domingo, setembro 24, 2006
[1.137/2006] Fuga de Portugal [ I ]
Caiu em desmoda, sei. Falou-se (em tempos) da fuga de cérebros, disso que já se não falou na confraria dos subsídio-dependentes do Beato, mas continua a ser uma sangria que mata devagar. Os nossos filhos continuam a formar-se neste País e a ter de ir provar fora que são capazes de realizar aquilo que aqui aprenderam. Por cá, os encostados, os comprometidos e os das maratonas que ascendem por divino berço, os apadrinhados e os espertos, não conseguem substituir o complexo do espelho pelo olhar introspectivo, não conseguem medir e verem a merda de País que estão a construir. Quando vemos um dos nossos a partir, não como os que anteriormente iam em busca da subsistência, mas os filhos da democracia e da liberdade, preparados, em busca de realização, apercebemo-nos do falhanço. Quando vemos o nosso sangue, o nosso saber, o nosso esforço e o deles, a emigrar para provar que este País invertebrado ainda tem sangue, sentimos raiva, frustração e revolta. Há feridas que se lambem e não saram. LNT
8:19:00 da tarde
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