segunda-feira, setembro 24, 2007
[1.236] Bomfim
Depois de 90 minutos sofridos, o 2-2 de Alvalade permite ao Vitória manter a zero as suas derrotas até agora no campeonato. A equipa regressa ao Bonfim com um ponto muito suado, mas merecido. E, Bonfim por Bom fim, chegou a hora deste blogue alcançar o seu fim. Os escritos, no entanto, continuam a ter, como sempre tiveram, Palavra Aberta. CMC FIMEtiquetas: Blogs
12:13:00 a.m.
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quarta-feira, setembro 19, 2007
[1.232] Post de um fim anunciado New beginning *
Agradeço as amáveis palavras que no blogue e não só me têm sido ditas a propósito do que se passou aqui. Estes dias têm sido, aliás, uma agradável surpresa, pois várias pessoas, algumas que nem sabia leitoras deste espaço, desafiaram-me a encetar um novo rumo. Não que este espaço não servisse para ler e participar, porque serve (enquanto for permitido), como fizeram questão de me dizer, mas porque a comodidade de quem aqui gostava de vir não mais encontra esse conforto aqui. Percebo e confesso que partilho do mesmo sentimento. Assim, aceite o repto, em breve haverá um novo começo (* título roubado à afirmação Rui na caixa de comentários do post 1228 - hoje esperava uma vitória verde e branca mas o Van der Saar está em grande forma, domingo lá terei nova razão para esperar vitória verde e branca, desta feita na vertical! :) ). Os escritos vão, entretanto, continuar no Tugir nos próximos dias, enquanto se ultimam os preparativos do novo espaço, que deve estar pronto em breve. Quero também agradecer os convites que tenho recebido para entrar noutros blogues, como os do Zé e do Rui (não deixaremos de ter oportunidade para seguir a par e passo ao longo dos próximos meses a caminhada de Hillary para a Casa Branca). Em suma, um blogue não é só de quem o escreve, ele também é de quem o lê. Caso contrário, isto não teria sentido nenhum. CMCEtiquetas: Blogs
10:44:00 p.m.
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terça-feira, setembro 18, 2007
[1.228] Lamentável
Como se sabe, este blogue passou, desde há uma semana, a contar apenas com um escriba. A pessoa que entendeu, com toda a legitimidade que lhe assiste, deixar de escrever neste blogue pensaria que o Tugir fecharia por que a partir do momento em que deixava de escrever neste espaço ele terminaria por sua livre e impositiva vontade. Porém, um blogue colectivo não é uma bola de futebol, que o miúdo dono da bola amua por qualquer razão e diz que vai para casa com a bola debaixo do braço e termina a partida. Num blogue colectivo há várias vontades em jogo e todas são importantes. E, por isso, em princípio, onde há respeito, há decência, onde há cordialidade, há entendimento. Apenas soube da saída do Luís pelo escrito que aqui produziu. Tudo bem. Não vem daí mal ao mundo, que eu não sou nenhuma repartição a quem se deve prestar esclarecimentos. Porém, e lamentavelmente, desde a semana passada até hoje passaram-se mais casos nos bastidores deste blogue, que apenas o autor destas linhas conhece. Assim como quem perpetuou os actos merecedores de repúdio. Até há uma semana, a única pessoa que agora escreve este blogue, tinha permissões de administrador no Tugir. Isto significa que se eu quisesse fazer uma ligação a um novo blogue, que a lista do lado esquerdo não tem, podia fazê-lo. Agora não posso. Foi-me retirada a permissão de administrador. Apenas me é permitido escrever e, como se saberá mais abaixo, não sei até quando. Estou, portanto, dependente das apetências e disposições de uma pessoa. Este facto, de retiro de competências de administrador de blogue, ao seu único escriba é, já de si grave, pela altivez de quem assumiu tal atitude, sem me dar conhecimento de tal facto. Nunca me passou pelo pensamento cortar a ligação a quem também esteve na base deste blogue, a partir do momento em que apenas fiquei a escrever no Tugir. Desde logo, por uma questão de Respeito. Não satisfeita a gula da soberba, deparo-me com mais um acto nada digno. O mail geral deste blogue, ao qual acedia, tal como o outro autor deste blogue (tugir@mail.sitepac.pt), para ler os mails endereçados, bem como tomar conhecimento dos comentários publicados (alguns deles só tomamos conhecimento por veremos a sua presença no mail), sofreu uma alteração da password, de modo a não ter qualquer acesso ao mail. Uma vez mais nada me foi dito. Além destes dois actos deploráveis, há pouco alguém me chamou a atenção para este comentário:
Não me pronunciarei sobre o Tugir senão quando entender que chegou a hora de o fazer. Para mim, como se percebeu pelo Post que lá deixei, aquilo era um património comum que devia ter sido selado dado que nenhum dos seus autores tinha o direito de o usufruir em exclusivo. Mas é como digo, ainda não chegou a altura de me pronunciar. O Tugir já não existe, porque aquilo que se está lá a fazer não é parte do projecto que o criou.
Depois de ler este escrito que, ao fim e ao cabo diz tudo, pouco mais me resta acrescentar, que não seja deplorar o sucedido. Por conseguinte, enquanto me for permitido (devo ser o único bloguer que não tem permissões de administrador no seu blogue) continuarei a escrever no Tugir. Mesmo com todas estas limitações. Se o caso fosse kafkiano, ainda poderia ter o seu interesse literário, mais não fosse por saber quem acusa ou, no caso, comete os actos. Mas não. Infelizmente, não só sei quem os comete, como o assunto assume gravidade pela pessoa em causa. Se um dia não aparecer mais nenhum escrito meu, aqui, pelo menos saberá o porquê... pois parece que chegará o dia em que alguém se vai "pronunciar". Isto, claro está, se não pronunciar antes e, entretanto, este post for apagado. CMCEtiquetas: Blogs
5:08:00 p.m.
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segunda-feira, setembro 10, 2007
[1.184/2007] Os escritos continuam
É indiscutível, e é marca deste blogue, que ele foi criado e estruturado para quatro mãos. É essa a sua marca, que não será apagada, muito menos omitida, como o histórico deste blogue documenta. Porém, se este blogue tinha no motor de quatro mãos a sua actividade, muitas mais, através de participação na caixa de comentários, deram ânimo e vivacidade a este espaço. Não foram, portanto, apenas duas pessoas que fizeram e deram sentido a este blogue. São muitas pessoas que o fazem. Muitos, aqui, comentando directamente no blogue, outros, através dos seus blogues, pessoais ou colectivos, estabelecendo diálogo directo com o Tugir. Mas, se nada é estanque, definitivo ou determinado, muito menos o é na blogosfera. Do mesmo modo que o tempo passa as vontades também mudam. É natural. Este blogue não ficará melhor pela saída de um dos seus autores. Quando muito, fica, seguramente, mais pobre. Mas a vida é feita de escolhas e estas provocam transformações. No último mês, como foi patente, não foi por haver um só dos dois autores do Tugir disponíveis para escrever que este blogue fechou portas. E o Tugir não vai fechar por minha vontade. Seria muito desagradável e indelicado para quem já se habituou com regularidade a ler e participar neste blogue, concordando ou divergindo dos escritos que aqui são expostos, fechar este espaço com quase quatro anos. Tem lugar, assim, uma nova etapa, agora só a duas mãos a alimentar o frontispício do blogue. O que faz mover este espaço, desde que abriu portas, de análise crítica da actualidade entre outros escritos, continuará. CMCEtiquetas: Blogs
4:24:00 p.m.
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quarta-feira, agosto 08, 2007
[1.057/2007] Festa de aniversário
O blogue Miss Pearls comemorou 730 dias. Soube-se que ontem há noite houve uma festa bastante animada para celebrar o segundo aniversário de um dos mais interessantes blogues nacionais. Ao que o TUGIR apurou, foram cantados os parabéns à Miss Pearls, tendo um amigo muito especial da Isabel feito questão de tocar o tradicional: parabéns a você. Fica o registo fotográfico da festa de ontem. CMCEtiquetas: Blogs
12:43:00 p.m.
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terça-feira, agosto 07, 2007
 [1.052/2007] Pérolas
Sem elas a blogos seria muito mais triste e sorumbática.
As pérolas que Isabel Goulão vai espalhando há dois anos dão-nos brilho e agradecem-se, sempre. LNT & CMCEtiquetas: Blogs, lnt
1:08:00 p.m.
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 [1.050/2007] Intessecar
Por acaso, Rui, o canito da foto não dá pelo nome de Guadiana, embora não viva longe, prás bandas de Serpa.
Vão dizendo que o magano é cão cigano, largado no monte por um acampamento que rumou assaramangalhado a terras de Espanha.
O Cola não joga à bola, passa a jorna no acarro à sombra do rilheiro ou aos milharucos, mas se jogasse lá prós lados de Santo António, terra magana dos Allgarves, nem a juba do bicharoco se tinha salvo.
Só eu sei porque é que ele fica em casa, ou como vais assobiando, mangando:
My, my, my, Delilah Why, why, why, Delilah LNT Já agora e aproveitando a onda: Vejam lá se este ano não se fazem de caraconsas e tratem de não abandonar as vossos animais por esses montes fora.Etiquetas: Blogs, lnt, Silly season
12:42:00 a.m.
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[1.049/2007] Coisas da blogosfera
Noto com alguma, bastante, surpresa, a ausência de qualquer tipo de post nos blogues que tanto gostam de citar Friedman e Hayek à situação do BCP. Será que a conversa só dá para o sector público? CMCEtiquetas: Blogs
12:12:00 a.m.
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segunda-feira, agosto 06, 2007
[1.041/2007] Questão do dia
Afinal Dalila Rodrigues foi demitida por motivos políticos?
Se sim:
1- Quais? 2- Porque é que a Ministra da Cultura ainda não se pronunciou publicamente, uma vez que até agora só o Presidente do IPM tomou posição e, que se saiba, o cargo que ocupa não é político? LNT Ref.: Grande Loja do Queijo Limiano - GomezEtiquetas: Blogs, lnt, Silly season
1:52:00 p.m.
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[1.038/2007] Agenda s.f.
do lat. Agenda, 1. Livro, carteira ou quadro em que se apontam as obrigações a cumprir em determinado dia, hora e lugar; 2. plano de actividades de uma reunião ou conselho; Liturg., Ofício de defuntos com nove lições.
(1821 cf. DDP) 1 Caderneta ou livro, datado, que se destina a anotar, dia a dia, compromissos, lembretes, etc. 2 p. met. O registo diário dessas anotações 3 p. met. Temário ou programa de conferências, convenções, congressos, etc.
(...)
Já não é a primeira vez que alguém se ofende quando uso a palavra agenda.
Quando uso uma palavra nos meus textos, geralmente cinjo-me aos seus estritos significados e causa-me estranheza observar algumas reacções. Agenda não contém qualquer significado depreciativo. Se pretendo debater determinado tema, marco com ele a minha agenda pela simples razão que é esse, e não qualquer outro, o tema que pretendo abordar.
Por isso costumo recomendar a quem agarra num tema e o tenta reformular( p.e. com uma frase do tipo: "a questão não é essa, porque é que não debatemos antes ... (qualquer outra coisa)", ) que, se pretende debater esse outro tema, não faz sentido ter entrado no debate em curso. Talvez seja uma questão relacionada com a experiência da condução de reuniões onde raramente permito que sejam apresentados assuntos que não os indicados na agenda. Uma questão de pragmatismo.
Entendi dar esta explicação para evitar futuros mal-entendidos que nada acrescem.
Quando se escreve um Blog não se está obrigado a nada. É um acto voluntário, livre e de prazer. O direito de escrever sobre o que se entende é proporcional ao de só ler (e debater) o que se quer. LNTEtiquetas: Blogs, lnt
1:30:00 a.m.
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domingo, agosto 05, 2007
[1.034/2007] E por falar em coerência
Há tiques que se agarram na juventude e que, mesmo quando as pessoas se tornam modernaças, nunca se conseguem descolar da pele.
Vamos lá a ter respeitinho porque quem manda tem sempre razão. Habituem-se, sejam sensatos!
Embora se não aplique só à direita, vêem porque é que Tomás Vasques tem razão? LNTEtiquetas: Blogs, lnt, Silly season
5:25:00 p.m.
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sábado, agosto 04, 2007
  [1.029/2007] Debates de Verão
Ali para baixo, onde se discute a indumentária que Márcia Rodrigues resolveu, por mote próprio, usar numa entrevista com o embaixador iraniano, duas das nossas mais ilustres vizinhas bloguistas, esgrimiram argumentos dignos de nota.
Esqueceram-se foi do argumento principal.
Márcia sabe bem que os iraquianos são danados para a brincadeira e, para que o embaixador não se distraísse da conversa, tratou de se tapar.
Fez bem, Márcia Rodrigues. Conseguiu levar a bom porto e sem desvios a entrevista.
Bem eu sei como é difícil chegar a conclusões em reuniões de Verão, quando as distracções das sedas, dos decotes e dos umbigos se misturam com a falta de ar. LNT Nota sorrindo: Salvé Miss Pearls e CristinaEtiquetas: Blogs, lnt, Silly season
7:28:00 p.m.
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[1.027/2007] Dualidades num dia de Verão
Desafiam-me para sair do debate sobre a manutenção da competência (coisa que se diz – debate de aproveitamento político populista e demagógico de uma situação paralela) para que avance para o outro mais importante que se prende com a questão das políticas culturais em Portugal.
Seria realmente importante e urgente fazer esse debate mas estamos no Verão, faz muito calor e por isso, meu caro José, passo e mantenho o outro, até mesmo pelas importantíssimas implicações não-demagógicas e não-populistas que contém. No entanto ficarei só pelos tópicos que isto dos blogs não ajuda a refrescar.
1º tópico – Gestão da mudança Continua a ser uma ciência oculta no País que mais gente forma em ciências do esotérico. Debate-se muito a forma das coisas e pouco o seu conteúdo. Quando alguém se destaca pela positiva, em vez de se estudar, demite-se, despede-se ou como dirão os puristas, não se reconduz. Não se tenta perceber, não se gere a mudança para melhor, inibe-se, apaga-se, faz-se por esquecer, evoca-se o futuro (técnica eficaz de irresponsabilização). Como a mediocridade é a regra, recrutam-se sempre uma mão cheia de acomodados, ainda que com resultados péssimos, para depreciar as boas práticas dos que demonstram bons resultados. Não é Portugal no seu melhor, mas é Portugal no seu habitual.
2º tópico – Dualidade de critérios Continua a ser uma constante dos nossos comentadores e dos nossos media, infelizmente herança do passado a que as novas intelectualidades vão aderindo. A coisa é corporativa e não admite veleidades. Exemplo? Paulo Macedo e Dalila Rodrigues. O primeiro bem comportado e apoiado no misticismo que o faz misturar serviço público com acções de graças e a segunda moderadamente indisciplinada que desenvolve excelente serviço público sem inspiração divina. De comum, não foram reconduzidos nos cargos e ambos deixaram marca onde foram dirigentes. De diferente, o primeiro não foi reconduzido por não se querer sujeitar ao preço de mercado do serviço público, a segunda não o foi por exigir melhor serviço público, a preços comuns.
Como podes ver, caro José Reis Santos, há mais variações à volta do mesmo tema e a Loja das Ideias pode ser agregadora dessas variantes. O seu autor tem qualidade suficiente para as gerir, já foi demonstrado antes. O que não deve é tentar marcar agenda diferente daquela que os autores dos outros blogs estipulam para os seus próprios espaços. LNTEtiquetas: Agendas, Blogs, Comunicação Social, Cultura, e Outros, lnt
5:41:00 p.m.
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sexta-feira, agosto 03, 2007
[1.021/2007] Olá Cristina
Sei que você é uma das nossas leitoras habituais. Assim sendo, sabe que nos dois últimos anos tenho feito sistematicamente anúncio das exposições e outras acções que se têm realizado no MNAA.
Porquê?
Porque têm sido trabalhos de elevada qualidade, reconhecidos nacional e internacionalmente. Porque me têm dado muito gozo. Como imagina ninguém me paga para fazer publicidade.
É verdade que pela primeira vez citei o nome de Dalila Rodrigues. O trabalho que o MNAA apresenta resulta de uma equipa e nunca senti necessidade de referir a chefe dessa equipa, que aliás só tive o prazer de me ter sido apresentada há três dias na inauguração da presente exposição temporária. (Consultando o Tugir verá que uma vez mais se tinha feito anúncio desta acção numa altura em que ainda nem sequer se sonhava o que estava para acontecer)
Estou portanto à-vontade para fazer o lamento que fiz.
De resto, concordo em absoluto com o seu texto, principalmente quando diz: Talvez devêssemos começar a antecipar-nos. A falar mais de quem faz bem, de quem tem valor e principalmente de quem tende a acumular essa estranha qualidade de "pensar pela própria cabeça".... a ter mais atenção e os mesmos dedos afiados para quem merece ser acarinhado. LNTEtiquetas: Blogs, Cultura, lnt
1:27:00 p.m.
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quinta-feira, agosto 02, 2007
[1.016/2007] A seita
De esfaqueado a esfaqueador. Ele paira por aí. LNTEtiquetas: Blogs, Lisboa, lnt
1:53:00 p.m.
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terça-feira, julho 31, 2007
[1.004/2007] Da evolução e da estagnação
Caro Rui, Gostei do que li e concordo na globalidade com os teus argumentos. Se me acusas de responsável por teres em consideração o Labour, assumo toda a boa responsabilidade nessa interpretação que posso provocar. Não ando aqui, ou em qualquer lado, a passar atestados de esquerda, dizendo quem é ou não de esquerda, quem tem ou não princípios de esquerda, ou até de direita. Normalmente, os leninistas são muito dados a isso. Mas não são os únicos. Sinal de fraqueza ou talvez inexistência de valores, para criticar constantemente os dos outros!? Por outro lado, não são apenas considerações e patacoadas que teço aqui e defendo, os factos são referidos e dados. Merecem e recebem, a natural e desejável concordância, nuns casos, e divergência das pessoas, noutros. Quando refiro o Reino Unido, é porque de facto o Governo do Labour tem demonstrado estar à altura das responsabilidades e expectativas das pessoas e do seu futuro. Desde 1997 que os serviços públicos melhoraram em áreas cruciais: Educação e Saúde. Dizem que Blair era um seguidor das políticas da Dama-de-Ferro, mas, na verdade, esta não era muito dada aos serviços públicos como os Governos do Labour. Ela preferia a privatização, em vez do público. É um bom exemplo de governação de esquerda, o do Labour, por mais que há quem na própria esquerda não simpatize. Os dados, mais do que os argumentos, estão à vista de todos: o desemprego baixou, a economia prosperou, a Saúde e a Educação melhoraram, a descentralização concretizou-se. Não são meras palavras, são constatações. Fáceis de anunciar e difíceis de concretizar. E já estão executadas. Será que têm sido políticas más a deste Governo? Será que os britânicos, que devem ser um povo muito parvo e pouco desenvolvido, já deram três vitórias a um partido e estão, agora, pelos vistos, à beira de atribuir a quarta consecutiva? As pessoas sabem o que querem. Já em França, por exemplo, onde um conjunto de dirigentes iluminados do PSF, que gostam de se pavonear e reclamar de mil e um princípios, quase todos eles anacrónicos e pouco responsáveis, estão no lugar em que as pessoas os querem, há vários anos: na oposição. A diferença é, portanto, clara e inequívoca, entre em quem evolui, acompanha a mudança dos tempos e procura dar respostas a esse tempo com medidas actuais e quem permanece imutável. Uns estão interessados em concretizar os seus princípios transformando e melhorando a sociedade, outros dizem que mudam o mundo, mas como todos os oníricos e/ou irresponsáveis, apenas mudam de posição no sofá onde só têm o dom de condenar e criticar qualquer coisa, e aos quais não se reconhece muita credibilidade, pois quem apenas sabe criticar e condenar não se espera que possa construir. A esquerda moderna nem cede nos princípios nem anda a passar atestados de esquerdismo, está mais preocupada e interessada em melhorar as condições de vida, tendo, na sua concepção, o Estado um papel importante em sectores determinantes para o futuro da sociedade e não faz do Estado, como certa esquerda pretende, um abafador da individualidade do Cidadão, que deve saber, por si só, conduzir o futuro que quer. Obviamente, em termos sociais, os mais necessitados e vulneráveis precisam de um apoio que o Estado tem o direito e o dever de cumprir. É o futuro que importa, pois há esta quase inevitável evolução, com algo de darwinismo, de melhorarmos de geração em geração. A sociedade muda. Ontem, na comunicação, utilizavam-se sinais de fumo, hoje utilizamos telemóveis. Por isso deixou-se de comunicar? Nem por isso, pelo contrário, comunica-se mais e melhor. Em suma, há quem queira melhor, e isso obriga a um esforço e acompanhamento dos tempos, e há quem se deixe ficar, desprezando as mudanças que ocorrem, pensando que as soluções adequadas de ontem são as respostas de hoje. Como qualquer pessoa sabe, não são. Opções! E cada um faz livremente a sua! CMCEtiquetas: Blogs, Política
3:23:00 p.m.
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[1.003/2007] Para leitura
E obrigatoriamente para reflexão mais cuidada ficam dois (um e outro) interessantes textos de Rui Cerdeira Branco no Adufe.
À partida e no meio de muita concordância, uma discordância de base.
Aquilo que o Rui considera uma divergência geracional, considero divergência de princípios. Há muita gente nas duas gerações que acredita que a ideologia é a base da diferença, assim como haverá muita outra que a não considera importante. Entendo importante porque entendo não valer, à conta de chavões de modernidade e evolução, apregoar princípios em que se não acredita.
Se eu acreditasse que a ideologia que me guia era diferente da que está contida na Declaração de Princípios do Partido Socialista, não era seu militante. As teorias também evoluem, também se inovam e modernizam. O que não parece possível é que se adulterem de tal forma que deixem de fazer sentido. Tem de haver algo de diferente que nos faz alinhar por uma ou outra coisa e enquanto se acreditar que é esse algo que aponta o caminho correcto a seguir, embora seja evolutível, não é negociável. Talvez depois do Verão, aqui ou noutro espaço, abordarei as questões levantadas. Para já e como matéria para férias fica a nota. LNTEtiquetas: Blogs, lnt, Política
1:44:00 p.m.
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quarta-feira, julho 25, 2007
[0.971/2007] Ler para reflectir
Já não é a primeira vez, nem certamente será a última que convido outros a ler para formar opinião. A sabedoria, julgo, não é parte inata ao ser humano. Adquire-se pela análise, pela abertura ao contraditório e pela predisposição para aprender. Assim como ler muito não significa ler bem, também o empinanço não significa apreender. Leia-se e reflicta-se. LNTEtiquetas: Blogs, lnt, Política
11:01:00 p.m.
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terça-feira, julho 17, 2007
[0.928/2007] Pobo do Norte
A Maloud queixa-se que neste Tugir tem-se falado pouco do deserto. Tem razão Maloud, mas manda o calendário europeu que até ao final do ano seja época de defeso e, como somos predadores tementes e comportados, estamos dedicados à pesca aprobeitando a maré-alta e o peixe ralo.
Enquanto isso, dibersificam-se actibidades. As profissões liberais e dos liberais estão na moda. Ebitam-se facturas, fica mais dinheiro em caixa, menos no fisco e dá para adbogar a manutenção da carga fiscal que os outros liquidam. Mas também lhe digo: - Se fosse polaco, teria antes aberto um funileiro pois se o negócio dos canalizadores é rentábel na terra de Sarkosy também debe ser aqui, onde o clima mediterrânico num-e mostra diferenças de bulto.
Só num-e entendo a queixa da Maloud quanto ao deserto porque a sei mulher-do-norte, mais precisamente das Ántas, carago, e essa num-e é zona árida mas antes de paisagem. Aliás debe ser de floresta birgem senum-e como explicar haber aí tantos símios a macacar? Bem podiam reibindicar para a Inbicta a instalação de um instituto nacional de genética onde aprobeitariam a matéria-prima para conceber e clonar o nobo super-homem-luso: O Menezeriopintosta Valenloureirus.
Num-e é por falta de bontade que aqui num-e se aborda mais bezes o chá-canasta da Foz mas agora qu’a Gaia bai boltar para a ribalta num-e faltarão oportunidades. Ganda nóia, Maloud. Ganda nóia! LNTEtiquetas: Blogs, lnt, Vida
5:11:00 p.m.
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[0.925/2007] 11%?
Totalmente de acordo com João Távora. Até porque 58 mil a decidirem num universo de 524 mil não me parece muito festivo. É fazer as contas, como diria o nosso Guterres e tirar as ilações da coisa. LNTEtiquetas: Blogs, lnt, Política Geral
1:38:00 p.m.
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