quinta-feira, setembro 20, 2007
[1.235] Reformar o Estado II
Caro Carlos, Mal vai um Governo que não cumpre com o prometido. E que saiba, simpatizando ou não, este poder político gaulês está legitimado pelas urnas e as suas propostas foram apresentadas na campanha eleitoral. Aliás, a própria Ségolène, e bem, tinha um projecto de reestruturação do Estado. Digo-lhe que não sou minimamente apoiante do Presidente e Governo franceses, os quais não apoiaria se fosse francês, mas isso em nada me tolda a leitura em relação àquilo que é necessário fazer. Esta reforma do Estado, mais do que necessária em França, é imprescindível. Vai causar muito incómodo? Naturalmente. Vai causar muita indignação? Provavelmente. Vai provocar profundas mudanças? Seguramente. Mas não fazer nada e deixar tudo como está seria o pior. E, afinal, para que apresentam os políticos programas às pessoas? Eles são para cumprir, quando recolhem o apoio maioritário das urnas, pois para isso recebem a legitimação cívica. CMCEtiquetas: França
3:23:00 p.m.
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[1.234] Reformar o Estado
A reestruturação do Estado foi um dos principais temas das presidenciais francesas. Como não poderia deixar de ser, dada o seu peso e importância no país. Nesta semana, o Presidente gaulês apresentou o novo "contrato social" que promete ser uma verdadeira "revolução cultural" na Administração Pública francesa. Algumas das medidas até tem cópia do actual Governo português, como a entrada de uma pessoa na Função Pública por dois colaboradores que se reformam. Do que já tomei conhecimento, parece-me um caminho acertado aquele que é proposto pelo número um dos Estado francês, desde logo pela necessidade imperiosa de mudar uma organização que está paralisada há muito tempo e há muito tempo paralisa o país. Os imobilistas do costume já saíram a terreiro condenando a proposta, como se devesse a França ficar como está... que aliás, não está estagnada, está a regredir... há anos. Veremos o alcance e profundidade das medidas a encetar em breve, sendo o princípio de melhor remuneração, mais eficácia e reconhecimento do mérito boas balizas. Esperemos, então, que o Governo não soçobre aos ecos da rua (como se rendeu o de Villepin no caso do Contrato do Primeiro Emprego) preenchida pelos imobilistas, que só querem direitos recusando deveres, esquecendo-se, com isso, que são todos os que ficam a perder, mesmo aqueles que consideram ter o seu lugar garantido, porque hoje em dia tal não é tão certo como há poucas décadas atrás. O mundo mudou e a França resiste com métodos e conteúdos anacrónicos para estes tempos. CMCEtiquetas: França
12:36:00 p.m.
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terça-feira, setembro 18, 2007
[1.227] O papel de Moscovo na questão nuclear iraniana
Russia today joined the chorus of concern at the possibility of war in Iran while conflicts continued in Iraq and Afghanistan.
Moscovo tem um papel determinante na questão iraniana, pois uma posição mais firme da parte do Kremlin com Teerão contribuiria, significativamente, para que afirmações, como a do Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, não tivessem lugar. Afinal, as relações comerciais entre os dois países são significativas. Muitos assustam-se com a referência de uma possível intervenção militar no Irão (e há razões para isso), mas ninguém se assusta com a ameaça nuclear iraniana? CMCEtiquetas: França, Irão, Política Internacional, Rússia
1:34:00 p.m.
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segunda-feira, setembro 17, 2007
[1.222] Estarão a França e a Holanda sós na Europa?
Los ministros de Asuntos Exteriores de Francia, Bernard Kouchner, y Holanda, Maxime Verhagen, respectivamente, se han pronunciado hoy a favor de sanciones a Irán fuera del marco de la ONU, para presionar a Teherán con el fin de que suspenda el enriquecimiento de uranio.
Parece que na Europa há quem comece a despertar para a ameaça nuclear iraniana. Já era tempo! CMCEtiquetas: França, Holanda, Irão, Política Internacional
10:30:00 p.m.
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[1.219] Se isto fosse dito por Washington já tinha caído o Carmo e a Trindade
French foreign minister Bernard Kouchner says the world should prepare for war over Iran's nuclear programme.
Através do escrito do André tomo conhecimento do aviso de Paris. Alho que já Monsieur Jacques, ainda na qualidade de Chefe de Estado, tinha aventado e passou, então, muito despercebido. Se tal fosse dito por alguém de Washington, a esta hora já tínhamos convocações de manifestações. CMCEtiquetas: EUA, França, Irão, Política Internacional
1:39:00 a.m.
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segunda-feira, setembro 10, 2007
[1.186] Novidades em Outubro
Sarkozy e Uribe vão reunir com Chavez para negociar a libertação dos prisioneiros das FARC
Nunca como agora se viram tantas partes interessadas, ao mais alto nível, na libertação dos presos políticos dos grupos. CMCEtiquetas: Colômbia, França, Política Internacional, Venezuela
5:06:00 p.m.
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quinta-feira, setembro 06, 2007
[1.169/2007] Um estudo gaulês que bem podia reflectir Portugal
"Las tendencias católicas y marxistas hacia la igualdad, hacia el igualitarismo y el odio al enriquecimiento", así como "la repugnancia moral hacia la economía de mercado y su motor: el beneficio", confluyen para que, según Védrine, gran parte de la opinión pública "haya abandonado lo más esencial de la filosofía del progreso, que se traduce por una interpretación paralizante del principio de precaución". El no al Tratado Constitucional Europeo de mayo de 2005 ejemplifica exactamente esta situación.
El sector público debe ser preservado, cree Védrine; el Estado "no debe abandonar a nadie, a ninguna categoría socio-profesional; debe acompañar a base de políticas solidarias y de nuevas reconversiones bien seleccionadas". Y en cuanto a Europa, debe "inspirar una política más ofensiva de protección, de solidaridad y de regulación para que Europa se convierta en la reguladora del mundo global".
Procedendo-se à mudança do nome do país, e umas questões no âmbito da política externa, bem podia o documento elaborado Védrine reflectir Portugal. CMCEtiquetas: França, Política Internacional, Portugal
7:30:00 p.m.
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quinta-feira, agosto 30, 2007
[1.139/2007] A seguir
O presidente francês, Nicholas Sarkozy, aceitou a mediação oferecida pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nos esforços para libertar os reféns mantidos por guerrilheiros na Colômbia, entre os quais uma política franco-colombiana.
Não é por nada, mas pode estar à vista a libertação de vários presos políticos pelas FARC, entre os quais Ingrid Betancourt. O que seria, sem sombra de dúvida, uma boa notícia. O facto de haver ligações entre o grupo terrorista e o señor de Caracas devem contribuir para esse facto e poderemos ver o pseudo-biblista-bolivarista, a tal suceder, pretender limpar a sua imagem externa e procurar dar uma apresentação de estadista. A seguir os próximos passos... até porque, esta notícia, já anda a ser chocada há algum tempo e devem estar a ser ultimados alguns pormenores. CMCEtiquetas: Colômbia, França, Política Internacional, Venezuela
6:03:00 p.m.
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terça-feira, agosto 07, 2007
[1.054/2007] Depois da libertação dos detidos búlgaros acontecerá a de Ingrid com a presença de Mme. Cecilia?
Ingrid Betancourt habría sido trasladada hasta el estado venezolano de Apure, para que el presidente Hugo Chávez la entregue a Francia, buscando así concretar un negocio de armas que el Mandatario tiene enredado con el país europeo. (...) “La situación es que Hugo Chávez quiere lavarse la cara por el desprestigio de Rctv y por eso Ingrid Betancourt no sería entregada al Gobierno colombiano sino al francés”, insistió la periodista. (...) Desde su columna de opinión ‘Factores de poder’, la periodista afirmó que la liberación de Ingrid estaba planeada para los próximos días, cuando la primera dama francesa, Cecilia Sarkozy, visitará el territorio venezolano. (...) “Todo tiene mucha relación. Es más, se acaba de firmar un acuerdo entre los dos gobiernos para enviar 50 jóvenes venezolanos a estudiar becados a Francia”, agregó. Para Poleo, la presunta entrega de Betancourt al Gobierno venezolano, para que a su vez la ponga en manos de Francia, denota “cuán determinante es la relación que hay entre la guerrilla y Chávez”.
Mme. Cecilia, outrora distante das lides políticas do marido, anda bastante activa. Há dias foi à Líbia, poucas horas depois da libertação dos cidadãos búlgaros detidos desde há quase uma década; será que agora repete o feito e acompanha a libertação de Ingrid Betancourt, aquando da sua visita à Venezuela? Refere-se, agora, a possível libertação da antiga candidata presidencial colombiana, que pode ter como protagonista da sua liberdade o pseudo-biblista-bolivarista, na perspectivada jogada do populista poder melhorar a sua imagem externa, que conta, actualmente, com as boas graças do enfermo ditador cubano, do flamejante de Teerão, o académico altermundialista que lecciona em Coimbra e não dispensa visitas frequentes aos fóruns com a natureza de Porto Alegre e mais algumas pessoas. Não é de mais recordar a ligação entre o señor de Caracas e o grupo terrorista FARC, que há um atrás anunciavam a total disponibilidade de combater ao lado do populista venezuelano, caso a Venezuela fosse alvo de uma invasão (só consigo descortinar uma possível invasão de marcianos!). CMCEtiquetas: Colômbia, França, Política Internacional, Venezuela
5:39:00 p.m.
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domingo, agosto 05, 2007
[1.032/2007] Excesso de coincidências
Em França, o Partido Socialista pediu explicações ao governo sobre o negócio com a Líbia. Ontem, quinta-feira, o filho de Kadhafi revelou ao jornal "Le Monde" que os dois países tinham chegado a um acordo militar para a venda de mísseis. O acordo foi negado por Sarkozy, mas confirmado pelo ministro da Defesa.
O Presidente gaulês diz uma coisa e o Ministro da Defesa outra neste negócio entre franceses e líbios. Algo não bate certo. E não bate certo desde o momento de libertação dos prisioneiros búlgaros, detidos há vários anos na Líbia, assim sem mais nem menos. Surgindo, dos esforços diplomáticos, o Chefe de Estado gaulês a autocoroar-se como o grande obreiro da libertação dos búlgaros, numa postura de total desprezo pelos esforços feitos pela Comissão Europeia e pela Presidência do Conselho neste caso. Não foi por acaso que várias chancelarias europeias não apreciaram a atitude do Presidente francês. E, é uma coincidência muito grande: a libertação dos prisioneiros búlgaros, a ida oficial da mulher do Chefe de Estado francês no dia seguinte à libertação a Tripoli (ultrapassando e desprezando a função do Ministro dos Negócios Estrangeiros) e, horas depois, a deslocação do principal inquilino do Eliseu à capital líbia, onde firmou vários acordos com o Coronel, entre os quais o desenvolvimento nuclear civil entre os dois países, a desenvolver no Estado do norte de África. Já para não falar na venda de armamento à Líbia. Que a França tenha interesses, como qualquer país, é natural. Mas o seu Presidente dá um péssimo exemplo, primeiro desmentindo o que contratualizou com o Coronel, segundo, e pior, o tipo de negócio que estabelece com o até há bem pouco tempo Estado pária. Há aqui um excesso de coincidências. Bem podia o Presidente francês seguir o exemplo do Governo alemão. Mas os valores devem ficar para outra oportunidade. Não deviam! CMCEtiquetas: França, Líbia, Política Internacional, UE
12:10:00 a.m.
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sexta-feira, julho 27, 2007
[0.982/2007] Ajuste de contas?
El ex primer ministro francés Dominique de Villepin ha sido imputado hoy en el llamado caso Clearstream por "complicidad en denuncia calumniosa" y otros delitos, según ha informado uno de sus abogados.
Villepin, encausado además por "receptación de robo y de abuso de confianza", así como por "complicidad de uso de falsificación de documentos", se convierte en el primer político encausado en esta antigua trama para tratar de cerrar el paso al Elíseo a Sarkozy, lo que da a este sumario un giro de "asunto de Estado".
Veremos no que vai dar este processo Clearstream.
El caso Clearstream está relacionado con una serie de denuncias calumniosas que, de forma anónima y a través de listas falsas de cuentas en la empresa Clearstream, afectaron entre 2003 y 2004 a distintas personalidades políticas francesas, entre ellas al presidente, Nicolas Sarkozy, cuando éste era ministro del Interior y principal rival político de Villepin en el seno de la Unión por un Movimiento Popular (UMP).
El nombre de Sarkozy aparecía en unos listados de cuentas bancarias de la sociedad luxemburguesa Clearstream como beneficiario de fondos millonarios en el extranjero, en los que también figuraban otros políticos e industriales franceses. CMCEtiquetas: França, Política Internacional
7:17:00 p.m.
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sexta-feira, julho 20, 2007
[0.937/2007] Nova era, novos líderes, melhores tempos
O Presidente francês Nicolas Sarkozy e o primeiro-ministro britânico Gordon Brown declararam hoje estar disponíveis para viajarem em conjunto até ao Darfur face à gravidade da situação humanitária na região, durante uma conferência de imprensa conjunta.
É bom ver os principais intérpretes europeus com espírito de intervenção à escala global. Depois de alguns anos em que só se contava com Blair como o único político europeu a promover uma intervenção mais efectiva à escala global, desta vez contamos com a sintonia entre Londres e Paris, que seguramente são acompanhados pelas restantes chancelarias europeias neste caso delicado do Darfur. Entramos numa nova era, como novos líderes e mais activos, muito mais do que os anteriores. Já era tempo de contarmos com uma Europa mais interventora, que passasse das palavras aos actos. CMCEtiquetas: África, França, Política Internacional, Reino Unido, UE
4:32:00 p.m.
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sábado, julho 14, 2007
 [0.915/2007] 14 de Julho de 1789
Liberdade Igualdade Fraternidade
CMCEtiquetas: França
9:19:00 a.m.
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quinta-feira, julho 12, 2007
[0.910/2007] Chegar, ver e vencer
O homem está imparável. É o que se constata destas primeiras semanas do novo Presidente gaulês, que tem averbado vitória atrás de vitória. Depois da vitória na corrida presidencial, arranca uma vitória confortável nas legislativas, forma um Governo inesperado e em termos europeus demonstra o regressar de Paris à dinâmica do projecto, como o último Conselho Europeu provou, tendo o chefe gaulês tido um papel preponderante no bom desfecho dos trabalhos. Esta semana tinha o seu primeiro braço-de-ferro. Até que ponto a França teria força de conduzir os outros países ceder ao seu ponto de vista, isto é, o Ecofin permitir que o equilíbrio orçamental francês seja alcançado em 2012 e não em 2010 como acordado. E, uma vez mais, conseguiu. Considerei, há dias, um mau sinal a cedência nesta matéria, pelo precedente que se abre, mas o Eliseu levou a sua tese avante. Perante promessas de uma profunda reforma em França "sem precedentes", todos os Ministros das Finanças da UE aquiesceram ao Presidente francês. Que a França receba, pois então, as devidas reformas "sem precedentes", de que tão carente está, e melhore. Deseja-se que haja profundas mexidas em termos agrícolas - por transformação ou inevitabilidade, este sector terá de receber mudanças, resta saber como. E, cereja no topo do bolo, esta semana, com a saída anunciada do actual Presidente do Banco Mundial dentro de poucos meses, um espanhol - será que regressará ao país natal para assumir a liderança do PP? -, o Presidente francês propõe para o seu lugar (está acordado um europeu assumir a liderança desta instituição enquanto um norte americano assume a do FMI) o conhecido e reputado economista e socialista francês, Dominique Strauss Kahn, que parece contar com o apoio da maioria dos Estados europeus. Caro Alexandre, não estou rendido ao sucessor de Monsieur Jacques, mas que o homem é astuto, isso é inegável. CMCEtiquetas: França, UE
8:24:00 a.m.
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sexta-feira, junho 22, 2007
[0.828/2007] Fados políticos
Caro André, Ségolène começou a perder força quando cedeu na campanha a algumas pontos tabus para a ala ortodoxa, com peso significativo no PSF – acabou por ceder aos dinossauros do PSF antes que estes a prejudicassem ainda mais. Isso foi patente na questão das 35 horas. Se nos recordamos, foi Ségolène quem colocou em causa, em Novembro passado, o modelo das 35 horas do Governo Jospin (que tinha o seu sentido em período de prosperidade). Não foi por acaso que logo na altura, a seguir a esta posição de Ségolène, Jospin não disse em quem votava, nas primárias do PSF para a corrida ao Eliseu, mas deixou bem claro em quem não votava, em Ségolène. Na parte final da campanha, e isso foi patente no debate a dois, para piscar o olho à esquerda, e aqui perde uma fatia do eleitorado a favor do candidato da UMP, Ségolène defendeu intransigentemente as 35 horas. Veremos o futuro de Ségolène e do PSF. Se Ségolène vencer o Congresso de 2008, é bem provável que comece a reestruturar o partido, em especial em termos doutrinários, adaptando os valores que guiam o Socialismo a este século. Com isso, e como consequência, é possível que a esquerda fossilizada deixe de ter a preponderância que tem. Quanto a Reagan (e já me reportarei à questão ontem formulada), também não façamos do senhor um animal político de excelência, nesse sentido, foi muito mais o malfadado Nixon do que Reagan. Porém, para a História tende a ficar o inverso. Reagan foi o homem, não sei se o certo, que liderou os EUA num momento de profundas alterações mundiais. Fica e continua a perdurar mais a imagem do que o conteúdo! A política é grata para uns e atroz para outros. Quando procurei, com forma de questão, estabelecer semelhanças entre Thompson e Reagan fi-lo sobretudo pela carreira artística de ambos. É preciso perceber o que defende Thompson e isso pode ser pos´sível apurar, com mais clareza, ao longo das primárias, que arrancam em Janeiro próximo. Por aquilo que se pode ler no site do candidato Republicano, há muito de inspiração do período de Reagan, que é, neste momento, segundo dados avançados, uma das principais referências norte-americanas da actualidade, sobretudo entre Republicanos. Como já várias pessoas referiram na caixa de comentários do Insurgente, Thompson é um bom comunicador e esta qualidade também conta em política... Reagan foi disso prova. CMCEtiquetas: EUA, França, Política Internacional
1:08:00 p.m.
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segunda-feira, junho 18, 2007
[0.808/2007] A lição de Ségolène
A candidata socialista à presidência francesa vai lançar esta semana um livro que relata a história da sua corrida presidencial, uma obra, todavia, que aponta mais o futuro do que se debruça sobre o passado. Por cá, também contámos com a experiência de ver editados alguns livros sobre a nossa eleição presidencial. Todos se debruçaram e ficaram no passado. Esta é a diferença, entre aprender com o passado e encarar o futuro ou olhar e ficar preso ao passado. Não vale a pena iludir a realidade e regozijar em hipotéticas vitórias, quando estas foram derrotas. De duas uma, ou se quer mudar algo para melhorar e para isso é preciso encarar futuro ou entra-se em devaneios que muito prometem mas nada fazem. São posturas inconsequentes e sem responsabilidades. Por isso tão poucas pessoas as suportam. Ségolène dá mais uma lição no universo socialista. Obviamente, esta lição de Ségolène não deverá ser tomada pelo socialismo fossilizado, que continua a pensar que a sua visão e respostas (anacrónicas) estão de acordo com as necessidades e aspirações das pessoas. É por isso que só conhecem o lugar da oposição e nela permanecem. CMCEtiquetas: França, Política Internacional
7:55:00 p.m.
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domingo, junho 17, 2007
[0.800/2007] Manter-se-á o PSF na ilusão?
Afinal, a catástrofe socialista nas legislativas francesas não foi tão grande como se previa. De qualquer forma, é mais uma derrota, o que significa mais quatro anos de oposição. Se o PSF se quiser iludir com o resultado de hoje, pode iludir-se, mas a ilação de que hoje não perdeu a eleição, por contar mais deputados do que na anterior legislatura, numa Assembleia Nacional onde a maioria é da UMP, não passa disso mesmo, uma ilusão. Oxalá Ségolène assuma a liderança do partido, a curto ou médio prazo, e assuma o socialismo do século XXI, terminando com o ciclo do socialismo fossilizado, que mais não presta do que um serviço político à direita, com esta a governar o país... há mais de uma década e, agora, por mais cinco anos. CMCEtiquetas: França, Política Internacional
9:19:00 p.m.
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sábado, junho 16, 2007
[0.796/2007] A consagração da direita
Faltam menos de 24 horas para a direita consagrar o poder em França. A partir de agora, veremos do que é capaz esta nova maioria de direita que tem, pelo menos, quatro anos para inverter o declínio em que, esta mesma direita, colocou a França nos últimos 12 anos. Mais do mesmo ou uma ruptura com o passado? A partir de segunda começar-se-á a perceber melhor o que quer esta UMP, totalmente rendida ao líder que reside no Eliseu. CMCEtiquetas: França, Política Internacional
8:37:00 p.m.
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domingo, junho 10, 2007
[0.750/2007]O resultado do socialismo fossilizado II Ontem, previa-se que hoje fosse o primeiro de dois maus momentos para o PS francês. Infelizmente, confirmou-se o inevitável. Depois de 12 trágicos anos, de constante declínio francês, em que a direita mandou no país, abre-se um novo ciclo... com a direita, completando-se a célebre trilogia política lusa, desta feita com a seguinte ordem: Um Presidente, um Governo, uma Maioria. Alguém no PSF quer aprender a lição ou estará o partido à espera, em especial os dinossauros do costume, de continuar a servir o poder numa bandeja à direita, com as suas propostas e visão anacrónica do país e do mundo? É tempo de mudar de rumo! Deseja-se que em direcção ao futuro. CMC Etiquetas: França, Política Internacional
11:36:00 p.m.
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[0.743/2007] O resultado do socialismo fossilizado
Hoje será o primeiro de dois maus momentos, no espaço de uma semana, para o PS francês. A primeira volta das legislativas, de hoje, deve indiciar uma vitória confortável da direita, e a segunda volta, no próximo domingo, a pesada derrota do PSF. Depois da digna e briosa campanha de Ségolène nas presidenciais, não tendo sido eleita por uma escassa margem, o que deve ter deixado satisfeito alguns dinossauros do PS francês - há sempre aqueles que apreciam a derrota dos seus e de certo modo contribuem para esse resultado -, não foi por acaso que no dia a seguir à derrota se chegaram à frente pedindo a cabeça da candidata pelo resultado, como se qualquer outro candidato socialista reunisse as condições de almejar os 47% de Ségolène (hipócritas!). Hoje, e dentro de oito dias, as urnas devem confirmar o bater no fundo do PSF. Um partido que ainda é controlado por uns senhores desfasados no tempo, pela postura e pelas propostas. Dizem, os dinossauros socialistas, que apresentam um conjunto de propostas fossilizadas, querer mudar o mundo, mas o único mundo que acabam por manter é o do PS na oposição. Infelizmente, ainda há socialistas em França, e não só, para quem o gosto político reside no prazer de fazer e manter na oposição. Falta, ou melhor, não têm uma visão do país e responsabilidade de poder. Em suma, não têm uma postura de esquerda de Estado. O interesse reside mais no não deixar fazer do que no querer inovar. Os resultados eleitorais são, por isso, esclarecedores quanto ao lugar em que as pessoas querem o PSF. O socialismo francês bate no fundo. Oxalá, com estes lamentáveis resultados, os dinossauros se dediquem, de vez, a outras actividades e permitam que uma nova era, com novas pessoas, portadoras de propostas de esquerda moderna, possam surgir em França, que bem necessitada está de um PS forte, não de um PS anacrónico, como o PS dos Fabius, que se vai arrastando e acumula derrota atrás de derrota. Do socialismo quer-se transformação, não inacção. O caso francês serve de (mau) exemplo (a não seguir) para outros países europeus. Isto, claro está, para quem quiser assumir responsabilidades. Os que não quiserem, e há sempre alguns, podem contar com o agradecimento enternecido da direita, que vai governando. CMCEtiquetas: França, Política Internacional
12:18:00 a.m.
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