segunda-feira, julho 24, 2006
[0.868/2006] A eleição presidencial volta a ter interesse
A três meses da eleição presidencial brasileira, sensivelmente, os candidatos entram em período de campanha que será, provavelmente, mais interessante e mais disputada do que se poderia considerar há dois ou três meses. O favoritismo continua a pertencer ao PT. Porém o partido do actual Presidente do Brasil conta, agora, com uma vicissitude, não tanto por parte do adversário directo, do PSBD (daquilo que já observei tem uma campanha bem estruturada em relação aos outros), mas sim de uma
ex-militante do PT e actual candidata à presidência, pelo PSOL, em coligação com outros dois partidos de esquerda. A candidata da Frente de Esquerda tem vindo a obter apoio na área do eleitorado do PT, descontente com a governação do país nos últimos quatro anos. Se há semanas as sondagens davam a eleição como resolvida à primeira volta, agora o candidato do PT tem menos de 45% das intenções de voto, enquanto a antiga militante atinge, para já, um patamar de 10%. A descida de um e a subida de outro estão intimamente ligadas. As equações nos quartéis partidários fazem-se, pois as sondagens retiram a maioria ao PT na primeira volta. Assim, há quem preveja, no PSDB, uma segunda volta e, com isso, a possibilidade de bater o PT, enquanto no PSOL há quem continue esperançado na ascensão da candidata, começando a alimentar o sonho da segunda volta. Do lado do PT, há regras bem definidas para o Presidente e candidato pouco fazer além do indispensável, de modo a não cometer nenhum erro, que possa prejudicar. Como as campanhas brasileiras são bastante aguerridas, deve ser difícil conter o temperamento do Presidente, já de si quente, pois os escândalos que abalaram a governação devem regressar à arena pública, de modo a enfraquecer a recandidatura. E, além de aguerridas, as campanhas também costumam ser politicamente sujas. A seguir o desenrolar da campanha com interesse. CMC
12:00:00 da tarde
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