sexta-feira, junho 08, 2007
[0.740/2007] O erro do Ocidente
A questão do Kosovo esteve na ordem do dia da agenda do G8 de hoje. Uma vez mais, o Ocidente procurou forçar a independência de uma região que nem tem origens históricas para tal, quanto mais condições para sobreviver como Estado independente. Recorde-se, é a região mais pobre do Velho Continente. O Ocidente persiste num erro, que é perigoso, para a estabilidade regional, com a independência do berço sérvio,$ e, tendo em conta a zona em causa, sabe-se que é toda a estabilidade europeia que fica em risco. Será que o Ocidente também está disponível para um desmembramento da Bósnia? Pois o Kosovo pode ser o rastilho de mais um conflito étnico nos Balcãs. A obsessão de desmembrar as relações eslavas nunca foram boas para a Europa. Algumas potências ocidentais, as europeias em particular, sabem isso melhor do que ninguém. CMCEtiquetas: G8, Kosovo, Política Internacional
10:30:00 p.m.
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quinta-feira, junho 07, 2007
[0.729/2007] A notícia do dia
U.S. President George Bush and Russian President Vladimir Putin agreed Thursday at the G8 summit in Germany to cooperate on missile-defense systems, apparently cooling tensions between the two leaders.
"The existing agreement makes it possible for us to do this. And the president of Azerbaijan stressed he would be glad to contribute to world security and stability," Putin said.
"It's much better to work together than to create tensions," Bush said after the meeting. "He expressed his concerns to me. He is concerned that the missile defense system is not an act that a friend would do."
Esta sim, é a notícia do dia e a marca desta Cimeira. Espera-se, depois dos galhardetes trocados nos últimos dias, trabalho conjunto de Washington e Moscovo. CMCEtiquetas: EUA, G8, Política Internacional, Rússia
11:37:00 p.m.
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[0.728/2007] A (não) notícia do dia
Os líderes do G8 alcançaram um compromisso que reconhece a necessidade de reduzir substancialmente as emissões de gás com efeito de estufa mas sem estabelecer valores específicos para esta redução. Os oito estados comprometeram-se também a alcançar até 2009 um acordo sob a égide das Nações Unidas, com medidas de longo prazo para combater o aquecimento global.
As questões ambientais estão na ordem do dia, mas na pressão da hora está a relação EUA/Rússia, por causa das bases que os norte-americanos querem instalar na Europa. Esta é a questão mais relevante do momento - veremos no que dá o encontro, de hoje à tarde, entre os Presidentes dos dois países -, não um acordo de compromisso de redução de emissões de gás com efeito de estufa. Além de nada ter ficado estabelecido, as potências mundiais apenas reconheceram o óbvio em matéria ambiental. Todas dizem que sim, mas continua a adiar-se o inadiável. Esta Cimeira fica, ou melhor, ficará marcada pelo resultado do encontro entre Washington e Moscovo. Como seria de esperar, tendo em conta o que ambas disseram de cada uma nas últimas horas. CMCEtiquetas: G8
5:59:00 p.m.
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quarta-feira, maio 30, 2007
[0.689/2007] Antes prevenir que remediar
O G-8 anunciou hoje que apoiará novas medidas se o Irão não cumprir as resoluções das Nações Unidas (ONU) que exigem que o país suspenda o respectivo programa de enriquecimento de urânio. «Se o Irão continuar a ignorar as exigências do Conselho de Segurança apoiaremos mais medidas apropriadas, conforme acordado pela resolução 1747», afirmaram os ministros do G-8 em comunicado conjunto. Hoje, o principal negociador nuclear do Irão, Ali Larijani, declarou que o Irão não pretende suspender o enriquecimento.
O tempo de ingenuidade e hesitações da Comunidade Internacional parece estar a terminar em relação ao projecto nuclear iraniano. Já não era sem tempo. CMCEtiquetas: G8, Irão, Política Internacional
6:47:00 p.m.
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domingo, dezembro 31, 2006
[1.620/2006] 2007
Ao contrário dos balanços feitos nos anos anteriores, opta-se, hoje, por perspectivar o ano que aí vem.
Amanhã, dia 1, mais um alargamento da UE. Não se deve considerar histórico, pois trata-se de um completar do alargamento feito em 1 de Maio de 2004. Bem-vindos: Bulgária e Roménia!
A partir de amanhã a Alemanha assume a Presidência da UE e do G8. Duas conduções importantes, visando a primeira o relançamento do Tratado Constitucional, enquanto a segunda tem por lema "Crescimento e Responsabilidade", merecendo, e bem, África uma atenção especial.
Em Fevereiro haverá novo referendo da IVG e penso que desta vez os portugueses dirão maioritariamente SIM, pela dignidade Humana.
Em França, em Abril e Maio (segunda volta), felizmente, vai ocorrer mudanças no Eliseu. Penso que haverá uma disputa presidencial renhida, mas Ségolène deve vencer. E a vitória de Ségolène será importante não só para arrancar a França da letargia em que se encontra, como para impulsionar a UE, como um todo, em vez de contar só com alguns países, como defende e quer o principal candidato da direita. Ségolène assumirá, seguramente, no Eliseu o património do melhor socialismo francês contemporâneo, desenhado e efectuado por Mitterrand e Delors.
 No fim do ano, em Novembro, o congresso do Partido Comunista Chinês. O que sairá do magno sarau da potência emergente? Segundo documentos há dias conhecidos, a segurança no este asiático domina as preocupações chinesas, dado a concertação de posições entre Japão e EUA naquela zona do globo. Como se traçará a linha de diálogo entre Pequim e Pyongyang? Provavelmente ficará na mesma. E, a nível interno, continuará o congresso do PCC a considerar que só falta o ovo Taiwan no seu cesto, depois de recolhidos os ovos de ouro Hong Kong e Macau? Qual a perspectiva económica a assumir, face ao aumento do barril de petróleo, ouro negro que sustenta as taxas de crescimento na casa dos 10% ano? É um congresso a seguir com atenção.
Nos EUA, ficará mais claro quem será candidato nas primárias, que arrancam em Janeiro de 2008. Se do lado Republicano tudo parece encaminhado para um duelo McCain/Giuliani, do lado Democrata podem surgir várias candidaturas, que não tornarão a disputa a dois, nem deverá ser uma passeio para Hillary. Que deve formalizar a sua candidatura no próximo ano. Talvez lá para o segundo semestre.
No Reino Unido é o momento de viragem. Resta saber quando sairá Blair. Se antes ou depois das eleições locais, de Maio próximo. Estará Gordon Brown à altura da missão? Penso que está. Quanto a Blair, veremos o que fará no Médio Oriente, onde se vai empenhar até ao final do mandato. Penso que sucederá o mesmo com Clinton, por só ter tratado do assunto na recta final da liderança, as sementes lançadas não ganharão grande desenvolvimento no solo político demasiado árido daquela região.
 Na Rússia, deve conhecer-se no segundo semestre o delfim escolhido pelo Czar Vladimir para ganhar a eleição presidencial a ter lugar na Primavera de 2008.
No grande Médio Oriente, importa apurar o que fará o Irão, com o seu projecto nuclear, se avança ou recua. Talvez a Comunidade Internacional seja novamente convocada a assumir posições mais inflexíveis. No Iraque, nos primeiros meses, o caos deve continuar. Veremos qual o plano que Washington assumirá em Janeiro. Se mais ou menos tropas nas terras do Eufrates e do Tigre. As eleições na Palestina não deverão desfazer o nó existente. Tudo para seguir com precaução, pois ali se joga a estabilidade mundial.
Por cá, a pasmaceira do costume na oposição. À esquerda, a liturgia do costume, mais estáticos que uma coisa imóvel, e, à direita, o forrobodó do costume. No CDS as tricas vão continuar, no PPD os pretendentes do trono vão esperar para ver o desenrolar dos acontecimentos. No entanto, este é o ano do grande teste ao Primeiro-Ministro e ao Governo. Tudo por causa da Presidência da UE no segundo semestre. Passará o Governo no exame? Esta é a grande questão, que tem como pergunta subjacente: compatibilizará o Primeiro-Ministro o ritmo de trabalho europeu que lhe deixa pouco tempo para os assuntos domésticos com a governação intra-muros? Alguém tem de ficar a comandar os destinos internos, e esse comando bicéfalo assentará provavelmente nos Ministros da Administração Interna e da Presidência. Porém, por mais competentes que sejam, não é a mesma coisa do que ser o número um do Governo a capitanear a equipa. Aliás, o PS teve essa experiência em 2000. Veremos o que acontecerá, sublinhando, por outro lado, os marcos que a Presidência portuguesa pode deixar: como a continuidade do relançamento do Tratado Constitucional e, sobretudo, a Cimeira UE/África. CMCEtiquetas: China, cmc, EUA, França, G8, GB, Irão, Iraque, IVG, Japão, Política Internacional, Política Nacional, Rússia, UE
1:46:00 p.m.
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