sábado, setembro 01, 2007
[1.148/2007] Aperta-se o cerco à ETA
Cuatro detenciones la pasada noche en Cahors, cerca de Touluse (Francia), han supuesto la caída de la estructura para preparar explosivos de la banda terrorista ETA. El ministro del Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, ha subrayado este mediodía la "enorme importancia de la operación" en la que ha sido detenido, entre otros, el mayor experto en explosivos que ha tenido la banda, el histórico etarra Luis Ignacio Iruretagoyena Lanz, alias Suni. Rubalcaba ha asegurado que los arrestados están implicados en la mayoría de los atentados cometidos por ETA desde la ruptura de facto de la tregua, con la bomba de la T-4 en Barajas. Además, los terroristas tenían listo un coche bomba para realizar una nueva acción.
A banda etarra continua, e bem, a ser cercada. Ontem, em França, mais quatro operacionais foram detidos e preveniu-se mais um atentado. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
7:44:00 p.m.
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terça-feira, agosto 28, 2007
[1.133/2007] Medir as palavras
«Naturalmente que a própria ETA, sabendo que este assunto está a ser tratado com mais cuidado, não irá tentar novamente, mas se o fizer poderá ter novamente esse êxito»
Alguém pode dizer ao Sr. Secretário-Geral do Gabinete Coordenador de Segurança que deve medir, ou pesar, como lhe aprouver, as palavras que diz? Quando ouvi a frase acima exposta, proferida pelo responsável luso, pasmei-me, tal não é a afirmação, do tipo: nós vamos estar atentos, mas se acontecer outra vez, paciência. Há coisas que até se podem pensar, mas não se devem dizer. A ETA não anda a dormir. CMCEtiquetas: Espanha, Portugal, Terrorismo
10:20:00 p.m.
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[1.131/2007] Escrito nas estrelas
Há dias escreveu-se por aqui: Os populares têm andado em polvorosa com o Presidente da Câmara de Madrid, um alcaide do PP que está, aos olhos dos barões do PP, a erguer demasiado as suas ambições e, quem sabe, não se está a perfilar para a liderança, já na perspectiva da provável derrota da direita nas legislativas de Março próximo.
Ontem à noite, a referência histórica do PP expressou:
El presidente de honor y fundador del Partido Popular, Manuel Fraga, se ha referido esta noche a las aspiraciones políticas del alcalde de Madrid, Alberto Ruiz-Gallardón, que hace poco más de una semana se volvió a postular para acompañar a Mariano Rajoy en la candidatura del PP por Madrid a las elecciones generales. Y lo ha hecho con una frase de apoyo que dará que hablar en las filas del partido conservador: "Hay que ir preparando las sucesiones", ha dicho Fraga.
Pode perspectivar-se a vitória do PSOE em Março próximo e a mudança de líder do PP? A probabilidade de tal concretizar-se é bastante elevada. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
11:55:00 a.m.
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sexta-feira, agosto 24, 2007
[1.121/2007] Eles continuam por aí
ETA reaparece con un coche bomba contra la Guardia Civil en Durango
Percebe-se que o grupo terrorista basco não definhou, mas também não tem a potência de outros tempos. A explosão de hoje revela a 'inclusão' do nosso país no acto, pois um dos carros que explodiu foi alugado em Portugal. Quem, por cá, pensa que não estamos na mesma batalha contra o terrorismo, e isso é coisa de espanhóis, britânicos ou norte-americanos engana-se, pois é tão importante evitar as explosões terroristas, como a sua prevenção. Por lá, em Espanha, a explosão até veio servir para o PP acalmar e o assunto político do dia mudar de atenção. Os populares têm andado em polvorosa com o Presidente da Câmara de Madrid, um alcaide do PP que está, aos olhos dos barões do PP, a erguer demasiado as suas ambições e, quem sabe, não se está a perfilar para a liderança, já na perspectiva da provável derrota da direita nas legislativas de Março próximo. Já o PSOE evidencia uma postura diferente da assumida até Dezembro último e confronta o Batasuna com as suas responsabilidades. Felizmente os socialistas aprenderam a lição. O Batasuna se quer participar em eleições, num Estado de Direito Democrático, tem, evidentemente, de condenar a violência assumida pela ETA. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional, Terrorismo
6:29:00 p.m.
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domingo, agosto 05, 2007
[1.036/2007] Lucidez irrepreensível
Y siento como preocupación que sí que hay un problema que no es sólo un problema generacional, ni siquiera fundamentalmente generacional, y es que hay un cierto retraso en la política que veo en el mundo, un cierto retraso para adaptarse a los requerimientos de la nueva realidad, de los nuevos desafíos que tiene el mundo. Creo que en general España se está adaptando bien pero tenemos que darnos prisa para tener una percepción política adecuada a la nueva realidad.
Y ¿por qué no nos parecía, cuando estábamos asumiendo la responsabilidad del poder que nosotros éramos demasiado jóvenes? Yo no quiero sufrir ese proceso, quiero ver las cosas con una mayor objetividad, igual que trato de mantenerme vivo, de mantener una rebeldía conmigo mismo, de no conformarme. Trato de intentar vivir más que metiéndome en los archivos, para reflexionar sobre lo que fue, trato de vivir pendiente de cuales son los nuevos desafíos, las nuevas amenazas, la nueva configuración del mundo, los nuevos retos, las oportunidades y los riesgos.
El espacio nunca se regala, simplemente se ocupa. Por eso a la gente que tiene mi edad y quiere trabajar y quiere hacer un esfuerzo debe de hacerlo. Yo trabajo, lo que no quiero son responsabilidades institucionales. Pero los que no están conformes pues que rebelen, que hagan lo que tienen que hacer. Yo tengo las preocupaciones que tengo, las mías, y me acompañarán como generación. Y tengo también mis propias rebeldías. Lo que no estoy en absoluto dispuesto es a esa resignación que conduce o la melancolía o al cinismo. Eso no lo acepto porque sería la aceptación de una derrota sobre una nostalgia. No me interesa. Pero en cualquier caso puedo admitir que estamos en una etapa de pensamiento débil pero porque la política se ha retrasado respecto de las respuestas que se necesitan para la nueva realidad. Y hasta que no se resuelva eso estaremos escuchando discursos viejos aunque los pronuncien gente joven.
Uma entrevista interessante e merecedora de ler, a Felipe González ao El Pais de hoje. Desde o desaparecimento de Polanco ao comportamento pouco responsável do PP, do PSOE e das matérias políticas delicadas assumidas por este Governo (Estatuto das regiões e relação com o terrorismo) até à sua posição de republicano e de inteiro respeito pela monarquia espanhola. Aos 65 anos, González continua a evidenciar uma lucidez política irrepreensível. Demonstrando que não é a idade que impede uma pessoa de evoluir, mas sim o pensamento. E neste domínio, González tem uma preocupação permanente de acompanhar os novos desafios que se afrontam, não caindo no conforto de um estatuto pessoal e político que tem. A rebeldia de que nos fala, e que pratica, percebe-se, é uma das suas grandes aliadas contra o conformismo, a melancolia e o cinismo que outros transpiram, quando não querem ver os desafios que enfrentamos. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
9:00:00 p.m.
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sexta-feira, julho 06, 2007
[0.879/2007] A caminho do segundo mandato
El presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, es considerado como el ganador del Debate sobre el estado de la Nación celebrado esta semana en el Congreso
A pouco menos de um ano da eleição legislativa, em Março de 2009, e que se prevê quente, em termos de confronto político, Zapatero, que hoje assumiu uma remodelação governativa, para esta recta final de mandato, está à beira da renovação do mandato. Assim os espanhóis queiram. E tudo se encaminha nesse sentido. Entre os presentes a disputar o cargo de Presidente do Governo espanhol em 2009, Zapatero surge como o melhor para as funções de líder do Governo. No PP, pelo que se sabe, já se perspectiva futura liderança. Ao que consta, assim que o Presidente do Banco Mundial cessar funções, pode regressar à Espanha natal e tomar os comandos dos populares, que andam desnorteados desde 2004. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
5:46:00 p.m.
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quarta-feira, junho 13, 2007
[0.772/2007] Duvido muito
"La independencia de Catalunya será posible de aquí una generación"
El politólogo Roger Buch lleva años investigando el independentismo contemporáneo en Catalunya. Ahora acaba de publicar L'esquerra independentista avui sobre la importancia que está adquiriendo esta tendencia política entre los diversos movimientos juveniles catalanes. Lo que no deja de ser un retrato del independentismo actual.
Duvido muito, para não dizer que não acredito. A Economia acaba por ser mais determinante do que a Cultura e a Catalunha tem mais a ganhar integrada. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
2:05:00 p.m.
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segunda-feira, junho 11, 2007
[0.756/2007] A boa contracção do PP
Apoyo total al Gobierno para derrotar a ETA pero sólo para derrotar a ETA. Es el mensaje que ha querido transmitir el líder del PP, Mariano Rajoy, al presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, en la entrevista “útil” que han mantenido hoy en el palacio de La Moncloa, de la que ha salido “contento”. Por su parte, el Gobierno entiende que en la reunión “se ha dado un primer paso para trabajar con mayor unidad” frente a la banda terrorista. Rajoy sostiene que no ha puesto condiciones al presidente para ese apoyo
Parece que o PP lembrou-se que é um partido com responsabilidades em Espanha. Ainda bem! O terrorismo precisa de ser combatido por todas as forças democráticas. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
1:26:00 p.m.
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sexta-feira, junho 08, 2007
[0.736/2007] Zapatero, a ETA e o PP II
O primeiro-ministro espanhol reconheceu a existência de conversações de alto nível com a ETA «durante um curto período». Em entrevista a uma televisão espanhola, José Luis Zapatero lamentou não ter tido o «apoio que outros primeiros-ministros tiveram».
Caro Alexandre, Qualquer Presidente do Governo espanhol negociou com a ETA, inclusive o do PP, mesmo que este agora queira dizer que não estabeleceu nenhuma conversação. Os populares andam com alguma amnésia do que fizeram, e bem, entre 1997 e 1999. Por isso, esta atitude de Zapatero, de dialogar, não foi diferente de nenhum antecessor neste âmbito. Zapatero assumiu um compromisso político, de Paz no País Basco, que todos os antecessores também tiveram como prioridade. Cumpriu, e continua a assumir, um objectivo político que, enquanto permanecer esta questão basca, qualquer inquilino de Moncloa terá como prioridade: a Paz. Porém, nunca nenhum partido da oposição se comportou como o PP se comporta agora, sendo o único que não se coloca ao lado do Governo no combate ao terrorismo. Infelizmente, o ressabiamento da derrota de 14 de Março continua a dominar o sentimento dos populares espanhóis. E, já se sabe, de ressabiados, nem bons conselhos, quanto mais bons companheiros. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional, Questões
1:03:00 p.m.
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quinta-feira, junho 07, 2007
[0.727/2007] Zapatero, a ETA e o PP
Caro Alexandre, Como te referi, nem sempre concordei com a postura de Zapatero em relação à ETA.
Em Fevereiro de 2006, escreveu-se por aqui: Quando li a manchete do El Pais no sábado passado pensei que a frase do Presidente do Governo espanhol - "A Eta está próximo do fim" - não teria grande sentido, pois ainda é cedo demais para estabelecer afirmações de que a ETA está a acabar. Pois bem, a organização basca demonstrou que não está próxima de terminar. No início da semana, a ETA faz explodir em Navarra uma bomba, ao mesmo tempo que decorria em Valência um seminário de vítimas do terrorismo. Penso que o Presidente do Governo espanhol está a querer acelerar o que não pode, nem deve, ser feito à pressa.
Em Março, de 2006, percebia-se melhor o porquê da leitura e afirmação peremptória de Zapatero no mês anterior:
Agora percebe-se as palavras do Primeiro-Ministro espanhol, quanto há sensivelmente um mês anunciava o fim da luta armada da ETA. O Governo de Madrid estabeleceu vários contactos com o de Londres, e também com o de Dublin, para encontrar uma ponte de diálogo com a banda terrorista etarra, conforme os homólogos encontraram com o IRA
Não obstante o optimismo reinante, em Junho de 2006, continuava-se a escrever por aqui:
 Zapatero está a assumir uma linha política demasiado ousada.
O atentado perpetrado pela ETA, em Barajas, no final do ano passado, não podia indicar outro caminho a Zapatero que não fosse de lidar de outro modo com a ETA, conforme disse ao El Pais, em Janeiro deste ano:
Quien usa una pistola no es capaz de usar la palabra; quien usa una bomba es que es incapaz de someterse a un debate democrático, a un debate público. ETA sólo tiene un destino: el fin.
E, num gesto político pouco comum, como por exemplo o PP ainda não assumiu em Espanha, pedindo desculpas públicas pela mentira que quis criar com o 11 de Março, imputando à ETA o que foi hediondamente perpetrado pelo terrorismo que se assume com capa islâmica no mundo, Zapatero pediu desculpas quanto à forma como concebeu a relação com a ETA:
De modo correcto e frontal, assumiu o erro da leitura de 29 de Dezembro, depois do atentado do passado dia 30 de Dezembro, em Barajas, de que se estava mais próximo de alcançar a paz.
 Em suma, o princípio de Paz no País Basco é um desiderato de qualquer governante espanhol e Zapatero assumiu este objectivo. Inicialmente, não o encarou de forma adequada, no meu entender, como o tempo se encarregou infelizmente de mostrar, mas, face ao erro, o Chefe do Governo espanhol emendou a mão e corrigiu a posição. Quanto ao maior partido da oposição, muito sinceramente, falta em credibilidade política ao PP aquilo que quer exigir ao PSOE. Fizessem os populares espanhóis uma contracção da sua postura desde 12 de Março de 2004 até hoje e a política espanhola estaria melhor. Assim, o PP só tem oferecido crispação e hostilidade. Como partido de poder requeria-se, pelo menos, responsabilidade. Que não tem assumido, como ainda esta semana se comprovou, não se associando ao apelo do Governo espanhol, na luta contra o terrorismo. Foi o único partido com assento parlamentar que tomou esta atitude. Como disse esta semana Zapatero: La sociedad española "no va a ceder a ninguna de las amenazas o los desafíos a los que se le quiera someter" CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional, Terrorismo
10:02:00 a.m.
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terça-feira, junho 05, 2007
[0.720/2007] Lidando com o terrorismo II
El presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, ha certificado esta mañana en un mensaje institucional leído desde La Moncloa que ETA ha dado por finalizado el alto el fuego, que "ya había roto de hecho con el atentado de Barajas que costó la vida a dos ciudadanos ecuatorianos". El jefe del Ejecutivo ha respondido al comunicado enviado anoche por la organización terrorista a los diarios vascos Berria y Gara, ha dejado claro que la sociedad española "no va a ceder a ninguna de las amenazas o los desafíos a los que se le quiera someter", y ha expresado su esperanza de contar con "el respaldo unánime" de todos los grupos políticos.
Aqui ao lado, na vizinha Espanha, face às ameaças da ETA, Zapatero não podia assumir outra posição que não fosse o de reiterar a não cedência a chantagens ao terrorismo. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
4:31:00 p.m.
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domingo, maio 27, 2007
[0.673/2007] Títulos da noite eleitoral espanhola
À esquerda:
PSOE y PP conservan sus principales feudos a la espera del recuento en Navarra
À direita:
El PP gana las municipales con un estrecho margen sobre el PSOE
El PP logra en las municipales el 35,68% y el PSOE un 34,97% con el 97,53% escrutado
Regional:
El PP supera al PSOE en votos pero no en ediles
Em suma, não houve grandes mudanças neste dia, de eleições municipais e autonómicas. Na imprensa, à direita, procura-se empolar uma vitória nada expressiva do PP, à esquerda, desvalorizar a derrota, no todo, do PSOE, dado o empate que se pode registar. A eleição de Navarra parece ser o fiel da balança de quem venceu o dia, os socialistas ou os populares. Dos resultados de hoje, fica-se com a garantia de que a um ano das legislativas a peleja política entre PSOE e PP vai subir de tom, sobretudo em torno da questão do terrorismo basco. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
11:15:00 p.m.
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quarta-feira, maio 23, 2007
[0.656/2007] O mestre e a sombra
Palavra do mestre: Aznar: "Cada voto que no vaya al PP será un voto para que ETA esté en las instituciones"
Corrobora a sombra: Rajoy se suma a Aznar al pedir el voto "para defender la libertad y derrotar a ETA"
Que o PP ainda não percebeu o que se passou em 11 de Março de 2004, ou melhor, o que ainda não quis admitir, e por que perdeu as eleições em 14 de Março de 2004, já se entendeu e o PP reiteradamente faz questão de manifestar por que não quer perceber, sobretudo quando o faz de modo ressabiado. Todavia, esperava-se, pelo menos, que o sucessor do ex-Primeiro-Ministro popular no partido pensasse pela própria cabeça, não fosse uma mera sombra e caixa de ressonância do antigo governante. Estes anos demonstram como é e quer ser. A quem devem os espanhóis ouvir quando o PP fala: o antigo ou o actual líder? Por outro lado, é precisa alguma sobranceria para se considerar que só o PP defende a liberdade e se opõe ao terrorismo basco. Seguramente os anos políticos entre 1996 e 2004, de relações com a ETA, estão esquecidos, pelos auto-nomeados únicos defensores da liberdade. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
2:14:00 p.m.
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segunda-feira, maio 21, 2007
[0.643/2007] Antecâmara das legislativas
No próximo domingo os espanhóis vão votar para as autonomias (nem todas) e municipais. Prevê-se que seja a antecâmara das legislativas do próximo ano. Veremos como se saem os dois principais partidos, PSOE e PP, e, não menos interessante, os resultados na Catalunha, País Basco e Galiza. Conseguiram as forças políticas locais: CiU, ERC, PNV, EH e BNG alcançar um bom resultado? E como se sairá o PS, em especial na Catalunha e na Galiza? Quase segura é a vitória do PP em Madrid, tanto para a Comunidade como para o município. A seguir no domingo à noite. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
10:34:00 p.m.
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sexta-feira, março 30, 2007
[0.400/2007] Um estadista
Caro Nuno Pinto, Subscrevo o que escreveu. Também no início não apreciei a forma de Zapatero liderar com a questão das autonomias entre outros pontos (como a retirada de militares do Iraque - fora a sua promessa de campanha e cumpriu; a relação mais próxima com certos líderes da América do Sul), e dei conta disso inúmeras vezes neste blogue. A questão das autonomias causou-lhe alguns amargos de boca, mas foi bem sucedido nas suas intenções, como o Nuno bem refere. Zapatero cresceu politicamente. E o sucedido em 30 de Dezembro do ano passado, em Barajas, foi revelador da sua atitude, franca e aberta com os espanhóis, pedindo desculpas em público, na casa mãe da Democracia espanhola, no Parlamento, por uma interpretação errada que assumira. É raro ver um político pedir desculpa pelo erro que cometeu. Por exemplo, ainda hoje Espanha espera que o PP peça desculpa pela mentira que quis criar com o 11 de Março e que lhe valeu a derrota eleitoral. O erro, em relação à ETA, em vez de entravar o Presidente do Governo espanhol, acabou por lhe dar mais força e saber que o processo de paz é indispensável. Dados recentes apontam que os espanhóis também desejam a solução do caso basco. Sendo uma pessoa internacionalmente pouco conhecida em 2004, Zapatero tem evidenciado o empenho de quem acredita no que faz e revela-se hoje um estadista. As suas políticas, tanto externas, como o caso da Aliança de Civilizações que impulsionou, como internas, em termos de políticas sociais que coloquem fim à descriminação, são disto exemplo. E, em termos económicos, a Espanha continua a crescer, quanto a direita pensava e dizia que iria surgir o desprezo pela economia. Enganaram-se e por isso, em matéria económica, nem falam. No próximo ano veremos o que os espanhóis pensam deste Governo e deste líder... assim como da oposição.
Cara Margarida, Não me diga que tenho de aprender farsi para saber o que diz o flamejante de Teerão? Pois segundo a sua leitura, os tradutores deturpam tudo, de acordo com o interesse do imperialismo capitalista. Quanto ao bom-senso da jornalista do Avante, ele já é conhecido, pela defesa do grupo terrorista, que prende pessoas e trafica droga, perdão, no seu entender, é libertador da Colômbia. Olhe que posso não saber farsi, mas ainda percebo uma palavritas em espanhol e sabe-se o que as FARC fazem na Colômbia. Como qualquer pessoa, mesmo sem saber pouco mais do que a sua língua nativa, percebe-se o que pretende o flamejante de Teerão. Basta somar um mais um. E se tiver dúvidas, saiba o que disse o Ministro da Defesa iraniano quando visitou no ano passado a Síria. Está tudo escarrapachado, preto no branco e não culpe os tradutores de terem dito o que o governante iraniano expressou. Ninguém desmentiu as palavras. CMCEtiquetas: Espanha, Irão, Política Internacional
1:09:00 p.m.
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quarta-feira, março 28, 2007
[0.392/2007] Política rasteira
CiU propone que el Parlamento catalán reivindique la autodeterminación
Elogiava há dias o líder da CiU por recusar a proposta de vir liderar a Generalitat, se a formação nacionalista aprovasse a porposta da ERC de convocar um referendo de autodeterminação da catalunha. Poucos dias volvidos, e depois da ERC retirar a proposta, no Parlamento catalão o líder da CiU defende a autodeterminação. A política na Catalunha exerce-se de forma muito rasteira. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
10:22:00 p.m.
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[0.387/2007] A consolidação de um estadista
Não vi o programa todo, emitido ontem à noite pela TVE Internacional, mas do muito que vi, gostei de ver o Presidente do Governo espanhol, a ser entrevistado por vários espanhóis e emigrantes a residir em Espanha. Da habitação à questão da beterraba, da defesa das vítimas de violência à possibilidade do país mudar de regime, tudo foi questionado. Tranquilo, objectivo, franco e firme nas respostas, mesmo naquelas que lhe podiam causar algum embaraço, como a possibilidade do antigo Primeiro-Ministro do PP ser imputado pelo TPI por causa da guerra do Iraque, no seguimento de notícias vindas a lume na semana passada, indiciando que o Presidente dos Estados Unidos da América e o Primeiro-Ministro britânico podiam ser chamados a comparecer em Haia, para responder ao Tribunal, Zapatero não foi dúbio e excluiu tal hipótese. Em relação à ETA, o governante também foi claro quanto à defesa do Estado de Direito e valorização da Paz. Há medida que o tempo passa, constata-se que Zapatero se revela um bom estadista, à altura dos seus antecessores, enquanto o seu principal adversário, o líder do PP, mais se parece com um qualquer agitador de massas. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
12:14:00 p.m.
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segunda-feira, março 26, 2007
[0.377/2007] Sensatez e prevenção
El líder de CiU aseguró que no quiere la presidencia de la Generalitat "a cualquier precio" y recriminó la "frivolidad" de ERC al ofrecérsela. "No hace falta que me la den, se puede hablar de estos temas independientemente de si estamos en el Gobierno o no", señaló Mas, pidiendo a los republicanos "que no mezclen la presidencia de la Generalitat" con una cuestión que se puede resolver en el Parlament.
Reconheça-se a sensatez do líder da CiU, não ambicionando o poder pelo poder. Pelo menos como ele é servido pela ERC. Os exemplos de pouca confiança política que ERC dá, conforme as duas coligações estabelecidas com o PS são exemplo, é preferível, do ponto de vista de interesses políticos da CiU manter-se na oposição a ter de contar, no Governo, uma coligação com quem só sabe dar golpes e trair no primeiro momento. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
9:57:00 p.m.
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[0.374/2007] Ricos aliados governativos
ERC daría la presidencia a CiU si Mas se compromete a convocar un referéndum de autodeterminación
Como seria de esperar, a coligação do PS com a esquerda republicana não seria muito estável na Catalunha. Agora até à CiU a ERC está disposta a entregar o poder da Catalunha, caso esta, liderando a Generalitat, convoque um referendo de autodeterminação. Como se referiu em Novembro passado: Ter como Vice-Presidente o lider da ERC, é um passaporte mais do que suficiente para a insegurança governativa. Para a ERC vale tudo, até colocar em causa a estabilidade da Generalitat. Até quando Montilla aguentará, é uma boa questão. Talvez as autárquicas, de Maio próximo, indiquem algo. Maragall sabia porque devia retirar-se da corrida. Com aliados governativos destes... CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
4:00:00 a.m.
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sexta-feira, março 16, 2007
[0.338/2007] Assumir responsabilidades, concretizar a Paridade
La desigualdad y la discriminación persisten de un modo inaceptable. En nuestro propio país, las mujeres seguimos enfrentándonos a tasas de desempleo superiores a las de los hombres, salarios más bajos, escasa presencia en los puestos de responsabilidad, mayor precariedad laboral. Seguimos soportando la carga principal de conciliar actividad profesional y familiar y sufriendo la infamia de la violencia de género.
Nos encontramos así ante la evidencia de que no basta con proclamar la igualdad para que ésta se convierta en realidad.
Hay quienes han dicho que esta norma es intervencionista y quienes consideran que es innecesaria, ya que "dando tiempo al tiempo" alcanzaremos la igualdad real. Creo sinceramente que cometen una enorme injusticia. ¿Cuánto tiempo más habría que esperar?, ¿cuántas generaciones más de mujeres sufrirían discriminación, desigualdad y violencia? Cuando se habla de derechos fundamentales no caben puntos suspensivos. Las mujeres ya hemos esperado bastante, hemos esperado demasiado, llevamos siglos esperando. La igualdad de las mujeres hay que construirla, podemos construirla, desde aquí y desde ahora. Tenemos las herramientas y la voluntad para ello.
Um excelente artigo, no El Pais de hoje, da Vice-Presidente do Governo espanhol, Teresa de la Vega, sobre a aprovação, ontem no Parlamento espanhol, da Lei para a Igualdade efectiva entre Homens e Mulheres. CMCEtiquetas: Espanha, Política Internacional
9:29:00 p.m.
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