sábado, janeiro 20, 2007
[0.092/2007] Da burocracia electrónica
A estória que fez parangonas por ter sido retirado o anexo G1 da declaração de IRS referente ás manifestações de riqueza, não faz qualquer sentido porque esta é uma medida louvável de combate à burocracia electrónica. A única razão para a sua existência era a pressão psicológica que exercia ao alertar que a Administração Fiscal iria fazer esse controlo. Perceba-se o que é burocracia electrónica: Hoje, por exemplo, precisei de ir a uma agência do ACP para solicitar a carta de condução internacional. Do outro lado da secretária uma amável e prestável senhora que logo após me pedir o cartão de sócio, teclou e mexeu no rato do computador, colocou on-line a minha ficha de sócio e depois, para meu grande espanto entregou-me um impresso para preencher com o nº de sócio, que ela já sabia, com o apelido e com o nome, que ela já sabia, com o nº do BI, que ela já sabia, com o NIF, que ela já sabia, com a data de nascimento e respectiva localidade e concelho, que ela já sabia, com a morada, localidade e Código Postal, que ela já sabia e com o nº da carta de condução, que ela já sabia. O que demorou um quarto de hora a fazer e me obrigou a uma acção desnecessária, podia ter demorado dois minutos se ela tivesse feito um Print ou mostrado no ecran a ficha e me pedisse para confirmar os dados. Isto é burocracia electrónica. O tal modelo G1 também o era, uma vez que a Administração Fiscal já detém todos os elementos que solicitava no modelo. Ainda bem que acabou. Espero que sirva de exemplo para todas as outras actividades, como por exemplo, para este verdadeiro aborto. LNTEtiquetas: Burocracia, Inovação, lnt, Tecnologia
12:36:00 a.m.
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