terça-feira, setembro 18, 2007
[1.229] A defesa de Israel II
No seguimento deste escrito, vi há pouco uma peça apresentada pela SIC que dá conta da missão da Força Aérea israelita no início de Setembro na Síria. Depois de vários meses de observação, Israel soube que estava a surgir uma central nuclear, em território sírio junto da fronteira com o Iraque. Uma central que contava com apoio técnico da Coreia do Norte. Ora, os aviões israelitas foram à Síria destruir a central, numa operação que nem israelitas nem sírios confirmam ou desmentem, cada uma, pelas razões óbvias que se pode deduzir. Os perigos estão a alastrar e de duas uma, ou se previnem as ameaças ou estas podem mostrar-se da pior forma. Israel, melhor do que ninguém, sabe que em matéria de segurança todos os cuidados são poucos. Por isso a importância de previnir, não adiar... como na Europa várias chancelarias parecem querer adiar a questão nuclear iraniana. Mais do que uma ameaça aos Estados Unidos, o projecto nuclear iraniano é uma ameaça ao Velho Continente, pela condição geográfica, e não só. CMCEtiquetas: EUA, Irão, Israel, Política Internacional, Síria, UE
9:51:00 p.m.
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[1.225] A tentativa de deturpar as propostas que asseguram Saúde a todos
Hillary's American Health Choices Plan covers all Americans and improves health care by lowering costs and improving quality. It speaks to American values, American families, and American jobs.
Como se referiu no post 1220, a direita veria a proposta de Saúde de Hillary Clinton como uma medida despesista. Mais despesista considera, se a concepção doutrinária não encara com bons olhos o papel social do Estado, como se o Estado não tivesse, também, esta função. Elementar e essencial para a coesão social. Ora, os estimados amigos e mais destacados neoliberais nacionais já disseram o que se esperava que dissessem: puro despesismo. Noutro momento destacam o artigo do antigo estratego político do actual Presidente norte-americano:
Liberals see the concerns of families as a failure of private insurance, and want the U.S. to move toward a government-run, single-payer model. This is a recipe for making problems worse. Socialized medicine inevitably leads to poor quality, inefficiency, rising taxes and rationing. The waiting lines and poor care that cause people from other countries to come here for treatment are not the answer. (...) Mrs. Clinton may think Americans want to trade freedom and innovation for the illusory security of government regulation and surrender control of their health decisions to government bureaucrats.
Além de deturpar o projecto apresentado por Hillary, como a última frase atesta, será que o antigo responsável e destacado membro Republicano, que abandonou a actual Administração há poucas semanas, pode explicar porque existem milhões de norte-americanos sem condições de saúde? O senhor desvia a atenção, em vez de assumir as responsabilidades que tem. Hillary evidencia que tem ideias e propostas concretas, para casos concretos. CMCEtiquetas: EUA
11:14:00 a.m.
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segunda-feira, setembro 17, 2007
[1.220] Medida essencial
A pré-candidata democrata à presidência dos EUA Hillary Clinton apresenta hoje no Iowa um plano de saúde revolucionário exigindo que todos os cidadãos tenham seguro médico, o que incluiria uma política de subsídios para a redução dos custos de aquisição do mesmo.
Lá se ouvirão as vozes da direita a catalogar esta medida como despesista. Pena que essas vozes não tenham em conta os milhões de norte-americanos que estão desprotegidos em termos de Saúde. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
1:11:00 p.m.
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[1.219] Se isto fosse dito por Washington já tinha caído o Carmo e a Trindade
French foreign minister Bernard Kouchner says the world should prepare for war over Iran's nuclear programme.
Através do escrito do André tomo conhecimento do aviso de Paris. Alho que já Monsieur Jacques, ainda na qualidade de Chefe de Estado, tinha aventado e passou, então, muito despercebido. Se tal fosse dito por alguém de Washington, a esta hora já tínhamos convocações de manifestações. CMCEtiquetas: EUA, França, Irão, Política Internacional
1:39:00 a.m.
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domingo, setembro 16, 2007
[1.215] Os falsos atributos físicos
Caro Zé, Já tinha visto o filme algures. Tudo serve para tentar beliscar a campanha de Hillary. Penso que a candidata Democrata não tem em mente fazer concorrência a Pamela Andersen! CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
10:36:00 a.m.
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sexta-feira, setembro 14, 2007
[1.212] Corrida Republicana
Caro André, Veremos os resultados que os candidatos (tanto Democratas como Republicanos) colherão nas primárias que decorrerão nos primeiros meses do próximo ano. A dinâmica de vitória conquista-se nos primeiros Estados, que, de certo modo, funcionam como triagem dos candidatos a Presidente. Muitos candidatos, seguramente, no final de Fevereiro ou em Março apresentam a sua desistência. Infelizmente, o meu candidato preferido no campo Republicano, McCain, não terá grandes hipóteses. Penso, inclusive, que os seus resultados, em 2008, ficarão aquém dos alcançados em 2000. Quanto a Thompson, continuo a perspectivar que será um nome que vai dar que falar e incomodar o favorito Republicano: Giuliani. E quanto a Presidentes Republicanos, tem-se feito de quem não foi um grande político, em termos de substância, alguém extraordinário, como Reagan, e de um político com qualificações, um desacreditado, como Nixon. Será, portanto, Thompson melhor que Reagan? A interpretação será sempre subjectiva, até porque Reagan já foi Presidente e Thompson não. Além dos períodos temporais serem completamente distintos. Reagan foi Chefe de Estado com a grande potência soviética em estado de acelerada decadência. O futuro Presidente dos EUA enfrenta uma China e Índia pujantes e uma Rússia emergente. Diferenças temporais e conjunturais substancialmente diferentes. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
11:41:00 p.m.
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[1.209] As vozes da pouca sensibilidade Democrata
Hoje de madrugada, depois de ouvir o Presidente dos EUA dar a notícia já sabida da retirada de vários contingentes do Iraque, fiquei espantado com as palavras do Senador Democrata de Rhode Island, bem como de Obama, que defendem a retirada imediata das tropas. Das quatro candidatos entrevistados pela CNN, depois da intervenção do Chefe de Estado - Obama, Giuliani, Edwards e McCain, a postura mais sensata e responsável foi a de McCain. Não omitiu os erros do passado, em especial a gestão Rumsfeld, mas não perde do horizonte o que está realmente em causa, a segurança do Iraque e dos EUA. Um erro não se corrige com outro erro. Vários Democratas deviam ter isto presente. Parece-me que só Hillary tem. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
6:32:00 p.m.
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[1.208] Saída de cordeiro
O Presidente norte-americano, George W. Bush, decidiu aceitar a recomendação do comandante militar no Iraque para a retirada de cinco brigadas de combate até Julho do próximo ano, aprovando o repatriamento de 5700 efectivos até Dezembro.
Dentro de poucas horas não haverá o aparato que se registou em 2003, quando o Presidente norte-americano deu uma conferência de imprensa a bordo de um porta-aviões, tendo chegado ao local de F 16, qual top gun, quando declarou a vitória militar no Iraque. Hoje é mais uma etapa marcante desde 2003. Os EUA começam a preparar a retirada, faseada, de tropas do Iraque. É o Presidente a preocupar-se com a imagem que quer deixar no país, agora que falta menos de ano e meio para terminar o mandato. Espera-se que o jogo político que agora arranca, com o início da corrida presidencial, não desvie os Estados Unidos das suas responsabilidade. Há vários candidatos que apresentam panaceias... de autêntico desastre para o Iraque, nomeadamente no campo Democrata. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
12:20:00 a.m.
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quinta-feira, setembro 13, 2007
[1.207] Campanha disputada
Caro Rui, Penso que teremos as eleições primárias mais disputadas dos últimos anos. Se Hillary é a grande favorita do lado Democrata, penso que Obama não terá grande probabilidade de sucesso, no campo Republicano a luta será mais disputada. Giuliani é o favorito, mas Thompson não fica atrás no rol de possíveis vencedores. Em menos de uma semana, após a formalização da sua candidatura, várias sondagens dão-no no topo de favoritos e estou em crer é um nome que dará que falar nos próximos meses. Até porque o antigo Mayor de Nova Iorque não tem a corrida tão facilitada como Hillary. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
5:49:00 p.m.
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quarta-feira, setembro 12, 2007
[1.203] O homem que quer ser o segundo Reagan II
Caro Rui, Através deste post do André, verifico que o homem que quer ser o novo Reagan (e concordo contigo, tanto a nível político como cénico Thompson parece ser bem melhor que o antigo Presidente) lidera uma sondagem. Parece ser um candidato com dinâmica de vitória. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
6:24:00 p.m.
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terça-feira, setembro 11, 2007
[1.197] O homem que quer ser o segundo Reagan
Há poucos dias, o homem que quer ser o segundo Ronald Reagan apresentou a sua candidatura à corrida presidencial e as sondagens, para já, dão-lhe uma boa cotação. Não prevejo a sua vitória nas primárias do Partido Republicano, mas será um nome que dará que falar e se ouvirá muito a partir de Janeiro próximo. Quem é que há quatro anos previa a vitória de Kerry nas primárias do Partido Democrata? Pode haver surpresas. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
10:54:00 p.m.
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terça-feira, setembro 04, 2007
[1.159/2007] Seguem?
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, assegurou hoje que Londres e Washington seguem a «mesma linha» no Iraque e recusou que a retirada britânica do centro de Bassorá seja vista como um sinal de divergências entre os dois aliados.
Espera-se que sigam. CMCEtiquetas: EUA, Iraque, Política Internacional, Reino Unido
10:27:00 p.m.
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[1.157/2007] Nova ilusão apresentada pela Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, de visita surpresa ao Iraque, admitiu hoje, depois de reunir-se com os máximos comandos militares do país, ser possível reduzir o nível de tropas norte-americanas na nação árabe, se o «êxito continuar».
Primeiro foram as ilusões de Armas de Destruição Maciça e ligação do ditador de Bagdad à Al-Qaeda. Puras ilusões para justificar uma intervenção militar. Agora é referido que a continuação do "êxito" no terreno pode conduzir à redução de militares em solo iraquiano. Resta saber o que entende GWB por "êxito" no Iraque. Quer parecer que se assemelha às mesmas provas factuais que existiam para justificar a intervenção em 2003. A visita do Presidente norte-americano coincide com o dia da retirada das tropas britânicas de Basra. A visita de Brown, há poucos dias, aos Estados Unidos deve ter servido para muito trabalho entre os dois responsáveis políticos de Londres e Washington. Deve estar de regresso a tese há pouco mais de um ano avançada por GWB e Blair, de começar a retirar as tropas do Iraque. Espera-se um pouco de lucidez, pois perder a batalha no Iraque será mais um golpe na liça contra o terrorismo. O Afeganistão está como está e veremos o que acontecerá no Paquistão, com o acto eleitoral do final do ano. Ainda ontem se anunciava que a Al-Qaeda do Magreb está activa e pretende atentar contra os gasodutos argelinos... os que fornecem gás a vários países europeus. Convém criar tampões de segurança, antes que a primeira barreira de defesa seja nas nossas fronteiras. As populações podem estar descontentes com a situação, e com a sua boa dose de razão, mas deve entender-se o que está em causa. A segurança interna de cada Estado já não se joga apenas intramuros. CMCEtiquetas: EUA, Iraque, Política Internacional, Reino Unido
9:07:00 a.m.
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segunda-feira, agosto 27, 2007
[1.127/2007] Descalabro
O secretário da Justiça norte-americano, Alberto Gonzales, em causa há vários meses, devido, nomeadamente, ao afastamento de vários procuradores federais, demitiu-se, noticia hoje o New York Times na sua página na Internet.
As principais personalidades desta Administração norte-americana têm saído por diversos motivos. Há dias, depois do cérebro Rove, saiu o rosto para a imprensa, Snow. Agora é o não muito fiável Secretário da Justiça que sai. Quando falta menos de ano e meio para este Presidente terminar o mandato, resta saber quantas mais baixas contará a equipa, que terminará completamente desgastada, muito por responsabilidade própria. O neoconservadorismo esgotou-se de tal forma que nem os principais candidatos republicanos podem ter muita facilidade em erguer alguma bandeira destes oitos anos de muitas poucas saudades, tal não é o descalabro político. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
10:09:00 p.m.
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terça-feira, agosto 21, 2007
[1.111/2007] Pela Dignidade Humana
A União Europeia regista com grande pesar a aproximação de nova execução no Estado do Texas, a 400.ª desde a restauração da pena de morte, em 1976. É pois com firmeza que a União Europeia apela ao Governador Rick Perry para exercer todos os poderes inerentes ao seu cargo no sentido de suspender todas as execuções programadas e ponderar a introdução de uma moratória no estado do Texas. A União Europeia é incondicionalmente contra o recurso à pena capital em qualquer circunstância e tem feito apelos consistentes a favor da abolição universal deste tipo de pena. Acreditamos que a eliminação da pena de morte é fundamental para a defesa da dignidade humana e a evolução dos direitos humanos.
A UE faz bem destacar a defesa e valorização dos Direitos Humanos ao seu principal aliado. Infelizmente, devem haver alguns ouvidos de mercador em Dallas. CMCEtiquetas: Direitos Humanos, EUA, UE
10:47:00 p.m.
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[1.110/2007] Realismo necessário
Os progressos nas questões políticas fundamentais no Iraque são “muito decepcionantes”, afirmou hoje o embaixador dos Estados Unidos em Bagdad, Ryan Crocker, que se prepara para em entregar, em conjunto com o chefe militar norte-americano em território iraquiano, o general David Petraeus, um relatório sobre a situação do país, após o envio de reforços militares destinados a criar condições para estabilizar o Iraque.
Até que enfim algum alto responsável norte-americano não mascara a situação e assume a situação do Iraque. Já é um bom começo, assumir uma posição realista, para poder lidar e enfrentar a situação. CMCEtiquetas: EUA, Iraque, Política Internacional
10:41:00 p.m.
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quarta-feira, agosto 15, 2007
[1.082/2007] Is America turning left?
Probably—but not in the way many foreigners (and some Americans) hope
In a country where one in three people see themselves as conservatives (against one in five as liberals) and where the South and West have grown far more quickly than the liberal north-east, it is easy to see why Mr Bush and his strategist, Karl Rove, dreamed of banishing Democrats from power for a generation.
Artigo interessante. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
6:09:00 p.m.
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segunda-feira, agosto 13, 2007
[1.072/2007] A caminho do fim
O principal assessor político do Presidente norte-americano e um dos estrategas das suas campanhas eleitorais, Karl Rove, anunciou numa entrevista ao "The Wall Street Journal", que irá apresentar a sua demissão no final deste mês.
Os principais elementos desta Administração começam a abandonar o barco. Já saíram os principais artífices e o principal, em termos de estratégia, anuncia agora que no final deste mês sai. Se GWB venceu a eleição de 2004, a Mr. Rove pode agradecer, pela sua sagacidade em saber que o triunfo dependia do resultado no Estado do Ohio e não na Florida, como quatro anos antes. Um dos mais inteligentes estrategos políticos da actualidade sai de cena. É também o estertor desta Administração que deixará poucas saudades. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional
11:45:00 a.m.
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quinta-feira, agosto 09, 2007
[1.063/2007] Vira o disco e toca o mesmo
"Ojalá cambie pronto el gobierno de Estados Unidos porque George W. Bush es la peor amenaza para su pueblo y para el mundo"
As palavras são do pseudo-biblista-bolivarista, na viagem que efectuou ao Uruguai. De certeza que em 2009 ouviremos a mesma frase, só muda o nome do Presidente. CMCEtiquetas: EUA, Política Internacional, Venezuela
12:42:00 a.m.
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segunda-feira, agosto 06, 2007
[1.043/2007] Um dos grandes falhanços desta Administração
Irán se coló en el patio trasero de EE UU a través de Nicaragua. Los iraníes construirán viviendas, centrales hidroeléctricas, fábricas lácteas y puertos en el país centroamericano.
A política externa da actual Administração norte-americana continua a dar provas de erros clamorosos assumidos nos últimos anos. Quando GWB assumiu a presidência, em Janeiro de 2001, o primeiro, e grande erro, foi desligar-se do processo de Paz no Médio Oriente. Dizia, então, de acordo com a linha neoconservadora, que os Estados Unidos nada tinham a ver com a região e que os locais se entendessem. Uma das maiores e mais nocivas posturas que esta Administração assumiu e está hoje a pagar caro a factura. Com o 11 de Setembro, a linha neoconservadora, até então altamente desinteressada das questões externas caiu noutro extremo, o expansionismo exacerbado. Justificado, no caso afegão, totalmente irresponsável no caso iraquiano. Não obstante o decisivo xadrez mundial, em termos de estabilidade e segurança, se jogar na Ásia, esta Administração, além de ter, inicial e lamentavelmente ignorado o Médio Oriente, esqueceu-se, por completo, dos vizinhos americanos, pensando que Cuba era um resquício de outros tempos e já sem qualquer importância. Atitude errada, como se tem provado. Se o populismo que hoje grassa um pouco por toda a América Latina, podem os populistas destes tempos, que tanto odeiam os Estados Unidos, agradecer a GWB a sua passividade, por ter permitido a proliferação do populismo. Tivessem os doutrinadores neoconservadores mais consideração pela doutrina Monroe e perceberiam que a visão do século XIX não está assim tão desfasada da actualidade. Esta aliança entre Nicarágua e Irão é mais um resultado da política errada desenvolvida nestes últimos anos. O neoconservadorismo, que começou por ser isolacionista, passou a unilateral e hoje é uma mera marca que deixa poucas saudades em Washington já se condenou ao opróbrio pelas directrizes que traçou e falhou. Quando GWB sair da presidência ou seu sucessor - oxalá seja uma sucessora!, terá muito trabalho para reconstruir o que os oito anos de Clinton construíram. CMCEtiquetas: EUA, Irão, Nicarágua, Política Internacional
3:22:00 p.m.
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