terça-feira, setembro 04, 2007
[1.159/2007] Seguem?
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, assegurou hoje que Londres e Washington seguem a «mesma linha» no Iraque e recusou que a retirada britânica do centro de Bassorá seja vista como um sinal de divergências entre os dois aliados.
Espera-se que sigam. CMCEtiquetas: EUA, Iraque, Política Internacional, Reino Unido
10:27:00 p.m.
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[1.157/2007] Nova ilusão apresentada pela Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, de visita surpresa ao Iraque, admitiu hoje, depois de reunir-se com os máximos comandos militares do país, ser possível reduzir o nível de tropas norte-americanas na nação árabe, se o «êxito continuar».
Primeiro foram as ilusões de Armas de Destruição Maciça e ligação do ditador de Bagdad à Al-Qaeda. Puras ilusões para justificar uma intervenção militar. Agora é referido que a continuação do "êxito" no terreno pode conduzir à redução de militares em solo iraquiano. Resta saber o que entende GWB por "êxito" no Iraque. Quer parecer que se assemelha às mesmas provas factuais que existiam para justificar a intervenção em 2003. A visita do Presidente norte-americano coincide com o dia da retirada das tropas britânicas de Basra. A visita de Brown, há poucos dias, aos Estados Unidos deve ter servido para muito trabalho entre os dois responsáveis políticos de Londres e Washington. Deve estar de regresso a tese há pouco mais de um ano avançada por GWB e Blair, de começar a retirar as tropas do Iraque. Espera-se um pouco de lucidez, pois perder a batalha no Iraque será mais um golpe na liça contra o terrorismo. O Afeganistão está como está e veremos o que acontecerá no Paquistão, com o acto eleitoral do final do ano. Ainda ontem se anunciava que a Al-Qaeda do Magreb está activa e pretende atentar contra os gasodutos argelinos... os que fornecem gás a vários países europeus. Convém criar tampões de segurança, antes que a primeira barreira de defesa seja nas nossas fronteiras. As populações podem estar descontentes com a situação, e com a sua boa dose de razão, mas deve entender-se o que está em causa. A segurança interna de cada Estado já não se joga apenas intramuros. CMCEtiquetas: EUA, Iraque, Política Internacional, Reino Unido
9:07:00 a.m.
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quarta-feira, agosto 01, 2007
[1.009/2007] Assumir responsabilidades mundiais
Gordon Brown utilizó el marco de Naciones Unidas como altavoz para hacer ver al resto del mundo que la política exterior británica va más allá de la relación privilegiada con Estados Unidos y que mira especialmente a los más pobres del planeta. El primer ministro británico abogó por la creación de una nueva alianza global para cumplir los Objetivos del Milenio y terminar con la pobreza. Aquellos compromisos, suscritos por los líderes mundiales en 2000, están muy lejos de sus metas, dijo Brown, que pidió que se sumen energías para crear "una coalición por la justicia".
el líder británico parafraseó a Winston Churchill para pedir que se deje de mirar al pasado y se centren los esfuerzos en el futuro: "Aquellos que construyen el presente a imagen del pasado están perdiendo de vista los retos que tienen ante sí".
Para quem pensava que Gordon Brown não tinha uma visão política além da doméstica, os primeiros tempos de liderança do Governo britânico estão a demonstrar que temos estadista e fiel à política do Labour, de actuar a nível global em defesa da Humanidade. CMCEtiquetas: Política Internacional, Reino Unido
11:08:00 a.m.
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domingo, julho 29, 2007
[0.992/2007] O exemplo de Brown II
Caro André, Entusiasmo excessivo com Brown? Não creio. Veremos, no entanto, com o tempo como evolui a política de Brown, que prometeu ao país uma nova etapa de políticas do Governo e tem demonstrado que está a cumprir com o expresso. Refira-se, também, que o primeiro mês de governação não foi nada fácil. Atentados e cheias, mais do que um duro teste ao novo inquilino de Downing Street. A confirmar-se a notícia de que as legislativas britânicas têm lugar ainda este ano, Brown está apostado em querer legitimar, quanto antes, o seu poder. Ele quer mostrar que é Primeiro-Ministro por opção dos britânicos e não por legado. Seria, por outro lado, interessante saber qual o resultado da Escócia, onde alguns já vêem a possibilidade de uma cisão nas ilhas de Sua Majestade, com o recente recrudescimento dos nacionalistas escoceses. Havia, por outro lado, a tentação de comparar a transição do Labour com a dos Conservadores. Era quase inevitável. Brown tem evidenciado que não é uma sombra, como foi o Primeiro-Ministro sucessor da Dama-de-Ferro. CMC P.S.- Tomo conhecimento, pelo Insurgente, que a referência académica altermundialista de Coimbra recebeu um prémio do pseudo-biblista-bolivarista. Justiça se faça ao señor de Caracas. Ler o que o altermundialista escreve na Visão sobre os mais-do-que-progressos-ultra-democráticos-venezuelanos merecia um prémio.Etiquetas: Política Internacional, Reino Unido, Venezuela
10:38:00 p.m.
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[0.989/2007] O exemplo de Brown
Há poucas semanas, escrevia-se por aqui:
Se Brown for tão bem sucedido como foi na última década, em termos das Finanças, e a agenda política for a sua, tiver o seu cunho, penso que o Labour poderá ganhar em 2009. Tudo depende de Brown.
Hoje, o DN refere:
O Labour recolhe neste momento 41 por cento das intenções de voto, seguido à distância pelos Tories com 32 por cento, e pelos Liberais-Democratas, com 16 por cento. Números que representam uma reviravolta surpreendente, já que no momento em que Tony Blair passou o testemunho (dia 27 de Junho) os conservadores ainda mantinham uma maioria de três a quatro pontos percentuais.
No escasso período de um mês, o Labour retoma a dianteira política britânica de forma confortável, muito por mérito da política desenvolvida pelo novo Governo, que tem sido exemplarmente liderado por Gordon Brown. O início de mandato do novo Chefe de Governo não podia ser pior: ataques terroristas poucas horas depois de tomar posse e cheias sem paralelo há mais de meio século no Reino Unido. Às dificuldades o novo Primeiro-Ministro britânico provou estar à altura de lidar com os problemas e superá-los. Fica o exemplo de Brown e do Labour, para aqueles que têm receio em mudar. As pessoas contam nos partidos. E estes, quando são organizações dinâmicas e abertas, não têm como temer o futuro, refugiando-se nas glórias do passado como o Labour podia fazer, pensando em 1997, 2001 e 2005, pois não há, como nunca houve, em política, concepções do passado que melhorassem o futuro; não há, como nunca houve, pessoas providenciais, e ninguém é insubstituível. Quando todo um conjunto de pessoas estão interessadas naquilo que verdadeiramente importa: o país e as pessoas, os partidos políticos e os seus militantes dão bons exemplos de que é possível recriar e inovar as políticas, continuando a defender os mesmos princípios. Brown é o exemplo de que a mudança de liderança, partidária e/ou governativa, não é um drama, mas uma nova etapa que se abre e esse momento cria novas oportunidades. Os partidos políticos, como os Governos, precisam de dinamismo e não é com lideranças que se pretendem eternizar que a mudança tem lugar. CMCEtiquetas: Política Internacional, Reino Unido
10:54:00 a.m.
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sexta-feira, julho 20, 2007
[0.937/2007] Nova era, novos líderes, melhores tempos
O Presidente francês Nicolas Sarkozy e o primeiro-ministro britânico Gordon Brown declararam hoje estar disponíveis para viajarem em conjunto até ao Darfur face à gravidade da situação humanitária na região, durante uma conferência de imprensa conjunta.
É bom ver os principais intérpretes europeus com espírito de intervenção à escala global. Depois de alguns anos em que só se contava com Blair como o único político europeu a promover uma intervenção mais efectiva à escala global, desta vez contamos com a sintonia entre Londres e Paris, que seguramente são acompanhados pelas restantes chancelarias europeias neste caso delicado do Darfur. Entramos numa nova era, como novos líderes e mais activos, muito mais do que os anteriores. Já era tempo de contarmos com uma Europa mais interventora, que passasse das palavras aos actos. CMCEtiquetas: África, França, Política Internacional, Reino Unido, UE
4:32:00 p.m.
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terça-feira, julho 17, 2007

[0.929/2007] Desta vez sem SPECTRE
Este conflito diplomático entre britânicos e russos não augura nada bom e bem pode a Presidência portuguesa da UE encontrar nesta situação mais problemas do que entre o Reino Unido e o Zimbabué e a organização da Cimeira UE/África. CMCEtiquetas: Política Internacional, Reino Unido, Rússia
8:48:00 p.m.
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domingo, julho 08, 2007
[0.895/2007] O que aconteceu para Blair ficar mais tempo em Downing Street?
Tony Blair wanted to quit as prime minister a year before the Iraq war, according to his former communications director.
O livro, da autoria de um dos homens mais influentes e próximos de Blair em Downing Street, vai ser colocado à venda dentro de poucas horas, tem uma revelação merecedora de melhor apuramento, isto é, segundo revela Campbell, Blair apenas queria cumprir dois mandatos, o que significa que queria sair um ano antes da intervenção militar no Iraque. Ora, já nessa altura, em 2002, se perspectivava uma intervenção na Mesopotâmia. O que terá acontecido para Blair ficar mais tempo como Primeiro-Ministro, quando só pretendia cumprir duas legislaturas? Por saber nos próximos anos... provavelmente depois de a Casa Branca contar com novo inquilino se pode saber melhor. CMCEtiquetas: Política Internacional, Reino Unido
11:25:00 p.m.
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domingo, junho 24, 2007
[0.837/2007] O novo líder do Labour
This week marks a new start
A chance to renew.
And I say to the people of Britain:
The new government I will lead belongs to you.
I will work hard for you.
I shall always try my utmost.
I am ready to serve.
Hoje à tarde, Gordon Brown assimiu a liderança do Labour. Na próxima quarta-feira, assumirá a do Reino Unido. Oxalá seja tão bom nas novas funções, como foi Chanceler do Tesouro. Creio que sim! CMCEtiquetas: Política Internacional, Reino Unido
6:29:00 p.m.
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domingo, junho 17, 2007
[0.799/2007] O que diziam ser o cãozito seguidor e acéfalo de GWB
Em Novembro último, escreveu-se por aqui:
Tenho lido nos últimos dias muitas críticas a Blair. Ou melhor, reiterar de críticas. (...) Tudo única e exclusivamente, mais consciente do que inconscientemente, por causa da posição de Blair no caso da intervenção norte-americana no Iraque. Que, como sempre, não é analisada devidamente. Nem pelos esforços de Blair, o único que tentou aproximar as duas margens do Atlântico norte e o único que travou certas, e ainda mais nocivas, investidas norte-americanas. E, neste ponto, considero que há muito por revelar que, provavelmente, só tomaremos conhecimento dentro de alguns anos.
Ora, nem foi preciso muito tempo para se conhecer um pouco mais do sucedido em 2003. Uns dias antes da saída de Blair de Downing Street são, para já, o suficientes para se começar a perceber melhor os contornos da intervenção no Iraque e qual o papel do Primeiro-Ministro britânico:
Nos comentários publicados hoje pelo jornal «Observer», os membros do círculo próximo de Tony Blair salientaram que este decidiu enviar as tropas para o Iraque em 2003, suspeitando que Washington não preparara «adequadamente» o período de reconstrução do pós-guerra, uma vez capturado o ditador Saddam Hussein. Tony Blair terá transmitido, sem sucesso, as suas preocupações à Casa Branca e o presidente George W. Bush ter-lhe-á oferecido uma saída, ao dizer-lhe que talvez existisse «um outro meio de envolver a Grã-Bretanha». (...) Peter Mandelson, um dos mais antigos ministros de Blair, afirmou que o primeiro-ministro britânico sabia que os preparativos de Washington eram insuficientes, mas que se sentia «impotente para agir». (...) David Manning, na altura principal conselheiro diplomático de Tony Blair e depois embaixador nos Estados Unidos, disse que o primeiro-ministro britânico levantou a questão do pós-guerra «vários meses antes» de esta ser desencadeada, enviando-o em missão aos Estados Unidos em Março de 2002. Tony Blair interrogou-se particularmente «sobre as dificuldades futuras da operação». «Se decidirmos intervir, qual será a situação no local? Quais serão as reacções se o fizermos e o que se passará no dia seguinte?»
Provavelmente, mais, muito mais, se saberá ao longo dos próximos tempos. Como se podia calcular, o líder britânico não agiu de modo irreflectido, ou não fosse o responsável de um país que já foi o maior império do mundo. No entanto, os críticos obsessivos do costume continuarão a dizer que Blair foi um líder fraco, sem méritos (como os britânicos são estúpidos e subdesenvolvidos deram a Blair três vitórias) e seguidor acéfalo do actual inquilino da Casa Branca. Esperar destas pessoas bom-senso, é quase como esperar que o actual Presidente norte-americano reconheça o falhanço da intervenção no Iraque. CMCEtiquetas: EUA, Iraque, Política Internacional, Reino Unido
8:53:00 p.m.
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segunda-feira, junho 04, 2007
[0.712/2007] Tudo depende de Brown
Ao ler este escrito do André, fiquei com curiosidade quanto ao conteúdo do artigo bloguista do Insurgente expresso na revista e adquiri a Atlântico deste mês. Uma vez mais, o André apresenta um ponto de vista lúcido. Se é bem verdade que os Conservadores têm a vantagem de ter um Labour com o fardo de 10 anos de poder, não é menos possível que Brown venha a ser uma boa surpresa, enquanto Primeiro-Ministro. Ainda que não previsível, presentemente, é uma hipótese que não se pode descartar e, de certo modo, é isto que o André indica. Será que os conservadores conseguirão agarrar a oportunidade de ganhar? Nunca nesta década estiveram tão próximos disso. Todavia, nem tudo são peanuts. Não se pode omitir que muito do sucesso político de Blair dependeu da política traçada por Brown. Há quem veja o próximo inquilino de Downing Street com esperança de ver um grande estadista, como Alan Greenspan fez saber, e quem aguarde com interesse para ver o que vai acontecer nesta transição de poder, tanto no Labour como no Governo, como Giddens. Em termos técnicos, Brown está mais do que à altura da função. Isto é consensual. Porém, não é um Blair, e essa lacuna do animal político falta a Brown. Pode ser, se não é mesmo, um handicap, suceder a um dos melhores estadistas contemporâneos, mas não deixa de ser um enorme desafio político para Brown, que terá de inovar a agenda do partido e do Governo, de modo a ter a sua própria agenda. Se Brown for tão bem sucedido como foi na última década, em termos das Finanças, e a agenda política for a sua, tiver o seu cunho, penso que o Labour poderá ganhar em 2009. Tudo depende de Brown. Em Maio de 2009 saberemos, então, quem é "o senhor que se segue". CMCEtiquetas: Política Internacional, Reino Unido
12:05:00 p.m.
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quinta-feira, maio 10, 2007
[0.594/2007] A herança de Blair
There is only one Government since 1945 that can say all of the following: More jobs Fewer unemployed Better health and education results Lower crime; And economic growth in every quarter. This one.
E dizem alguns que fez pouco e mal. CMCEtiquetas: Política Internacional, Reino Unido
4:46:00 p.m.
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[0.593/2007] Um grande Estadista mundial
Recuperando um escrito, postado umas horas antes da terceira vitória consecutiva de Blair, há dois anos: Para os que duvidam da capacidade de resistir. Para os que duvidam da capacidade de ser determinado. Para os que duvidam da capacidade de que economia e social não podem estar a par, preservando e promovendo o bem-estar dos cidadãos. Para os que duvidam de que o terrorismo se combate com frontalidade e não com receio. Para os que duvidam que a Europa é um projecto muito mais do que uma simples soma de nações. Para os que duvidam de que a política já não é feita por Estadistas. Para os que duvidam que um líder não se preocupa com a evolução mundial e com o combate ao flagelo da pobreza e da miséria Humanas. Para os que duvidam de isto e de muito mais, amanhã, à noite, as suas dúvidas poderão dissipar-se. O exercício dos cargos políticos tende a ser, no presente, efémero. Note-se o caso nacional. Só se mantêm nos cargos políticos, por mais de um curto espaço de tempo, quem tiver algo mais para fazer pelo seu próprio país, para além da mera e rotineira actividade de gerir um Estado. Para estes, está reservado a mera passagem. Para os que têm um projecto, global, a sua manutenção, sempre manifestada e imposta pelas urnas, tende a durar muito mais do que uma legislatura. Blair é seguramente o melhor Estadista da actualidade e um grandes políticos britânicos de todos os tempos. Dez anos depois, o Reino Unido está melhor do que estava e isso deve-se a Blair. A vida continua e o exemplo fica. A esquerda deve ser fiel aos seus princípios, não ficar agarrada a velhos arquétipos. Esta é a lição do Labour de Blair. Para modernizar não basta proferir, é preciso transformar, nas palavras e nos actos. CMCEtiquetas: Política Internacional, Reino Unido
3:39:00 p.m.
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terça-feira, maio 08, 2007
[0.582/2007] A etapa da Paz na Irlanda do Norte
Este momento histórico, para as ilhas britânicas e Irlanda, assim como para a Europa, da formação de um Governo de unidade entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte, inimaginável há uns anos, é o resultado de uma aposta na Paz para uma região que viveu vários séculos debaixo de sangrentas convulsões. Blair deixa o seu nome inscrito neste capítulo da Paz, entre comunidades católicas e protestantes. Provavelmente os problemas entre os diversos grupos continuarão a fazer-se sentir, mas, ao que tudo indica, não mais pela voz das armas, apenas pela das palavras. Blair pode sair do Governo de Londres com missão cumprida, numa das suas maiores e principais obras políticas e mais marcantes mudanças europeias. CMCEtiquetas: Irlanda, Irlanda do Norte, Política Internacional, Reino Unido
8:02:00 p.m.
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segunda-feira, abril 30, 2007
[0.537/2007] É sempre assim
O fim de mandato é sempre penoso, sobretudo quando o mandato é extenso. As pessoas tendem a encontrar só defeitos. Não deixa de ser curioso, os mesmos que em 1997, 2001 e 2005 deram maiorias a Blair são agora os que dizem não ter mudado nada nesta década. (Mas, refira-se, trata-se de uma sondagem.) Obviamente o Reino Unido mudou muito, e mudou para melhor. A nível da Saúde, da Educação, das Autonomias, com as reformas assumidas. A Paridade, a Paz na Irlanda do Norte, a aproximação britânica ao projecto europeu... As eleições do próximo dia 3 de Maio devem correr mal ao Labour, na que será a última derrota do partido com a liderança de Blair. Resta desejar, e esperar, que o seu futuro continue ao serviço público. Mais uns anos, não muitos, e seguramente Blair ficará como um dos melhores políticos britânicos e mundiais. CMCEtiquetas: Política Internacional, Reino Unido
1:40:00 p.m.
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sexta-feira, abril 06, 2007
[0.419/2007] Dos tempos que passam
A detenção dos soldados britânicos terminou com um passo de mágica, mais um, do flamejante de Teerão, que numa autêntica jogada inesperada, decidiu libertar os 15 militares. Inesperada, claro está, para o grande público. Do pouco que se apanha dos jogos de bastidores, consta que a troca foi cara para o Reino Unido. Segundo alguns, Londres mudará de atitude no Conselho de Segurança, quando se tratar do caso nuclear iraniano. Nesta matéria, Blair já disse, e bem, não mudar de atitude. Nos próximos tempos se saberá o que fez mudar de atitude o flamejante de Teerão. Talvez o cerco internacional comece a afectar um regime que conta com insatisfação interna. De qualquer forma, saiu bem na foto, com uma boa encenaçao. Na Ucrânia, como se previa, a coligação de interesses quase incompatíveis, entre Presidente e Primeiro-Ministro, está por arames. Veremos o desenrolar dos próximos dias e se haverá, como tudo indica, eleições antecipadas. É provável que a dama-de-ferro ucraniana, pretrida pelo Presidente nas últimas legislativas para formar coligação governamental - eles que foram os pilares da Revolução Laranja -, pode saber aproveitar o momento. Pelo menos pode cativar no lado pró-ocidental, já que do lado pró-russo, a união faz a força e o Primeiro-Ministro parece estar de pedra e cal, com o apoio de metade do país. A seguir com especial atenção. CMC
P.S.- Caro Luís, as eslovacas estavam, estão, muito bem e recomendam-se, sobretudo as simpáticas empregadas do café Maximilium, no centro da capital, onde se toma um excelente chocolate quente... O tempo, agora, é de fazer as malas, deixar a capital imperial dos Habsburgos (que muito deve(ria) agradar à Miss Pearls - se pudesse convidava-a para um chá com um delicioso strudel no Café Central, para celebrar a vitória de Ségolène) e rumar ao país que tem sido alvo de várias amputações.
Os escritos voltam para a semana.
É verdade... O almoço com as pessoas do costume tem de ser convocado, pois o Suspeitix esteve um pouco enfermo e precisa de uma refeição mais calorosa, que lhe estimule a boa e sempre gentil disposição que o caracteriza.Etiquetas: Blogs, Irão, Política Internacional, Reino Unido, Ucrânia, Viagens
3:34:00 p.m.
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sexta-feira, março 30, 2007
[0.398/2007] Teoria da conspiração imperalista capitalista
Cara Margarida, Podia ter poupado no escrito e ter feito referência a este artigo da conspiração. Se bem percebo o artigo do jornal do PCP, Blair tinha tudo preparado. De Londres saiu uma ordem para uns militares que estão no Iraque serem detidos pelas guardas iranianas, de modo a provocar o imbróglio diplomático e, por consequência, provocar um ataque militar. Isto significa, portanto, que os militares britânicos actuam como os elementos de grupos terroristas, entregam-se à morte. Rica tese, esta! Noto, no entanto, a indiferença da Margarida para com o facto do Irão vir a possuir armas nucleares. Isso é a coisa mais normal do mundo. Deve ser a mesma indiferença com que a Margarida deve aceitar a afirmação, quem sabe a tese, do flamejante de Teerão, que quer riscar um Estado soberano do mapa. CMCEtiquetas: Irão, Política Internacional, Reino Unido
12:18:00 a.m.
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quinta-feira, março 29, 2007
[0.396/2007] Mais uma atitude exemplar dos governantes iranianos
Será que os governantes iranianos querem fazer do Estado uma organização de índole terrorista? Se não querem, parecem, com a detenção, ilegal, de 15 militares britânicos. Uma vez mais se evidencia o papel de abertura e diálogo do Irão e respeito pela decência, como no caso nuclear. CMCEtiquetas: Irão, Política Internacional, Reino Unido
8:48:00 p.m.
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segunda-feira, março 26, 2007
[0.376/2007] O caminho para a Paz
Caro Alexandre, Nada está garantido, é certo, e como bem referes, é preciso prudência, mas é um momento histórico para o Reino Unido, para a Irlanda e para a Europa. Quem imaginaria há alguns anos ver os senhores da fotografia do texto que apresentas juntos? Impensável, diriam muitos, a começar, provavelmente, pelos próprios. Foi dado um passo importante numa região que há sensivelmente um século vive debaixo de um clima de guerra aberta e manifesta entre as pessoas que moram nos seis condados do Ulster. A verdade é que foi alcançado um patamar de negociações, encontros e acordos inimagináveis há uma década na Irlanda do Norte, graças ao Governo Trabalhista. Esta é uma das principais obras políticas de Blair, que soube derrubar a guerra e construir a Paz, quando muitos não acreditavam. CMCEtiquetas: Irlanda, Política Internacional, Reino Unido
9:22:00 p.m.
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segunda-feira, fevereiro 26, 2007

[0.258/2007] Nem de propósito
Há dias escevi isto e hoje, pelo que leio via Insurgente, o Reino Unido decide enviar mais tropas para o Afeganistão. CMCEtiquetas: Afeganistão, Nato, Política Internacional, Reino Unido
10:25:00 p.m.
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