quarta-feira, fevereiro 22, 2006
[0.211/2006] Ontem como hoje
Caro José Flávio, O PS ganhou as eleições legislativas há um ano. Nessa altura, um dia depois das eleições, salvo erro, teve o nosso prezado amigo a oportunidade de escrever no Ma-Schamba algo como: quero ver por onde andarão os socialistas bloguistas nos próximos tempos. Os mesmos que tempos antes faziam questão de escrever todos os dias nos seus blogues algo sobre o malogrado XVI Governo Constitucional. Como se comportariam a partir do momento em que o partido em que militam chegaria ao poder? Fez bem em duvidar, pois uma coisa é ser apoiante na oposição, outra apoiante do poder. E neste mundo de blogues, como no quotidiano, há muitos que se exaltam na oposição, mas encolhem-se quando se sentem perto do poder. O TUGIR respondeu por si na altura. Bem sei, ou melhor, bem sabemos que socialistas/bloguistas, depois da maioria absoluta do PS, fecharam os seus espaços. Comedimento? Possivelmente. Mas cada um sabe de si. Nós, no TUGIR, apenas fomos e continuamos fiéis a nós mesmos. Não nos transformámos de ontem para hoje, só pelo facto de o partido em que militamos ter passado da oposição para o poder. Na altura dissemos que não fechávamos as portas deste blogue, nem iríamos assumir uma postura de "sim, senhor Primeiro-Ministro", nem a oposta. Nem essa deve ser a postura de lealdade e frontalidade que nos tem caracterizado. Não negamos, muito menos tapamos/omitimos a nossa militância. Todavia, isso não nos impede, muito pelo contrário, de manifestar os nossos pontos de vista, que nem sempre são convergentes com as medidas adoptadas por este Governo. Como é natural e, de certo modo, salutar, num partido democrático. Mal estará o partido, ou um partido democrático, em que o líder diz isto ou aquilio e a genuflexão é prática constante (sinal de muitos Brutus). Como pessoa que acompanha com regularidade este blogue, desde que ele existe, o José Flávio pôde e pode aperceber-se de profundas divergências neste espaço entre mim e o Luís, a merecer destaque, por exemplo, a decisão do Presidente da República, quando no Verão de 2004 decidiu, e bem do meu ponto de vista, não dissolver o Parlamento. Opinião diametralmente oposta à leitura do Luís. Isto da democracia tem muito que se lhe diga. Para encontrar coerência, é preciso ter em consideração as posturas do ontem e comprovar se elas correspondem às de hoje. Ao fim e ao cabo, um blogue não vive somente de palavras, também há atitudes. Elas podem ser verificadas. Ontem, como hoje, os escribas do TUGIR continuam a ser os mesmos. Convergindo em muitos pontos, divergindo aqui e ali. Felizmente! Resta-me agradecer as palavras que nos dirigiu. CMC
1:51:00 da manhã
. - .
Página inicial
. - .
Comentários (0)
|
|