sábado, agosto 04, 2007
 [1.028/2007] Há coisas que têm muita força
e O Expresso que o diga.
Com fotografia de meia página o Expresso foi à Missa. Rezou o terço e fez-nos saber da novidade ignorada que é a do Serviço Público ser mal pago em Portugal.
Lê-se e sente-se o frou-frou das sotainas, a dualidade dos independentes que não são demagogos nem populistas porque, nestas coisas de serviço público sem a prespectiva do sentido do termo, os independentes mercenários é que dão o exemplo do que se é ser independente convicto.
Há realmente coisas que têm muita força. Opus!!! LNT
Nota: Parece que a moda do dedinho no ar veio para ficar. Habituem-se!Etiquetas: Comunicação Social, e Outros, Fisco, lnt, Religião
6:05:00 p.m.
. - .
Página inicial
. - .
Comentários (2)
terça-feira, julho 31, 2007
[1.001/2007] Excitações
O Rádio Clube Português, estação que vou ouvindo de manhã e nos trajectos de automóvel, não se calava com o elogio fúnebre na hora da partida de Paulo Macedo.
No mínimo é estranho que um Director-Geral tenha uma cobertura mediática tão relevante e, como não podia deixar de ser, patética, pelo empolamento das acções, pela ignorância dos comentadores e pela sabujice do louvor por alguém que a troco de muito mais do que alguma vez foi dado a todos os outros, cumpriu a obrigação de gerir bem um serviço público. Logo pelo repetir sucessivo da designação de Direcção-Geral das Contribuições e Impostos que o jornalista não deixava de referir amiúde quando, há anos, essa organização se chama somente Direcção-Geral dos Impostos, o que não tendo importância especial revela a falta de preparação nos trabalhos de casa.
Depois pelo exagero absoluto das muitas realizações que são atribuídas a Paulo de Macedo, como se ele tivesse sido pioneiro da modernização da máquina fiscal.
Não tivessem antes António Nunes dos Reis na DGCI (que tão injustamente foi tratado por Manuela Ferreira Leite) e António Cavalheiro Dias na DGITA sido tão eficazes e inovadores como foram no tempo em que dirigiram as Direcções-Gerais dos Impostos e a de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros em tempos de Sousa Franco, Pina Moura e Oliveira Martins e Paulo Macedo não estaria agora a ser alvo de tantas atenções. Foi com eles que se implementaram os Sistemas de Informação e as visões do contribuinte como cidadão e foi igualmente com eles que se inovou no relacionamento com os contribuintes através das tecnologias Web, (entre outras com as Declarações Electrónicas) logo na altura um sucesso, embora sem o impacto que os meios de comunicação social agora insistem em propagandear. Fizeram-no sem as recompensas de salários escandalosos e a descoberto de protecções absurdas, divinas e humanas, inclusive com a crítica acesa de alguns, como Saldanha Sanches, que hoje falam de Macedo como o grande obreiro da revolução no fisco.
É com massa desta que se faz a demagogia e o culto do personalismo num país em que ter memória é meio passo andado para se ser rotulado com as parvoíces do costume.
Pelo que agora se ouve, o Fisco fica nas mãos de quem o conhece, o qual aliás o geriu na sombra e em quem se deposita a maior confiança na eficácia e eficiência, talvez por ¼ dos custos anteriores.
Paulo Macedo passa à História como um bom Director-Geral dos Impostos, tal como muitos outros que o antecederam e menos do que outros que lhe abriram os caminhos da glória neste País de basbaques.
Que fique na paz do BCP e Teixeira Pinto que se cuide, amém. LNTEtiquetas: Comunicação Social, Fisco, lnt, Memória, Religião, Vida
12:24:00 p.m.
. - .
Página inicial
. - .
Comentários (2)
quinta-feira, abril 12, 2007
[0.433/2007] Das coisas estéreis
Sei ser estéril, uma vez que há assuntos muito sérios que preocupam os portugueses, falar das habilitações literárias do nosso diplomado senhor engenheiro.
Sei ser estéril, uma vez que não é requisito para o cargo de Primeiro-Ministro, que o nosso diplomado senhor engenheiro seja, ou não, Eng., Dr. ou Arq..
Sei ser estéril que a defesa da honra do nosso diplomado senhor engenheiro se tenha feito com a apresentação da canudagem porque parece que ninguém duvidava da existência dos diplomas mas sim das formas como tinham sido conseguidos e de outras questões relacionadas com curriculas e biografias oficiais inexactas, pressões sobre a comunicação social (ainda ontem confirmadas na primeira pessoa por Sarsfield Cabral), por exemplo.
Sei ser estéril, uma vez que estamos em Portugal, falar da progressão dos estudos do nosso diplomado senhor engenheiro, mesmo sendo orgulhosamente conseguida em regime pós-laboral, quando a sua profissão é ser político (não se lhe conhece outra, pois não?) sendo que pressupõe, pelo menos, isenção de horário de trabalho no desempenho do exercício das funções (Qual será o período laboral de um deputado ou de um Secretário de Estado ou Ministro?).
Ainda assim apeteceu-me esta coisa estéril em vez de outras em voga como, por exemplo, a de me pronunciar sobre se o aeroporto da Ota deve ser construído na Ota ou em Badajoz.
Apeteceu-me também a coisa estéril porque estou farto de, entre coisas diversas, ouvir o nosso diplomado senhor engenheiro afirmar que uma das prioridades deste Governo é pôr toda a gente na Internet (graças a um espantoso choque tecnológico onde se gasta boa parte dos nossos Impostos) e depois ouvi-lo na televisão sugerir que este meio é um ninho de caluniadores que não se pode, nem deve, levar a sério. do seu, LNT
É um brincalhão, este Perdigão!Etiquetas: Aeroporto, Comunicação, Ensino, Etica, Ficção, Informática, Inovação, lnt, Marketing, Ota, Política Geral, Religião, Tecnologia, Vida
12:28:00 p.m.
. - .
Página inicial
. - .
Comentários (7)
quarta-feira, abril 11, 2007
[0.423/2007] Pensamento bíblico do dia
É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um provinciano admitir o seu provincianismo. LNTEtiquetas: lnt, Religião
2:08:00 a.m.
. - .
Página inicial
. - .
Comentários (2)
sexta-feira, abril 06, 2007
[0.418/2007] Jejum e abstinência
Um dos tempos de juventude que lembro é o da Páscoa em São Jorge da Várzea.
A sexta-feira, as três da tarde, o repique dos sinos, a sirene da Triple Marfel, o dobrar da arma em sinal de paz com a passarada e o silêncio do campo.
Lembro-me dos minutos seguintes, ainda sexta-feira.
Os sinos já não repicavam, a Triple Marfel produzia novas camisas, a arma erecta fazia os melros juntarem-se ao cinto e o silêncio do campo.
Em São Jorge da Várzea, Felgueiras, num tempo sem Fátima (Felgueiras), a ressurreição esperada para Domingo não suspendia a vida por mais de três minutos, às três da tarde de Sexta-Feira Santa.
(Som do Tugir em português)
LNTEtiquetas: lnt, Religião, Vida
12:54:00 a.m.
. - .
Página inicial
. - .
Comentários (1)
|
|