e a Câmara do Porto. CMC
6:47:00 da tarde
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