quinta-feira, março 29, 2007
[0.394/2007] Qual aeroporto, qual quê!
Detesto ter falar de aeroportos porque é matéria de que nada entendo. Assim como detesto falar de projectos considerados como prioritários pela União Europeia principalmente os que são por ela aprovados. Nada entendo sobre coisas de aviação e ainda menos me atrevo a dizer que mais importante do que passageiros são as cargas. Igualmente nada entendo sobre rotas e corredores aéreos militares, respectivos conflitos com as rotas civis e da facilidade de ultrapassar estas questões. Decididamente nada percebo de leitos de cheia, nem se eles existem na Ota ou em Rio Frio e menos ainda de como terá sido possível fazer um aeroporto em Macau, ou um outro, tipo viaduto, no Funchal. Mas faz-me confusão que a União Europeia tenha dado luz verde a este projecto da Ota. Acredito que o fez assinando de cruz. Também me confunde a urgência em construir um aeroporto porque já estamos habituados a perder milhões por falta de capacidade do actual e mais tostão menos tostão... Faz-me igualmente confusão que se pretenda ter um aeroporto onde se pretendam receber todos os tipos de aeronaves. Por exemplo o A380 não tem nada que vir a Portugal, que disparate. Há que ser selectivos, caramba! E lá porque em Espanha existem 48 aeroportos não quer dizer que em Portugal tenham de existir, sei lá, uns seis ou sete. Claro que os Estremadureños devem estar muito preocupados com a construção de um aeroporto em Portugal que os sirva porque os dois ou três que têm na Estremadura não lhes bastam. Imagino que mesmo que o Governo abandone o projecto Ota haverá sempre lugar a discutir da mesma forma as alternativas que forem apresentadas. Mas imagino também que daqui a trinta anos ainda possamos estar a discutir a localização. Uma coisa que acho ter toda a razão é aquele argumento que daqui a trinta anos se o aeroporto for feito na Ota não poderá ser ampliado sabendo-se que nesse tempo o meio de transporte aéreo de cargas e passageiros pode ser uma coisa qualquer que hoje não nos passa pela cabeça. Há só uma coisa que sei. É que cada dia que passa é mais um dia de atraso e de distância ao mercado onde devíamos estar integrados servindo aquilo que a própria União considerou estratégico para a Europa ao aprovar as suas comparticipações. Só nos falta que um dia destes ainda apareça alguém a propor também a construção de uma rede de TGV, que disparate, que mania das grandezas! LNTEtiquetas: Aeroporto, lnt, Ota
3:00:00 da manhã
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