segunda-feira, maio 21, 2007
[0.644/2007] À beira da renovação do mandato
A Irlanda costuma ser mais referida como modelo de desenvolvimento, e em Portugal já teve os seus momentos áureos, quando, sobretudo à direita, há poucos anos, muitos referiam o caso da ilha Esmeralda como paradigmático. Em termos políticos, o interesse nunca foi o mesmo, à excepção do curiosíssimo facto de, num dos países mais católicos da Europa, as mulheres há muitos anos dominarem a presidência da república. Por isso, com a distinta excepção de Mary Robinson, o nome da política irlandesa mais conhecida, sobretudo pelo papel humanitário que assumiu na ONU depois de chefiar o país, poucos são os nomes dos políticos da República da Irlanda conhecidos. No entanto, acompanhando-se, mesmo com distância a política irlandesa, Berthie Ahern é sempre a figura que se vê, em especial nos Conselhos Europeus. Discreta, mas credível quanto basta para se saber ter no Primeiro-Ministro irlandês uma referência de estabilidade e diálogo, nem sempre comuns de encontrar em líderes europeus. O processo de Paz da Irlanda do Norte, em que Ahern também tem a sua parte de responsabilidade, contribuiu para a sua projecção internacional. Pelos vistos, melhor do que ninguém, os irlandeses consideram o mesmo e o Fianna Fail, partido de Ahern, deve vencer, com grande vantagem, a eleição legislativa que tem lugar esta semana. A revalidação do cargo de Taoiseach (Primeiro-Ministro) está por horas. Os 41% são disso sinal evidente. Provavelmente, é mais do que merecida a revalidação do mandato. CMCEtiquetas: Irlanda, Política Internacional
10:41:00 p.m.
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terça-feira, maio 08, 2007
[0.582/2007] A etapa da Paz na Irlanda do Norte
Este momento histórico, para as ilhas britânicas e Irlanda, assim como para a Europa, da formação de um Governo de unidade entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte, inimaginável há uns anos, é o resultado de uma aposta na Paz para uma região que viveu vários séculos debaixo de sangrentas convulsões. Blair deixa o seu nome inscrito neste capítulo da Paz, entre comunidades católicas e protestantes. Provavelmente os problemas entre os diversos grupos continuarão a fazer-se sentir, mas, ao que tudo indica, não mais pela voz das armas, apenas pela das palavras. Blair pode sair do Governo de Londres com missão cumprida, numa das suas maiores e principais obras políticas e mais marcantes mudanças europeias. CMCEtiquetas: Irlanda, Irlanda do Norte, Política Internacional, Reino Unido
8:02:00 p.m.
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segunda-feira, março 26, 2007
[0.376/2007] O caminho para a Paz
Caro Alexandre, Nada está garantido, é certo, e como bem referes, é preciso prudência, mas é um momento histórico para o Reino Unido, para a Irlanda e para a Europa. Quem imaginaria há alguns anos ver os senhores da fotografia do texto que apresentas juntos? Impensável, diriam muitos, a começar, provavelmente, pelos próprios. Foi dado um passo importante numa região que há sensivelmente um século vive debaixo de um clima de guerra aberta e manifesta entre as pessoas que moram nos seis condados do Ulster. A verdade é que foi alcançado um patamar de negociações, encontros e acordos inimagináveis há uma década na Irlanda do Norte, graças ao Governo Trabalhista. Esta é uma das principais obras políticas de Blair, que soube derrubar a guerra e construir a Paz, quando muitos não acreditavam. CMCEtiquetas: Irlanda, Política Internacional, Reino Unido
9:22:00 p.m.
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segunda-feira, janeiro 29, 2007
[0.132/2007] Momento histórico
Ontem, na Irlanda, deu-se mais um passo no sentido de estabilizar e consolidar a paz na Irlanda do Norte, entre católicos e protestantes. O momento é histórico, pois pela primeira vez, o Sinn Fein, braço político do IRA, reunido em congresso, deliberou reconhecer a polícia do Ulster. O passo para a autonomia está mais perto e importa reconhecer, depois de décadas manchadas de sangue, graças ao empenho do Governo britânico e irlandês, há vários anos que a porta da oportunidade se abriu para um dos territórios mais instáveis da Europa. Dez anos depois, e a pouco tempo de sair, este é um dos grandes sucessos políticos de Blair, que pode sair do seu cargo com missão cumprida. A Blair se deve esta nova e promissora fase. Felizmente, longe vão os tempos da governação conservadora, quando a Irlanda do Norte era uma traseira desprezível, com nítidos e graves custos humanos, tanto para irlandeses como para britânicos. Obviamente, não se pode esquecer o papel determinante de Mo Mowlam, a malograda secretária do Gabinete britânico para a Irlanda do Norte, que muito contribuiu para alcançar as pontes indispensáveis dos lados em contenda. CMCEtiquetas: cmc, GB, Irlanda, Política Internacional
1:04:00 p.m.
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