quarta-feira, fevereiro 22, 2006
[0.209/2006] Respostas [I/II] O texto 0.202 suscitou quatro interessantes comentários. E, pelos vistos, eu não consegui exprimir-me da melhor forma, a ter em conta os dois primeiros interlocutores. Cara Clara, Se é necessário fazer um novo aeroporto, para substituir o da Portela, estamos de acordo. Como refere, em forma de questão, e bem, Carlos Índico, onde podem aterrar os novos aviões? Porém, não se pode fazer um novo aeroporto só porque sim. Porque queremos ter um novinho em folha, para mostrar ao mundo que também temos infra-estruturas adequadas. O Governo apresentou diversos estudos. Tudo muito bem. Mas, e não sendo um perito na matéria, muito longe disso, isso não me impede que assuma uma interpretação estratégica, das grandes empreitadas, para o futuro do país. Assim, continuo a considerar que a Ota não serve Lisboa, muito menos o país. Porquê? Primeiro, a distância, e consequentemente, o tempo que dista o novo aeroporto da capital. Meia centena de quilómetros. Segundo se sabe, em nenhuma capital isto existe, um aeroporto ficar tão longe da cidade. Por outro lado, não basta construir o aeroporto de raiz, também são precisos construir acessos para a Ota. Ora, como se sabe, a ligação entre a capital e o aeroporto não se pode reduzir a uma só via. Se esta, por qualquer motivo, fica bloqueada, que alternativa resta a quem quer ir ou sair do aeroporto? Precisa-se de dar uma volta maior, para chegar à capital ou aceder ao aeroporto. Depois, e não menos importante, a localização da Ota prejudica o aeroporto de Pedras Rubras, que bem podia ser a porta, de entrada e saída, do noroeste peninsular, isto é, toda a região norte de Portugal e Galiza, e com a Ota Pedras Rubras não pode alcançar esse objectivo. Porquê? A Ota situa-se a norte de Lisboa, fica mais perto da cidade Invicta, e, por conseguinte, corta a indispensabilidade do aeroporto Francisco Sá Carneiro no quadro regional penínsular. Outro dos pontos, que por sinal os estudos apresentados pelo Governo indicam, mas pouco veiculados, é a expansão da Ota. O novo aeroporto não se pode expandir mais. Recorde-se, há poucas semanas, o grande aeroporto de Madrid aumentou o número de linhas. E, obviamente, nesta radiografia, importa ter em consideração o TGV. Bem se podia optar pela velocidade elevada, em vez da alta velocidade, uma vez que, não obstante mais uma dúzia de minutos, na velocidade elevada, esta comporta menos custos, e serviria perfeitamente para dar resposta à ligação Lisboa-Porto. Quanto à ligação entre as capitais ibéricas, a questão formulada não deve ter sido apreendida. Por isso repito: Se Espanha quer TGV, por que não está interessada, em primeiro lugar, nas ligações a partir de Aveiro e Sines, onde temos os nossos portos? Como se pode depreender, sem fazer grandes cálculos, porque os portos espanhóis não querem perder a sua posição de portos da península por excelência. Por isso, as ligações, de mercadorias, Aveiro e Sines são relegados para outros períodos. Isto, cara Clara e caro Ricardo, afecta a nossa economia e beneficia a espanhola. CMC
12:52:00 da manhã
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