domingo, novembro 27, 2005
 [1.667/2005] A Ota não bate com a perdigOta II
Este texto causa-me espanto, ainda por cima é da autoria de um dos escribas do TUGIR. Se me perguntassem quem tinha redigido, pela filosofia, podia ser conduzido ao Professor de Boliqueime. Não penso, em público. Não digo, em público. Não me manifesto, em público. E, como cereja no topo do bolo, não acrescento mais nada, em público, para não incomodar. Ora, francamente Luís! O debate que se está a ter não é técnico. É político. Por acaso algum dos argumentos se prendeu com as condições do solo, a quantidade de terras que têm de ser removidas, as condicionantes do local para a pilotagem, etc, etc? Não sejamos ingénuos. Pois já dizia Salazar, Abel, não o outro, o médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe. Eu dei-me ao trabalho de ler alguns estudos e não são tão inacessíveis como se pensam. Porém, como referi, onde está um estudo estratégico que conjugue as diversas infra-estruturas nacionais? Não há. E, no campo estratégico, nem é preciso muito, talvez uma simples soma aritmética esclareça por que é que a localização escolhida não favorece o país, ela é iníqua no contexto penínsular. Mais, a médio longo-prazo, como ontem apontava um jornal, a partir de 2050, o novo aeroporto, provavelmente, satura. Mas se todos quisermos ser boliqueimistas, pensar que o país cresce pelas obras de fachada, que dão emprego momentâneo, e promovem algum crescimento, também momentâneo, pois então, em Janeiro, ele aí está, para receber apoio ao seu modelo de (sub)desenvolvimento. Ao fim destes anos nota-se no que deu uma década de betão. Formação, qualificação? Nada! Mas, segundo o raciocínio desenrolado ao longo do texto, é melhor não falar de quase nada na blogosfera. Porque é fácil: não sei, não me importo, muito menos quero saber. Isso é coisa de técnicos. É fácil! Se em Portugal a nomenclatura do poder, qualquer que seja a cor, aprecia o yes, minister, - estes hábitos de outros tempos! -, pois então, aqui, neste blogue, há uma escrita que também sabe dizer não, quando discorda. E não diz não, só porque não. Apresenta os pontos de vista e está disponível ao diálogo. Afinal, também é fácil! CMC
9:47:00 da manhã
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