sexta-feira, setembro 23, 2005
 [1.290/2005] Perseverança
Meu caro Luís Cepeda, Nos últimos anos tivemos de nos sujeitar às farpas que nos lançavam no repasto. Assim que a sobremesa carecia de pedido nunca precisámos de dizer o que queríamos. Já sabiam, os companheiros de banquete e os mordomos de serviço. Firmes e hirtos não nos deixámos atemorizar. Continuámos fiéis ao santo pudim. Foram muitas as vezes que tivemos de fingir que os motejos dirigidos à nossa opção doce eram resultado da bela companhia líquida. Mas sabíamos que não eram. Troçavam connosco. Riam-se de nós. Mas continuámos fiéis. Sem o expressar, rumorejávamos: perdoai-lhes Eminência, mesmo que à distância de um oceano, não sabem o que dizem. Aquele momento, pospasto, era a única forma de demonstramos a nossa solidariedade para com uma vítima que sofria à distância. Esta foi uma semana de alegria. O tempo veio a dar razão à nossa opção. Agora estamos livres e já podemos escolher outra coisa! CMC
5:00:00 da manhã
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