terça-feira, setembro 18, 2007
[1.229] A defesa de Israel II
No seguimento deste escrito, vi há pouco uma peça apresentada pela SIC que dá conta da missão da Força Aérea israelita no início de Setembro na Síria. Depois de vários meses de observação, Israel soube que estava a surgir uma central nuclear, em território sírio junto da fronteira com o Iraque. Uma central que contava com apoio técnico da Coreia do Norte. Ora, os aviões israelitas foram à Síria destruir a central, numa operação que nem israelitas nem sírios confirmam ou desmentem, cada uma, pelas razões óbvias que se pode deduzir. Os perigos estão a alastrar e de duas uma, ou se previnem as ameaças ou estas podem mostrar-se da pior forma. Israel, melhor do que ninguém, sabe que em matéria de segurança todos os cuidados são poucos. Por isso a importância de previnir, não adiar... como na Europa várias chancelarias parecem querer adiar a questão nuclear iraniana. Mais do que uma ameaça aos Estados Unidos, o projecto nuclear iraniano é uma ameaça ao Velho Continente, pela condição geográfica, e não só. CMCEtiquetas: EUA, Irão, Israel, Política Internacional, Síria, UE
9:51:00 p.m.
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segunda-feira, setembro 17, 2007
[1.221] A defesa de Israel
A notícia passou quase despercebida na comunicação social, apesar de ter sido possível ler umas breves sobre uma possível violação do espaço aéreo sírio por parte da Força Aérea israelita há pouco mais de uma semana. Na última edição do Expresso, o semanário dava conta que tal incursão de militares israelitas tiveram como finalidade destruir armamento iraniano que os sírios receberam no seu território. O mais curioso, ou nem tanto, foi a pouca divulgação da Síria de tal facto. Primeiro, tinha sido apenas uns sobrevoos, depois, apura-se, Israel destruiu o local que armazenava armamento. Israel nada diz sobre a situação e a Síria pouco mais adianta. E só referiu a passagem de aviões israelitas sobre os seus céus alguns dias depois, segundo o noticiado. Os serviços israelitas funcionaram bem, ao invés do que aconteceu no Verão de 2006. Nota-se, também, a diferença entre um Ministro da Defesa competente, como Ehud Barak (que já foi Primeiro-Ministro), e uma pessoa sem preparação para o cargo, como o antigo líder trabalhista, Amir Peretz. Israel dá, assim, uma mensagem clara não só ao regime de Damasco mas também de Teerão, de que se for necessário a segurança nacional israelita é garantida fora do território de Israel. CMCEtiquetas: Irão, Israel, Política Internacional, Síria
10:18:00 p.m.
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quinta-feira, agosto 16, 2007
[1.086/2007] De regresso ao poder?
Netanyahu wins Likud primaries
Oxalá me engane, mas o vencedor da corrida interna no Likud está à beira de regressar ao poder de Israel e assumir, outra vez, o cargo de Primeiro-Ministro. Dispensa-se uma visão isolacionista no Médio Oriente a partir de Israel. CMCEtiquetas: Israel, Médio Oriente, Política Internacional
2:07:00 a.m.
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domingo, junho 24, 2007
[0.836/2007] A má opção israelita e do Ocidente
Caro Tiago, Israel podia ter encontrado uma porta de oportunidade quando o Hamas se viu na contingência de constituir um Governo com elementos mais moderados, no seguimento do resultado das legislativas que deu a vitória a este grupo. Infelizmente, nem Israel nem o Ocidente souberam aproveitar a oportunidade de estabelecer um diálogo com os moderados do Hamas, procurando, pelo contrário, e muito mal, condicionar e isolar, por todos os meios, um Governo que foi democraticamente eleito pelos palestinianos e, muito pior, não rentabilizaram o reconhecimento envergonhado da existência de Israel por parte dos governantes do Hamas, que chegaram a deixar isso bem patente em determinados momentos. Na Palestina, enquanto os dois grandes e principais grupos (Hamas e Fatah) não forem parceiros para o diálogo, não poderemos esperar paz e estabilidade na Palestina. É o Estado palestiniano que se adia. E aqui todos perdem. Os palestinianos, primeiro, mas os israelitas e a região depois. Se a analogia me é permitida, apenas no referente à estrutura, não naturalmente no conteúdo, isso foi bem visível, por exemplo, no caso angolano. CMCEtiquetas: Israel, Médio Oriente, Palestina, Política Internacional
6:18:00 p.m.
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terça-feira, junho 19, 2007
[0.813/2007] As vias que abrem para o radicalismo
Israel pede bloqueio internacional do Hamas
Caro Tiago, Depois dos Estados Unidos terem aberto a grande via para o Irão poder vir a controlar no futuro o Iraque, com a intervenção de 2003, desta feita é a vez de Israel abrir caminho para o regime de Teerão poder dominar Gaza. O aumento do poder na região Irão nos últimos tempos decorre mais das más opções (EUA e Israel) do que à conquista encetada por Teerão, que apenas se limita a ocupar e suportar os seus sequazes nos diversos territórios. O polvo cresce e estende-se quanto maior liberdade lhe derem. É o que está a acontecer. CMCEtiquetas: EUA, Irão, Iraque, Israel, Palestina, Política Internacional
1:09:00 p.m.
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quarta-feira, junho 13, 2007
[0.773/2007] A última etapa política de Shimon Peres
Shimon Peres, 83 anos, foi hoje eleito o nono presidente de Israel, depois da retirada das candidaturas dos seus dois adversários após a primeira volta da votação no Parlamento.
Com a eleição para Presidente de Israel, Shimon Peres fecha, com chave de ouro, a sua longa carreira política. Que seja bem sucedido nesta sua última etapa de serviço público. Seria bom, no seu mandato, alcançar um acordo de Paz no Médio Oriente. Talvez fosse a maior e inapagável marca do Nobel da Paz. CMCEtiquetas: Israel, Política Internacional
2:25:00 p.m.
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quarta-feira, maio 30, 2007
[0.686/2007] A parte do Hamas que não quer a Paz
O Hamas continuará a atacar Israel apesar das fortes represálias por parte dos israelitas, avisa o líder do grupo, Khaled Meshaal
Na relação israelo-palestinianos não há santos. Ambas as partes têm contribuído, em larga medida, para a instabilidade regional. Porém, ambas as partes são imprescindíveis para um acordo visando a Paz. Todavia, parte do Hamas não está interessada na construção de pontes de diálogo. Assim, é difícil encontrar o mínimo denominador comum. CMCEtiquetas: Israel, Médio Oriente, Palestina, Política Internacional
3:58:00 p.m.
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quinta-feira, maio 03, 2007
[0.554/2007] Curioso
PM libanês: «Israel deve aprender lição» do relatório Winograd O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, afirmou hoje que «Israel deve aprender a lição de que as guerras e os conflitos armados não garantem a segurança de um país».
Interessante leitura do Primeiro-Ministro libanês. Seria bom, também, que no Líbano pudesse ocorrer o mesmo que em Israel, sobretudo quanto à permissividade e ineficácia das forças de Segurança e Armadas não operarem em todo o país. Áreas há onde quem manda é um grupo que não respeita, até atenta, a integridade do Estado libanês. Mas isso o Primeiro-Ministro libanês esqueceu-se de ter em consideração. Também por estes momentos Israel se distingue pela positiva. CMCEtiquetas: Israel, Líbano, Médio Oriente, Política Internacional
4:47:00 p.m.
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quarta-feira, maio 02, 2007
[0.547/2007] O fim do Kadima e o provável regresso de um entrave à Paz
Com o relatório Winograd, que compromete o Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa israelitas, pela guerra pouco sucedida que Israel assumiu contra o Hezbollah no último Verão, como qualquer pessoa na altura constatou, a permanência do actual Governo israelita está por fios. A possível saída do Ministro da Defesa, que pode renunciar ao cargo dentro de poucas horas, e o pedido de demissão do Primeiro-Ministro sugerido pela Ministra dos Negócios Estrangeiros (que deve regressar às fileiras do Likud, donde saiu para ingressar no Kadima), as condições para o actual número do Governo e o Executivo se manterem em funções são quase nulas. Deste modo, é o Kadima que implode, pois o seu pilar principal, Ariel Sharon, já deixou de contar, infelizmente, há muito tempo, e o Likud avista a possibilidade de regressar, a breve prazo, ao poder, com, uma vez mais, Netanyahu na liderança do Governo. Um verdadeiro entrave à Paz na região. Além da instabilidade política actual, destes dias, destas horas, é o Processo de Paz que pode sofrer um sério revés, por Israel poder deixar de contar com quem está interessado na estabilidade da região. Provavelmente, o Likud fará da proposta de paz saudita para região uma bandeira a combater e negar. Ou seja, todo o esforço dos últimos tempos da Secretária de Estado norte-americana, para colocar as duas partes (israelita e palestiniana) em contacto regular, pode ir por água abaixo num abrir e fechar de olhos... mais um. CMCEtiquetas: Israel, Médio Oriente, Política Internacional
12:52:00 p.m.
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sexta-feira, abril 20, 2007
[0.478/2007] Pela Paz no Médio Oriente
O Tiago destaca, no Kontratempos, uma iniciativa louvável, de apoio a Israel, com origem em Espanha. Apesar de não concordar com todo o articulado, partes há em que se exagera e sem sentido - como referir que não se pode deixar nas "mãos da direita" a defesa do Estado de Israel, como se não fosse um princípio democrático defender o Estado israelita, independentemente de se ser de esquerda ou direita -, subscrevo o documento pelo seu simbolismo. Oxalá muitos mais o subscrevam. E, devo acrescentar, é importante estar atento aos sinais da sociedade europeia, que não raras vezes manifesta sinais de antisemitismo perigosos. Por outro lado, é tão importante defender a existência do Estado de Israel como o Estado da Palestina. CMC O manifesto, que pode ser lido aqui e subscrito directamente para manifiesto@aseiweb.net, será apresentado publicamente na próxima semanaEtiquetas: Israel, Manifesto, Médio Oriente, Política Internacional
1:52:00 p.m.
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domingo, abril 15, 2007
[0.454/2007] Momento de oportunidade
Israel está disponível para negociar a proposta de paz promovida pela Arábia Saudita que prevê a normalização das relações entre países árabes e Israel em troca da retirada israelita dos territórios ocupados em 1967, anunciou hoje o primeiro-ministro israelita.
A pouca popularidade do actual Primeiro-Ministro israelita pode servir para o governante assumir uma postura mais efectiva e encontrar com os vizinhos árabes a estabilidade regional desejada. Israel dá um passo importante. Oxalá outros a acompanhem. Não se pode negar o empenho da Secretária de Estado norte-americana, determinante para esta nova etapa, que tudo tem feito no sentido de juntar e congregar os países da região no mesmo esforço para alcançar a Paz. CMCEtiquetas: Israel, Médio Oriente, Política Internacional
12:15:00 p.m.
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terça-feira, março 27, 2007
[0.383/2007] Boas notícias do Médio Oriente
"We are not yet at final status negotiations. These are initial discussions to build confidence between parties," Rice said.
A Secretária de Estado norte-americana dá boas notícias. A confirmar-se a regularidade dos encontros entre o Primeiro-Ministro israelita e o Presidente da Autoridade Palestiniana, de 15 em 15 dias, pode encontrar-se o caminho para o road map há alguns anos perdido. Depois de ter dito há dias, salvo erro no Cairo, que é tempo do Estado palestiniano surgir, estas últimas horas de Miss Rice, em périplo pelo Médio Oriente, têm sido importantes e frutíferas. Reconheça-se o empenho da política norte-americana, no sentido de estabelecer pontes de diálogo entre os dois lados e procurando envolver na resolução do conflito os Estados vizinhos da região. CMCEtiquetas: Israel, Médio Oriente, Palestina
4:00:00 p.m.
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quarta-feira, fevereiro 21, 2007
[0.227/2007] Desde Andropov que o Ocidente não tremia por causa de Moscovo
Os principais quartéis-generais do Ocidente têm tremido nestes últimos dias com as palavras do Czar Vladimir. Desde a intervenção em Munique, há poucos dias, que as palavras do todo-poderoso Presidente russo têm deixado o Ocidente estupefacto com as sucessivas críticas ao unilateralismo norte-americano - como se Washington estivesse hoje mais unilateral do que em 2003, antes pelo contrário. Só quem não tem observado com alguma atenção o comportamento e força da renascida e imperial Rússia, sob mando do novo Czar, se pode admirar com tais gestos. Simpatize-se ou não com o senhor, o Czar Vladimir tem feito um grande trabalho em prol dos interesses russos, com todos os defeitos que lhe possam, e devem, ser apontados no campo dos Direitos Humanos e da Democracia. A Rússia de 2007 não é a de 1997, que carecia de investimento estrangeiro, e como lucrou com o germânico. Aqui mérito se atribua a Herr Gerhard que estendeu uma mãozinha política e económica de Berlim num momento crítico para o gigante eslavo. (Hoje, felizmente já na reforma política, o alemão está a ser compensado pela Gazprom.) Com alguns, poucos, anos de Primeiro-Ministro e sete de Presidente, a limpeza e arrumação da casa estão feitas pelo novo czar. Restava o passo de influência e projecção do poderio externo, à altura da preponderância russa no mundo, e que nos últimos anos já se tem sentido, designadamente no caso do gás. Quanto às palavras destemidas, para o Ocidente, ou evidentes, para a Rússia, o Czar Vladimir deu sinais claros a Washington de que está contra uma intervenção militar no Irão. A partir de hoje, último dia dado pela Comunidade Internacional a Teerão para cessar as actividades de enriquecimento de urânio, deverá ficar mais claro o objectivo das intervenções do líder russo nos últimos dias. Moscovo, provavelmente, não tomará uma atitude como no Iraque, contra mas distante. Tudo fará para que a intervenção não tenha lugar. Interesses estratégicos assim o determinam e, ao fim e ao cabo, o Irão é um aliado estratégico de Moscovo. Resta saber se, primeiro, o Irão vai cessar o processo ou não. De acordo com a atitude do flamejante de Teerão, não. Segundo, a ter lugar uma intervenção (que já deve ter sido preparada), quem assumirá as despesas? EUA ou Israel. Os primeiros, ainda a Rússia pode tentar demover. O Conselho de Segurança é um bom palco. Os segundos são mais difíceis e duvido de qualquer (grande) influência em Tel Aviv. Muito estará em jogo a partir de hoje, mas há muito que o Ocidente não abalava por causa das palavras de Moscovo. Desde o tempo de Andropov. Por sinal, ambos são da estirpe do KGB. A Rússia está de regresso e quase em forma, aos palcos de disputa política mundial. CMCEtiquetas: EUA, Irão, Israel, Política Internacional, Rússia
2:50:00 a.m.
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terça-feira, janeiro 23, 2007
[0.111/2007] Bons sinais
"Every Palestinian contact that recognizes Israel, I see as a partner in negotiations - even if we're speaking of Hamas"
Enquanto a Fatah e Hamas acertam pontos, quanto ao tão necessário Governo de coligação, e já se encontram alguns pontos de convergência, do lado israelita, o Ministro da Defesa abre uma boa porta para o diálogo entre ambas as partes em contenda. Parece que do lado israelita se percebeu que o Hamas é melhor como parceiro do que como inimigo. Naturalmente, há condições, e bem, que Israel deve determinar, como o reconhecimento do Estado hebreu por parte movimento radical palestiniano. Os pequenos e seguros passos continuam a ser melhores do que os grandes e inseguros. CMCEtiquetas: cmc, Israel, Palestina, Política Internacional
12:47:00 p.m.
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quinta-feira, janeiro 11, 2007
[0.050/2007] Da Palestina
Uma boa notícia. CMCEtiquetas: cmc, Israel, Palestina, Política Internacional
2:55:00 a.m.
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domingo, janeiro 07, 2007
[0.024/2007] Planos de intervenção no Irão
Israeli officials believe that destroying all three sites would delay Iran's nuclear programme indefinitely and prevent them from having to live in fear of a "second Holocaust".
Não me admiro nada que Israel já tenha um plano traçado. CMCEtiquetas: cmc, Irão, Israel, Política Internacional
3:06:00 p.m.
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