terça-feira, maio 01, 2007
[0.545/2007] O desnorte do PPD
Afinal não é só o PCP que está parado no tempo em termos de doutrina e concepção do mundo. O líder do PPD também parou ou, pior, não sabe a quantas anda. Deve ser o mais provável. Dislate do dia do líder do PPD: o PS ultrapassou o PPD pela direita. O PS, como sempre afirmou, e o Governo tem assumido, é pelos serviços públicos. A sua defesa e valorização não passa pela manutenção de um serviço público com directrizes do século passado, desfasados da realidade actual. Tem-se de reestruturar e adaptar os serviços públicos às exigências dos tempos presentes, que não são minimamente compatíveis e exequíveis com os métodos de há 20 ou 30 anos. Isso é ter uma política de direita? Não, é a assunção dos princípios políticos adaptando-os ao presente. O tempo muda, a sociedade muda, as exigências mudam, as respostas a dar também mudam, os princípios não. O líder do PPD devia ser um pouco mais congruente. Todavia, já se percebeu que não é, como a sua intervenção política dos últimos dias não desmente. Pede credibilidade e rigor e cala-se, num silêncio comprometedor, perante o descalabro da Câmara de Lisboa, que agonia de dia para dia. Diz ser a favor de menos Estado - leia-se privatização de vários serviços públicos essenciais (quem é que defende hoje a privatização da RTP, é o PS? não, é o PPD) - e diz-se ultrapassado pela direita pelo PS, que não quer menos Estado como PPD, mas melhor Estado. Em suma, esperar uma contribuição positiva, estruturada e congruente para o país do PPD será o mesmo que esperar que o Sol gire à volta da Terra. Espera-se mais qualidade e, sobretudo, credibilidade políticas do maior partido da oposição. CMCEtiquetas: Política Nacional, PPD
10:45:00 da tarde
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