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quinta-feira, junho 30, 2005
 
mapa mundo
[0.899/2005]
A pouca segurança mundial

Cinco meses depois das eleições iraquianas, pode comprovar-se o falhanço que ocorreu no passado dia 30 de Janeiro, com o escrutínio. E andavam no início do ano muitas pessoas, inclusive na blogosfera portuguesa, contentes com o sufrágio iraquiano.
Infelizmente, o derramamento de sangue continua a ser o dia-a-dia do Iraque.
Por isso, na altura, como hoje, continuo a não a acreditar no sucesso do sufrágio.
Por outro lado, como há dias foi referido: o Afeganistão, depois da limpeza pós-11 de Setembro não adquiriu a via democrática e estável que se propalou.
A estabilidade, como se pode constatar, está longe de ser alcançada.
O planeta continua inseguro e não se sabe até quando irá durar este clima. Espera-se que os Estados, que têm responsabilidades, nomeadamente os do Conselho de Segurança da ONU, não quebrem, por um lado, e assumam os seus deveres, por outro. Se as guerrinhas diplomáticas entre os Estados perdurar, há outras guerras, nada desejáveis, à beira de surgir.
Os tempos não são fáceis, por isso importa não ser irresponsável.
CMC
11:49:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, junho 29, 2005
 
Emídio Guerreiro
[0.898/2005]
A partida de um Homem Bom

Tende sempre o espírito crítico, para vós não deve haver tabus. Dentro do respeito que mereceis vós mesmos vós deveis criticar impiedosamente tudo quanto existe. Sim. Criticar sem receio de que vos chamem demolidores. Vós sois demolidores do mal, vós sois os construtores do futuro ideal.
Palavras aos jovens do PPD quando foi Secretário-Geral do partido.

Vindo de Emídio Guerreiro, as palavras dirigiam-se sempre, a qualquer pessoa, aos jovens.
Depois do desaparecimento de Fernando Valle, restava-nos outro decano que viu nascer a República. Conheceu os seus primeiros e conturbados anos. Sofreu com a ditadura e contra ela lutou. De idade avançada, chegou a presidir o PPD, quando poucos pensavam ser pouco provável o respeitabilíssimo Emídio Guerreiro liderar o partido em que se filiou depois da queda do Estado Novo.
Aos 105 anos parte um Homem Bom. Que defendeu o país que o viu nascer e pelo qual lutou. Para que Portugal deixasse de padecer do atraso e da opressão, que conheceu, durante 48 anos.
Um democrata, um irreprimível defensor da Liberdade desaparece do nosso convívio.
CMC
11:41:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
País Basco
[0.897/2005]
A língua basca

Caro Leonel,
Há uns tempos, a propósito de uns textos expostos pelo Memória Virtual sobre a origem das línguas europeias, houve uma em particular, o basco, que nos permitiu estabelecer um debate, ainda que breve devido à escassez de informação. Ficando, desde essa altura, uma ponta aberta para a ela regressarmos sempre que se encontre algo mais.
Pois bem, esta semana uma revista espanhola noticia um estudo levado a cabo por cientistas espanhóis, que chegam à conclusão de haver ligações entre o basco e o, imagine-se, arménio.
Se a novidade pode existir do lado espanhol, tal não sucede no Estado do Cáucaso. A Universidade de Erevan tem um centro de estudos armeno-basco.
Veremos se dentro de algum tempo teremos mais dados, que possam colocar um ponto final a tantas dúvidas que se formulam em torno da língua basca.
Fica, no entanto, a presença do norte de África, por onde os arménios entraram na Península. Daí continue a ter validade a origem da língua basca ao norte de África.
A língua até pode até ter sofrido miscigenação. Hipótese minha! Veremos o que o tempo nos dirá.
CMC
3:27:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, junho 28, 2005
 
Segundo aniversário

[0.896/2005]
Segundo Aniversário

Parabéns aos estimados amigos Leonel e ao Nuno pelo segundo aniversário do Memória Virtual e Janela Para o Rio respectivamente.
Há dois anos que somos vossos atentos e fiéis leitores.
O blogue do Leonel tem sido um poço inesgotável de informação. Diariamente há sempre algo por saber, ou, por vezes, relembrar.
A Janela do Nuno mostra-nos paisagens do quotidiano e outras, que nem estando tão presentes, estão mesmo à nossa frente.
Parabéns Leonel! Parabéns Nuno!
LNT & CMC
6:47:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Bulgária
[0.895/2005]
A subida da extrema-direita

Só não vê quem não quer. Por toda a Europa os partidos de extrema-direita vêem os cidadãos legitimar, nas urnas, as suas posições. Crescem, onde são novidade, consolidam, onde já têm raízes.
No domingo foi a vez das legislativas búlgaras parirem mais um partido radical. A extrema-direita torna-se a quarta força política. Com um discurso xenófobo e ultra-nacionalista, a extrema-direita búlgara é mais uma a juntar-se há que já se afirma em França, na Itália, na Áustria, na Dinamarca, na Bélgica, nos Países Baixos, na Noruega e na Suécia.
Por mais que os partidos do denominado arco governativo desprezem estes resultados, reduzindo a leitura a um simples: são votos de protesto, o problema é mesmo este. O voto de protesto é consequência da falta de identificação com as propostas apresentadas.
A extrema-direita esfrega as mãos de exultação. E, à medida que a crise se instala e alarga, mais os votos de protesto aumentam.
Como os ventos actuais sopram a favor da xenofobia que se alimenta dos receios e das dificuldades contemporâneas sentidas pelas populações.
Deste modo, não nos admiremos com o surgir de diversas manifestações, que vêem a sua base de apoio aumentar.
CMC
4:03:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Turquia
[0.894/2005]
A adesão turca

O provável dueto que formará o próximo eixo Paris-Berlim já deixou bem claro que um qualquer alargamento da UE à Turquia está fora de questão. Por outro lado, Blair manifestou na sua intervenção da semana passada, no Parlamento Europeu, o prosseguimento dos contactos, com a finalidade de a Turquia aderir à União.
Com a abertura das negociações em Outubro próximo, tendo o motor europeu (Alemanha) uma nova liderança que está contra a entrada da Turquia, e a União, presidida pelos britânicos, favorável à adesão, o início das negociações deverá ser marcado por atribulações.
A adesão da Turquia à União é uma legítima aspiração turca, com décadas. Que deverá efectuar-se com o cumprimento escrupuloso do respeito pelos Direitos Humanos e pelo cumprimento dos items ao mais diversos níveis. Monsieur Nicholas/Frau Merkel
O adiamento da adesão, penso que será o que irá acontecer, pode marcar um retrocesso, sobretudo do ponto de vista de segurança europeia, mediterrânica e do Médio Oriente.
Descurar a segurança, é desleixar a estabilidade, tão vulnerável nos dias de hoje.
Face à situação actual, dar motivos aos radicais turcos para tornar inviáveis os esforços levados a cabo pelo do poder turco, seria um péssimo sinal. E a Turquia, em poucos anos, pode deixar de ser um Estado credível e amigo, para se tornar num Estado ameaçador.
Tenhamos em consideração os resultados iranianos. Quando a moderação falha, o extremo cresce.
CMC
2:43:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Vela[0.893/2005]
Salvé

O Terras do Nunca e o Respirar o Mesmo Ar são duas referências diferentes, mas dois faróis da Blogos Lusa.
Comemorando o primeiro e antecipando o aniversário do segundo (com beijinhos ao Peter Pan), fica o agradecimento pelo muito que têm partilhado de saber e opinião nos seus espaços de qualidade.
LNT & CMC
PS: Igualmente um abraço ao Natureza do Mal
1:59:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Manuel Alfredo Tito de Morais
[0.892/2005]
Tito de Morais

Manuel Alfredo Tito de Morais faz hoje 95 anos. Quem teve a sorte de com ele conviver, de com ele repartir o conceito do Socialismo Democrático, de com ele ter passado horas, dias e anos de trabalho, de busca de caminho, de reflexão na coerência, não pode, como Van Hoof não pôde no dia em que deram o nome de Tito a uma rua, de informar aos vindouros que Manuel Tito foi "um Homem grande que deixou nesta cidade a riqueza que construiu, a simplicidade com que viveu e a liberdade que conquistou".
Ter colaborado como seu Adjunto quando ele foi Secretário de Estado da População e Emprego e depois quando exerceu, com a dignidade de poucos, o cargo de Presidente da Assembleia da República, foi a minha maior escola política, foi aprender a lição da vida com o Mestre. Numa escola partilhada diariamente com Augusto Bobela Mota, Manuel Van Hoof Ribeiro, Augusto Pinto Baptista, Álvaro Sales Lopes, Clotilde Carmona, Fátima Hora, Nuno de Bragança, Marianela Braz e tantos outros.
Era obrigatória a evocação, o recordar da passagem.
Parabéns, querido Camarada.
LNT

"Tens ali a tua rua.
Vais pelas Linhas de Torres viras na Azinhaga da Musgueira, depois dos semáforos segues no sentido da Charneca e, à esquerda, entras num bairro novo construído sobre coisas doridas que se passavam na nossa Lisboa.
És uma contribuição necessária para ajudar a mudar.
Vais ser integrado, vais ser sentido e também vais ser esquecido.
Depois passarão muitos anos e um dia os miúdos que por lá brincarem vão perguntar:
- Quem foi o Tito de Morais?
E assim será sempre, e sempre alguém poderá responder que foi um Homem grande que deixou nesta cidade a riqueza que construiu, a simplicidade com que viveu e a liberdade que conquistou.
E os miúdos vão esquecer, mas outros vão de novo perguntar e, sempre que tal acontecer, tu vais voltar a viver nesta cidade e os homens, no futuro, vão-se lembrar vagamente de um Homem bom que nos deixou no fim do século XX e que naquela rua deixou um sentido e uma intenção.
A história, essa, vai fluir despreocupadamente, desligada de tantos que tornaram a vida mais fácil e que aqui e ali a toponímia recorda. A história, como tu sabes, Tito, recorda mas não ensina e até muda.
E os miúdos continuarão a brincar e continuarão também a perguntar quem foi o Tito de Morais.
Manuel Van Hoof Ribeiro
"
12:22:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
PS[0.891/2005]
Mais perto das questões

Palpites e prosa no Blog do Forum Cidade
LNT
12:18:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Don Manuel[0.890/2005]
Adiós a la Xunta

Já fiz demasiados avanços e recuos. E, ao fim e ao cabo, o primeiro escrito estava correcto.
Agora é definitivo. Don Manuel diz adeus à Xunta.
Veremos se há problemas com os votos provenientes dos emigrantes residentes na Venezuela. Assim o PP entenda e queira agudizar as relações com o Governo central.
De notar a diferença dos resultados entre 2001 e 2005 no círculo de Pontevedra. O PS obtém, sensivelmente, mais dez mil votos do que há quatro anos. Enquanto os outros (PP e BNG) obtêm uma escassa, mas proporcional, subida, face aos votos obtidos em 2001.
Fruto da política de Zapatero, de aproximação de Madrid aos Estados da América do Sul? Muito provavelmente.
Com a entrada dos nacionalistas galegos para a Xunta, conjuntamente com o PS, penso que será mais um caso com que o Governo central terá dificuldades em lidar.
Depois da coligação do PS catalão com a esquerda republicana (ERC) e da recente constituição do Governo basco, com o PNV e o PCTV (nacionalistas bascos moderados e etarras vestidos de camisola comunista), a política autonómica espanhola estará ao rubro.
Coloco as minhas reticências face ao pulso de Zapatero para lidar com estas realidades autonómicas, nomeadamente na Catalunha e na Galiza onde os socialistas governam. O caso basco é ainda mais complexo.
Tempos problemáticos e interessantes, aqui ao nosso lado.
CMC
2:04:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



segunda-feira, junho 27, 2005
 
Governo[0.889/2005]
Por que falhou o Governo

O Governo falhou por que descurou o principal em política: a palavra.
Ao fim de cem dias, o Governo não teve, tal como os executivos anteriores não tiveram, a habilidade política de fazer da vulnerabilidade nacional força, através de um discurso de confiança, de convicção e de motivação.
O Governo falhou por que caiu na armadilha que jamais podia abraçar. Fazer da Fazenda a pedra de toque. O seu cavalo de batalha.
Infelizmente o Governo não aprendeu com o passado recente e acabou por cair na mesma esparrela.
É sabido que as contas nacionais não estão bem e por isso era indispensável tocar na tecla económica, em vez de carregar insistentemente na tecla financeira.
Quando não se tem, vai-se à procura. Não se fica a olhar para a carteira. E quem deve e só consegue fazer este discurso, de catapultar, é a Economia, não é a Fazenda, até porque essa não é a sua competência. Por vezes, como é infelizmente o caso presente, o discurso da Fazenda consegue travar e torna-se um obstáculo à motivação.
As palavras públicas do Governo não podiam ser do responsável da Fazenda. Não que elas não devessem ser evitadas, afinal elas não se conseguem contornar. Mas não podiam ser as prioritárias.
As palavras de ordem deviam ser pertença do titular da Economia. Que deveria, e muito, ultrapassar as intervenções da Fazenda, tendo como objectivo, em cada intervenção, anular qualquer ponto que pudesse evocar uma resposta por mais pequena que fosse por parte da Fazenda.
O Governo também falhou por que uma vez mais segue a lógica da política lusitana, tão abstrusa, de fazer de técnicos políticos e de políticos técnicos.
A linguagem, a forma de estar e actuar não é a mesma. Difere e muito. Quando os técnicos se armam em políticos falham. Como hoje se comprovou. E, obviamente, o inverso sucede. Pois não se pode pedir ao político para ser técnico.
As mãos dos políticos são demasiado grandes para saber mexer em peças, muitas delas pequenas. E, não se pode pedir a quem não tem músculo (político), como os técnicos, para fazer braço-de-ferro político, com a oposição, com as diversas organizações e para falar com os cidadãos.
O Governo falhou, pois a descrença sente-se, as manifestações avolumam e as críticas ganham sentido, visto que os erros são patentes. Gafe atrás de gafe fragiliza qualquer posição, por mais bem intencionada que seja.
Em política, ou se ganha ou se perde. E as vitórias são sempre mais escassas do que a derrotas.
Finalmente, o Governo falhou, por que (ainda) não tem qualquer estratégia externa. Faltam aliados, com que se possa desenhar uma estratégia de médio prazo. Do qual beneficiem os dois ou mais Estados.
Só se mantém no poder quem consegue encontrar equilíbrio na exígua corda da governação. Ora, esta corda, ao mínimo estremecimento, faz cair Governos.
Como o país se encontra, basta um leve sopro para a corda baloiçar.
CMC
9:04:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Petróleo

[0.888/2005]
A crise ainda só bateu à porta

No ano passado, quando o barril de petróleo começou a disparar e ninguém queria acreditar que o preço chegaria aos 50 dólares por barril, alguém, não me recordo quem, disse que em breve se poderia atingir um preço de 100 dólares por barril.
Pelo andar da carruagem, já estamos nos 60, não estamos distantes dessa meta, outrora impensável.
A gula chinesa, indiana e norte-americana pelo ouro negro está a deixar o planeta esgotado.
Pelos vistos as dificuldades ainda mal começaram.
CMC
6:42:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Escudo
[0.887/2005]
Pobres de nós mesmos

Logo à noite lá teremos, no debate que o canal estatal promove, uma cassete económica há muito conhecida dos portugueses, do que é necessário fazer para Portugal sair da crise em que se encontra.
Todavia, se tudo fosse tão simples como implementar medidas numéricas, sem equacionar o factor humano, viveríamos no melhor dos países.
A questão que começa a recrudescer dia-a-dia, e não se evidencia claramente fruto da nossa integração europeia, é de saber se Portugal tem, neste momento, viabilidade?
O que seria de nós se não tivéssemos integrados no espaço europeu?
A resposta é positiva. A nossa História dá-nos essa resposta, com inúmeros exemplos.
Mas, caso estivéssemos fora da UE, como estaríamos?
Se actualmente nos encontramos neste estado, de país à beira de uma queda pouco amigável, sem a almofada europeia sujeitávamos a lesões de maior gravidade.
Estamos num período crítico. E à medida que a esperança diminui, que a classe política não corresponde totalmente às perspectivas dos cidadãos, quando os empresários têm vistas curtas, quando ninguém, qualquer classe, está disposta a fazer, proporcionalmente, sacrifícios, caminhamos, de forma linear, para uma sociedade mais semelhante a um Estado da América Latina. Classe média exígua. Topo diminuto e base piramidal social e económica extremamente larga.
Pobres de carteira. Pobres de projectos. Pobres de ideias. Pobres de rumo. Pobres de nós mesmos.
Até quando esta pobreza?
Afinal, quem pensa que chegámos ao fundo do poço, não se deixa de surpreender, pois há sempre mais um fundo, fundo este que parece não ter fundo.
Subir, crescer, desenvolver, melhorar, são verbos quase arredados dos dicionários portugueses. Autênticas utopias do presente nacional.
CMC
2:52:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Barnabé

[0.886/2005]
Passos perdidos

Será que sem o Daniel,
o Barnabé continuará a ser diferente dos outros?

"Assim, despeço-me do Barnabé. Adorei fazer isto. Foi mesmo das coisas mais surpreendentemente úteis que fiz nos últimos anos, se me toleram a imodéstia. Com o Rui, um dos melhores bloggers portugueses, com o Pedro, um dos "reaccionários" mais espirituosos que conheço, com o Celso, sempre leal, e com o meu enorme amigo André, de quem tenho saudades no blogue e na vida e que foi igual ao que sempre foi. Ultrapassou, ultrapassaram, ultrapassamos todas as minhas melhores expectativas. Mas ver o Barnabé definhar custa-me. Por isso, vou andando. É provável que volte à blogosfera. Se me der para aí, claro.
Daniel Oliveira"

LNT
1:22:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Mar Salgado[0.885/2005]
Maldita cocaína

O Filipe Nunes Vicente (FNV) publica um texto notável sobre as apreensões de cocaína dos últimos tempos. Pelo que se observa é o primeiro de uma série em laboração no porão daquela nau que se aconselha a seguir com todo o interesse.
A não perder.
LNT
1:06:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Tobias[0.884/2005]
Estratégias

Havia no interior minhoto um curandeiro que, à entrada dos seus clientes, anunciava sempre uma tragédia de morte. Quando, ao fim de umas sessões de má terapia, informava os seus doentes que já estavam em condições de só ficaram paralíticos, todos lhe agradeciam e louvavam as suas capacidades transcendentes.
Cada vez me convenço mais de que a estratégia do curandeiro foi assimilada com mestria na condução dos negócios europeus e que irá, lá para o fim do ano, fazer surtir milagres do mesmo calibre. Depois das inabilidades da presidência luxemburguesa e das mais que habituais trapalhadas do peixe de fundo (sigam-no, sigam, que vão ver o desejo...), o mais hábil político europeu, apoiado na mestria ilusionista dos efeitos especiais de além Atlântico, chegará ao fim do ano com as negociações, que há uns dias se mostraram impossíveis, realizadas a contento de todas as partes. O Tratado engavetado, como decidido na sala oval e os fundos comunitários a correrem para países que garantam o retorno eficaz à economia inglesa através do know-how em que serão investidos.
Assim se fazem os grandes líderes nacionais.
A Europa, como sempre, poderá esperar.
LNT

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12:58:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Janus
[0.883/2005]
O estado do Estado

O estado do Estado lusitano é deplorável. Todos temos esta certeza. E se o estado do nosso Estado já é conhecido, as soluções apresentadas por algumas iluminárias lusas ainda é mais deplorável. Uns defendem mais gordura. Como se o actual estado do Estado, em termos de peso fosse bom, do ponto de vista do colestrol estatal a subida é imparável.
Outras iluminárias, que tendem a surgir publicamente com as melhores propostas, só à retina de quem pensa que o Estado só trata de números e deles se deve ausentar por completo, defendem um Estado anorético.
Uns são adeptos da bulimia, outros da anoréxia.
Quando teremos uma corrente convicta de defensores do Estado saudável que nem pretende um Estado sem peso nem um Estado excesso de peso?
CMC
11:18:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
cruz gamada[0.882/2005]
Boneca insuflável

Tem sido divulgado nos últimos dias, que o tirano do III Reich pediu a um médico dinamarquês das SS, em 1941, para criar uma boneca insuflável, com os devidos traços arianos, para satisfazer os soldados nazis.
A boneca que para além da satisfação das necessidades, também visava preservar a raça e defender os militares de doenças venéreas.
A proposta foi deste senhor, depois de assinalar, no final de 1940, que os militares nazis estavam a ser alvo das doenças transmitidas pelas meretrizes parisienses. Impunha-se não perder soldados.
O nazismo criou muitas coisas. Agora tem (tinha) mais esta no currículo.
Fica na História, a boneca insuflável é uma criação nazi.
CMC
4:34:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Irão
[0.881/2005]
Situação preocupante

As autoridades religiosas iranianas regozijam com o resultado das eleições presidenciais. A linha dura triunfa. E deixa bem claro que a vitória do ex-alcaide de Teerão é uma humilhação para os Estados Unidos. A vitória de um moderado significaria mais um passo com vista ao amolecimento da posição inflexível das autoridades religiosas. Infelizmente não venceu.
O candidato derrotado chegou a levantar algumas suspeitas de a eleição não ter decorrido da forma mais isenta. No entanto não se chegou a colocar em causa o resultado, tão do agrado dos ortodoxos iranianos, mais interessados, presentemente, em provocar os E.U.A.
As relações com a vizinha Rússia prosseguem, como foi (premeditadamente) dado a saber nas últimas horas, pois os dois Estados continuam a ter ambições em aprofundar a dimensão nuclear. Do interesse de ambos.
Um procura possuir, outro procura evidenciar o seu potencial (científico e militar), em jeito que se pode quase considerar de chantagem.
Preocupante é a leitura, quase inexistente, da política internacional do Presidente eleito. Quem irá orientar as relações externas? Um ultra-ortodoxo?
O resultado eleitoral torna-se uma preocupação. E esta inquietação não é tratada, com certeza, com catalogações de eixo do mal.
Estes epítetos, por sinal, são mais do agrado dos líderes espirituais iranianos, já que aos olhos dos milhões de iranianos legitimam a sua posição, fazendo valer a justeza das suas posições.
CMC
1:50:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Tobias[0.880/2005]
Preparado para os seis meses que se avizinham

Caro dono LNT
Esse seu parceiro de Blog insiste, insiste e insiste. Agora até manda recados à Tia Lólita para ver se ela lhe dá troco.
Ele deveria saber que a Tia é quase vegetariana e que os únicos animais que come são os que provêm do mar. Umas amêijoas e cadelinhas em meses de Rrrs, umas sardinhas na altura dos Santos Populares, uns carapaus de corrida quando ficam com molho de escabeche e uma ou outra posta de cherne à Conselho Europeu.
Carne, principalmente proveniente do Reino Unido, nem vê-la, que a doença das vacas loucas ainda a atormenta. Guinea Pigs, nem pensar! Muito menos quando já estão trajados para assumir a presidência daqui a uns dias.
Faça o favor de informar o seu amigo CMC que aqui não há europeu que meta o dente.
Que disparate!
Tobias
1:33:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Natal
[0.879/2005]
Natal à porta

Exmª. Señorita Lolyta,
Sei que está em pulgas pelo que amanhã irá acontecer ao seu padrinho Don Manuel. Foi o seu sobrinho que me disse esta noite, entre um jantar cheio de alegria, pelo aniversário, e de uma certa plangência, pelo facto de não termos podido, no período imediatamente anterior à refeição principal, manjar o petisco há tanto desejado. Mas, como sabe, promessas são promessas. E elas cumprem-se.
Sei que, como emigrante, votou... no Don Manuel. Pronto. Ninguém é perfeito. Bem sei que presta um culto irrepreensível a Don Manuel e por vezes se comove, solta uma lágrima, sempre que pensa no seu iconinho Generalíssimo, tão galego como a señorita Lolyta. Gostos.
No dia de hoje, eu e o seu sobrinho-bebé falámos muito de si. Dos seus tempos áureos. De quando fazia questão de matar saudades dos petiscos das colónias lusitanas. Lá passava, à socapa, pela ponte do Minho, sem a detectarem na fronteira. E, assim que chegava a solo português, numa estugada, punha-se em dois passos dentro das muralhas de Valença. Lá fazia as suas brincadeiras com os amigos tugas e lá petiscava o que o ultramar enviava para a metrópole. Outros (saudosos?) tempos.
Espero que passe uma noite tranquila. E que as notícias de amanhã sejam do seu inteiro desagrado. Seria um bom sinal.
Entretanto, felizmente, eu e o seu sobrinho hoje bebé, já temos grandes planos para o Natal. Espero que possa estar presente. Sabe, no outro dia chegámos à brilhante conclusão, quase digna de Nobel (de qualquer coisa, até poderia ser da Física), de que na noite da consoada abdicaremos do bacalhau, do peru ou do polvo. Dia 24 de Dezembro, à noite, com um barretinho vermelho tão característico da época, pode ser que ainda se adquira um barretinho com luzinha a piscar na ponta do barretito, vamos comer o petisco versão gratinada.
A seis meses dessa cobiçada noite, convidamo-la para se juntar a nós e celebrar a festividade.
Aguardo a sua resposta, desejando-lhe uma semana cheia de insucessos. Como sempre.
E escusa de ir ao solário, por que posso continuá-la a ver, mesmo pintada de azul e riscas verdes. Já sei que tem água quente na casa de férias. Cuidado com os escaldões que se podem apanhar nas banheiras, não vá apanhar a dimensão nasal deste animal.
CMC
12:52:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Batman/Keaton
[0.878/2005]
Um engodo

Entusiasmado com os textos que foram produzidos nos últimos dias, a propósito do herói incompreendido de Gotham City, fui ver Batman, depois dos últimos dois filmes terem sido uma autêntica desilusão.
Se virmos "Batman - O início" isolado, fora do enquadramento dos outros, o filme tem um certo interesse. Mas quem segue há mais de uma década, com gosto, a saga não pode estar satisfeito com o presente filme.
Primeiro, Gotham não tem tanta luz. O clima e a luminosidade da Gotham com que Tim Burton marcou os dois primeiros filmes só surge no fim. E, não menos despiciendo, é o relato da morte dos pais. Quem viu o primeiro e magnífico filme, com Michael Keaton e Jack Nicholson, sabe que os pais foram assassinados num dia de temporal, o que não é apresentado neste, e eram dois os assaltantes, e não um, dos quais, posteriormente, um resultaria no vilão Joker. Sem esquecer a frase que o personagem Jack, antes de ser Joker, disse ao pequeno Bruce Wayne, quando os pais já jazem sem vida, uma célebre e fatal oração da primeira película a propósito do diabo a dançar num dia de Lua cheia.
O filme não é péssimo como o penúltimo. Mas mais me pareceu uma sequela, sem os heróis e vilões da BD, da "Liga de Cavaleiros", e, por isso, sem Sean Connery.
Batman's assim, não obrigado.
CMC
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domingo, junho 26, 2005
 
Hórus
[0.877/2005]
E a seguir?

Qual será a exigência seguinte?
Depois da inqualificável quebra de confidencialidade na relação Estado/Cidadão ao anunciar a intenção de publicar na Internet a conta corrente fiscal de cada um para gáudio obsceno de voyerismo, já surge, de onde menos se espera, mais uma sugestão de quebra da privacidade.
Que se irá pedir a seguir?
A declaração de militância em partidos estalinistas? A da cor da pele? A de profissão religiosa? A de preferências sexuais?
Aumenta a preocupação. Aumenta o absurdo (e o poder do beato José Maria).
LNT
Nota: Jaime Gama
2:49:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
26 de Junho[0.876/2005]
Ich bin ein berliner

O dia vinte e seis de Junho marca algumas estórias.
Dizem calhamaços e outras pequenas brochuras que nesta data se comemoram com velas e cantorias, por data cronológica, alguns factos dignos de registo (e outros não tanto):
Ficamos a saber que um dos antecessores do nome evangélico do actual Papa foi investido há mil trezentos e vinte e um anos como Benedict II; que Richard III foi coroado no país de Blair há quinhentos e noventa e seis anos; que há cento e oitenta e seis anos foi patenteada a primeira bicicleta; que a Roménia foi alvo do ultimato soviético há sessenta e cinco anos; que, na maternidade Alfredo da Costa, nasceu um bebé do sexo masculino, de nome Luís, há cinquenta e dois anos; que JFK discursou em Berlim o célebre Ich bin ein berliner há quarenta e dois anos; que os povos do mundo assinaram há sessenta anos a carta das Nações Unidas; que os Beatles há quarenta e um anos lançaram em Londres o grande sucesso da música POP, A Hard Day's Night; que há trinta e um anos a Chewing Gum revolucionou o mundo do comércio a retalho com a inclusão na sua embalagem de um código de barras; que o imortal Elvis fez a sua última aparição há vinte e oito anos; que há vinte e seis anos, o pugilista campeão do mundo, Muhammad Ali-Haj, mais conhecido por Cassius Clay, fez o seu último combate e, finalmente, que há oito anos o mundo conheceu o livro Harry Potter and the Philosopher' Stone.
Vinte e seis de Junho, dia quarto do Verão. Ano de Lua gorda.
Obrigado Maria José e Manuel Maria (curiosos nomes em Lisboa de 2005).
LNT
1:45:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
LNT[0.875/2005]
Nascer em 1953

Quem o fez ainda não viu tudo.
Vinte e um anos com ditadura, boas-maneiras, escola, colégio, liceu e faculdade. Mocidade portuguesa, panfletos anti-guerra, pides, detenções, tropa e simulacros de diáspora.
História democrática, resistência a novas ditaduras, constituição, poder, oposição, luta, revolta, inconformismo.
Quem nasceu em 53, ano de boa colheita, diz-se, trepou, desceu, descolou, aterrou, viveu ciclos de esperança, de desilusão, de confiança, de frustração.
Quem nasceu em 1953 e viveu activa e participativamente tem a ideia do actual muito mais cinzento que as fotos do álbum de família.
Memórias de festa que entre esperança e frustração deixam antever que algo, a bem ou a mal, mais tempo menos ano, vai ter de mudar.
LNT
1:43:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sábado, junho 25, 2005
 
Jú Novaes[0.874/2005]
Plantas e Mares

Jú Novaes abriu ontem a sua mais recente exposição de pintura na Estalagem Vila Albatroz, na baía de Cascais.
Gostei muito, especialmente por sentir o que a guiou nos pasteis e texturas que deixam nas telas ondas de sensibilidade do mar e retoques de luz nas piteiras. É preciso conhecer a Jú para saber que também se pinta com a alma.
A exposição poderá ser visitada todos os dias, até 5 de Julho.
Um bom programa para um fim de tarde em Cascais, neste início de Verão.
Vão, pois irão ver que gostam.
LNT
4:35:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Irão[0.873/2005]
Mais ortodoxia

Pensei que a linha moderada, dentro da inflexibilidade vigente do regime, triunfaria. Perdeu. Venceu a linha ortodoxa.
Distantes da bomba nuclear, de acordo com o depoimento do especialista, a corrida à desejada bomba pode acelerar nos próximos tempos. Até porque com um Iraque às portas em chamas e um vizinho pouco amigável (Israel), do ponto de vista dos iranianos, a posse da bomba, na região (e em qualquer ponto do globo) serve sempre de chantagem.
Para onde caminha o Irão?
Quando mais de metade da população do país é jovem (menos de 40 anos), afluiu em peso às urnas, e apoiou uma parte substancialmente considerável a linha conservadora, penalizando a linha moderada que defraudou as expectativas nos últimos anos, teremos em breve um Irão mais ortodoxo quando aos poucos esta corrente paulatinamente vinha cedendo?
Com uma campanha feita na luta contra a corrupção no Irão, o novo Presidente iraniano deverá fazer rolar algumas cabeças. Espera-se, pelo menos, que não despache as pontes que Teerão conseguiu estabelecer nos últimos anos com o Ocidente, nomeadamente com o triunvirato de Berlim-Londres-Paris, já que Washington provoca agruras, em ambos os lados.
CMC
7:24:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Ânimo

[0.872/2005]
Nova Ânimo

Tentava entrar e nada, como se .
Estaria fechada? Não podia crer.
Afinal, mudança de residência. Mais assoalhadas (3!). Vista para o rio, hall mais amplo e, como sempre, espaço (infinito) para a Cultura.
Continuamos com Ânimo!
CMC
7:04:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
bloco de notas[0.871/2005]
Faltam as milésimas

Há uns anos o valor do défice era conhecido com décima.
Agora temos o défice servido com a centésima. Para quando um défice com milésima?
CMC
7:00:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



sexta-feira, junho 24, 2005
 
Mr. Donald[0.870/2005]
Flip-flop e o regresso ao Afeganistão

Flip-flop, assim alcunhava a campanha republicana o candidato democrata, John Kerry.
O ilustre senhor, Mr. Donald, que há uns meses determinara que os Estados Unidos iriam sair do Iraque (2005 ou 2006), dá agora o dito por não dito. Que autêntico flip-flop! Afinal, os soldados norte-americanos permanecerão na Mesopotâmia por tempo indeterminado.
Até que enfim se fez luz naquela mente(zita) bélica. Goste-se ou não, a saída dos militares da coligação seria um erro e a entrega, de bandeja, do Iraque aos sequazes do foragido com nacionalidade saudita. O tal indivíduo, consta, que já se sabe onde está a residir. Nas hospitaleiras e inóspitas montanhas do Afeganistão.
E, por falar no Afeganistão, o czar Vladimir, que agora assume a liderança da CEI, uma URSS sem foice e martelo que agrupa algumas ex-repúblicas soviéticas, já declarou que tem de haver um combate, feroz, ao terrorismo checheno que se forma e treina no Afeganistão.
Em breve lá deveremos voltar a ver, depois das divergências georgiana e ucraniana, o czar Vladimir e G.W.B. lado a lado, quiçá no rancho texano, de mãos dadas, na luta contra o mal que provem do Afeganistão.
Refira-se que o Afeganistão, depois da limpeza pós-11 de Setembro não adquiriu a via democrática e estável que se propalou. O ópio regressou em grande força, como cultura primeira e privilegiada. E, como se sabe, o lucro do ópio não contribui para a causa dos carenciados do planeta.
CMC
6:21:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Guiné-Bissau[0.869/2005]
Infelizmente previsível

Estes actos, infelizmente, já eram esperados.
O problema, como foi expresso há dias, não reside no dia das eleições, mas no que se segue a domingo.
Todavia, reitero o ponto crucial: o problema não reside nas eleições, mas no que advém do acto. Aí sim, são necessários observadores, de preferência com uma cor azul no capacete.
A seguir com atenção os acordos que os candidatos que ficaram pelo caminho vão (ou tentar) estabelecer com os dois finalistas, nomeadamente o balanta do barrete vermelho. Confirmar-se-á como peão na estratégia do outro ex-presidente que passa à segunda volta? A perceber nos próximos dias.
O clima de guerra civil bate à porta, outra vez, dos guineenses.
CMC
6:00:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Galo Barcelos[0.868/2005]
Da ferrugem e da lama

Quando as elites portuguesas intelectualizam, fazem-no na abstracção. Quando os cientistas portugueses investigam, fazem-no na exposição. Quando os políticos portugueses contextualizam, fazem-no na especulação.
Quando os portugueses são sabujos, mansos e retrógrados, recebem o mérito e o reconhecimento. Quando os portugueses são inovadores, arrojados e vanguardistas, dizem-nos com deficiências comportamentais.
É isto que resulta na ferrugem, no emperramento de quem se atola em lamas movediças. Portugal está mal e como a receita não passa de mezinha caseira, vai ficar pior. Falta arrojo e imaginação. Falta criatividade e coragem. Falta liderança e dedicação.
Não é um problema de direita ou de esquerda. É uma questão de atitude.
É fácil governar em tempos de abundância, principalmente se o objectivo for essa facilidade e não o arrojo.
Em tempos de crise é diferente. De pouco serve o discurso da indiferença, em que a ferrugem revelada na provocação arrogante se fica por frases imbecis. Umas culpabilizantes dos que progridem, por progredir, outras que se escudam na surdez para deixarem de escutar ruídos (dizem).
Quando ontem falava com um amigo, ouvi que, se calhar, não há outra forma de fazer. A questão reside provável e somente no facto de ausência de explicações, tanto para o que se faz, como para o que se pretende obter. Por isso a agitação, o descalabro, o desacato dos cidadãos. Dizia-me também que pouco de novo se via. PS no poder é sinal de contestação, coisa de que as esquerdas se abstêm quando as forças de direita estão na governação. Recordava a Administração mansa em dois anos seguidos de bloqueamento de salários (que nada resolveram). Comparava com a agitação sindical agora conseguida por muito menos.
Sei ser assim, mas é preciso liderar. Alturas de maior crise exigem maior esforço e dedicação. Menos meios, exigem concentração dos recursos no essencial. Implicam mais reivindicação. Apelam a maior disciplina mas também a maior empenhamento, paciência, argumentação e explicação. O esforço tem de se centrar no incentivo para novas fórmulas inteligentes que promovam a ultrapassagem das questões. Capacidade acrescida de imaginação.
É este o paradigma que evita a lama e a ferrugem.
Inteligência na liderança porque não é verdade que em casa onde não aja pão, todos tenham de ralhar sem ninguém ter razão.
LNT
12:36:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Barco ferrugem[0.867/2005]
Evitar a lama e a ferrugem

Um país à deriva. Assim se encontra Portugal.
Podemos constatar, no presente processo de negociações das perspectivas financeiras, como estamos sem rumo. Há anos que nos arrastamos.
Apenas nos preocupamos com os fundos.
Queremos fundos. Reclamamos junto dos outros parceiros comunitários. Fundos estes que recebemos há duas décadas e muitos deles sem benefícios, para o todo nacional, comprovados.
Coesão. É necessária coesão. Reivindica-se nos corredores e nas salas de reuniões de Bruxelas.
Talvez se pudesse perceber e mudar a posição depois de ouvir as palavras de Blair, e as de González há umas semanas quando assinalámos os 20 anos de adesão (note-se a situação dos Estados de cada uma das referidas personalidades), em vez de nos reconfortamos, como a França, na espera, estática, das recompensas do bolo comunitário.
Que proposta para a União é apresentada por Portugal? Nada.
A única marca assinalável, e que ainda marca o compasso europeu, é a Agenda de Lisboa e, também, não menos relevante, a ligação da União Europeia a África, quando Portugal assumiu a presidência da União em 2001.
Com a excepção do período de governação de Guterres, a nossa contribuição para a União é receber.
Um país sem estratégia, neste mundo, não se adia, afunda-se.
E, à falta de mobilismo junta-se o hipnotismo. A obsessão pelo défice não é bom caminho.
Quer parecer-me, e espero estar errado, mas a política vigente nos dias de hoje enredou-se na teia do défice como os governantes de há três anos. A bússola política tem uma única e exclusiva prioridade: o défice.
Conta-nos a história recente como terminou a obsessão. Se havia um buraco e procurava-se tapá-lo a todo o custo, sem pensar no resto, o resultado era mais ou menos óbvio, o buraco aumenta.
Quem continua a fazer do titular da Fazenda, o chefe da casa das máquinas, o homem do leme da embarcação nacional, sujeita-se a não sair do porto, já de si pouco estável, onde a nau está atracada, por recear um temporal (como se ele não estivesse aí à vista e sentido por todos).
Pena que ainda não se tenha percebido que o porto está situado no mar e que ele também não escapa aos temporais.
Quem tem medo do mar alto (leia-se globalização) e resguardar-se no abrigo junto da costa, pensado que dessa forma escapa às adversidades, acaba por ficar enlodado e a ganhar ferrugem no estaleiro.
O lodo e a ferrugem são sempre mais fáceis de adquirir do que o progresso. Os primeiros nada exigem, basta a inércia, o segundo custa, e muito, alcançar. A velha história, da cigarra e da formiga!
CMC
3:23:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Presidências UE 2005[0.866/2005]
(...) If so, it is not a crisis of political institutions,
it is a crisis of political leadership.


Ainda na cola dos entusiasmados Posts do meu parceiro de Blog CMC e para que ele não diga que há por aqui algum boicote ao seu Icon (desta vez sem diminuitivo), deixo mais uns links para a transição das presidências europeias (Luxemburgo e Reino Unido) e mais este outro onde não só poderá ler o Speach em diversas línguas (recomendo-lhe vivamente a tradução alemã), como também ver St. Tony ao vivo e a cores em diversos formatos.
Gostei de saber que Blair concorda com o Tugir em português, como se pode ver pelo título deste Post que foi extraído da sua alocução.
Para a história lá para o fundo da coluna da esquerda, depois de outras intervenções mais lusófonas, fica a deste grande estadista que certamente se não engloba na tal frase que proferiu e que seleccionei para título.
Logo, ao almoço, falamos do resto. Não te esqueças do barretinho.
LNT
3:11:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quinta-feira, junho 23, 2005
 
Tony Blair
[0.865/2005]
Enfrentar a crise com desígnios concretos

I believe in Europe as a political project.
I believe in Europe with a strong and caring social dimension.
I would never accept a Europe that was simply an economic market
.


No final no ano, provavelmente, terei oportunidade de ver muitos a darem loas a Blair.
Como sempre, nos momentos de crise, a União está à altura dos complexos obstáculos.
A presidência da União, que será assumida no próximo dia 1 pelo Reino Unido, promete renovar a esperança europeia, tão cabisbaixa nos últimos tempos.
Hoje foi um bom dia para a UE.
CMC
P.S.- Agradeço ao Rui a ligação à frontal e directa intervenção feita hoje por Blair, no Parlamento Europeu, disponibilizada a partir do Adufe.
9:36:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Smille[0.864/2005]
Ena, Sir Charles Gomes

Quem diria, hen!!!
A embaixadora está contigo, meu caro. Já te vejo a abrir a ficha de adesão à Associação Blairista do Bairro-Alto.
Ela é Juncker, ela é Blair, ela é aquilo que já defendes há uns tempos.
God save os dois.
LNT
2:02:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Jean-Claude Juncker[0.863/2005]
A peculiaridade do referendo luxemburguês

A brincadeira é sempre saudável. Sobretudo em tempos de tanto cinzentismo. Pena é, meu caro Luís, que o visado seja o senhor Juncker, por que esta União Europeia devia respeitar o Primeiro-Ministro do Luxemburgo.
Depois de tanto trabalho, o Conselho Europeu, pura e simplesmente, deitou para o lixo grande parte do que Juncker fez.
Infelizmente, temos poucos Juncker's a governar por essa Europa fora. Tomara muitos governantes, que por aí andam armados em grandes políticos da praça (nem do pelourinho!), tivessem, pelo menos, um quarto de qualidade do senhor a quem, amavelmente, apelidam de esquentador.
Note-se no estado em que o Luxemburgo, entre os 25, se encontra.
Quanto ao debate estabelecido com o Jumento, dou mais uma achega . O Luxemburgo decidiu continuar o processo por um motivo que não se coloca, por exemplo, na paragem por parte da Dinamarca (27 de Setembro) e da Polónia (9 de Outubro).
No caso luxemburguês, o referendo já se tornou uma sanção ou um apoio ao Governo, pois Juncker assim o quis e assumiu, quando colocou a cabeça no cepo. E, em caso de vitória do "não", a cabeça rola mesmo.
Já que no referendo europeu se questiona tanta matéria, a maior parte nem é europeia, por que não o referendo ao Tratado Europeu no Luxemburgo, que já estava agendado, servir de apoio ou reprovação ao Governo?
Junta-se o útil ao agradável. O embrulho é uma coisa e o seu conteúdo outra.
O Tratado, esse, sofre uma pausa. Sujeitando-se, todavia, a sofrer um (outro) rude golpe, caso o Grão-ducado diga "não".
Em suma, no próximo dia 10 de Julho os luxemburgueses, mesmo sem a questão, responderão: querem que Juncker continue a ser Primeiro-Ministro. No dia dirão sim ou não. Um "não" vale por dois: ao Tratado e ao Governo.
CMC
3:30:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Junkers[0.862/2005]
Caro Jumento

Lá esperar, espero. Que mais hei-de fazer!
Mas confesso pouco me interessar o que o Sr Juncker pretende fazer no Luxemburgo.
É certo que os nãos até agora obtidos indicam que o tratado não poderá ser ratificado e para desperdícios já bastou a construção de estádios de futebol que agora nem moscas têm. (Ler aqui o que pensam países a sério).
Em Portugal temos sempre de mostrar aquilo que não somos.
O BMW à porta e a fome à mesa.
A teoria do parece-mal ou do faz-de-conta.
Há meia dúzia de dias a grande maioria dos portugueses diziam não saber o que era o Tratado. Agora que o Tratado não é aplicável (a não ser que os governos do não decidam ignorar os resultados eleitorais) aparecem todos a dizer que é imprescindível votá-lo.
São coisas que não entendo, Caro Jumento.
Espero estar enganado mas cada vez me parece mais que esta matéria já só é conversa de muito poucos, embora influentes. Como já disse há tempos, sempre quererei ouvir o que se vai dizer se, na insistência do Referendo, a afluência às urnas em Portugal for inferior a 50% (valor mínimo necessário para que o referendo tenha valor). Quererei ouvir, ver e ler as desculpas para não terem entendido que os cidadãos estão fartos de autismo e de conversa fiada.
Depois venham falar nos aumentos de impostos e nos desperdícios.
LNT
2:35:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



quarta-feira, junho 22, 2005
 
Chimpazé[0.861/2005]
Palissadas

Continuo sem perceber a vantagem prática de dar sequência ao Referendo. Percebo a razão política, percebo a lógica do raciocínio, mas não percebo para que serve continuar o processo, principalmente quando se diz que os Governos terão de respeitar a vontade das populações consultadas (Mais faltava que assim não fosse).
Como já houve Nãos (e que nãos!) o documento do Tratado é inviável.
Como a resposta dos cidadãos só pode ser sim ou não, uma vez que lidam com boletins de voto e não com inquéritos, a única coisa a aferir é a aceitação ou o repúdio do objecto em votação. Desse acto de cidadania nada mais resulta, pelo que, a haver melhorias ao Tratado para nova consulta, elas só se efectuarão por quem tenha poderes de redacção.
Nada de estranho no procedimento, uma vez que a delegação das competências é assegurada por Chefes de Estado de países democráticos.
Não falamos de democracia directa e utópica, certo?
Sobre os referendos tenho opinião muito própria, já inúmeras vezes expressa. Parecem-me instrumentos desculpabilizantes dos poderes eleitos democraticamente, exceptuando quando se refiram a algum assunto que, não tendo sido considerado nos programas eleitorais, se tenha de resolver com urgência entre consultas de legislatura. Sei que também este argumento é, ou pode ser, rebatido pela prática corrente: - As forças políticas prometem quando candidatas e fazem o contrário depois de eleitas.
Não vinga a tese de que as promessas não cumpridas sejam resultado do desconhecimento, porque das duas uma:
Ou quem as defende é demagogo ao prometer o que não sabe se poderá cumprir e fá-lo, embora de boa fé (posso aceitar), só com o intuito de ganhar, ou finge que não sabe e nessa altura comete um imperdoável acto de desonestidade. Em qualquer dos casos merece a censura em próximo acto eleitoral. Mas isto são outras conversas que hão-de ter outras abordagens.
LNT
Entretanto vi a caixa de comentários do Post da Tia Lólita e agora sim, estou em completo acordo com o Miguel. Também sou viciado em votações. Nunca falho uma.
2:18:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Botero Lolita[0.860/2005]
La comparsita

Querido sobrinho Charles
Dizem os povos galego e minhoto que quem muito arrisca pouco petisca sobre o mesmo assunto dizem os brasucas que quem tem pressa como cru os argentinos que el tango se dança com tusa mas com precaución e finalmente a tua Tia Lólita que fraga e escarpado quer dizer a mesma coisa isto é que mais vale uma pardoca na mão que três faisoas a esvoaçar
a La Comparsita é coisa de homem e para a Galiza tirando o Prestige que Nossa Senhora de Fátima afastou de Portugal tudo rola sobre rodas com os votos argentinos muito filet mignon e maminha de alcatra para compensar a falta de mexilhão ainda ensopado de crude
os zapateros foram feitos para deitar as meias solas nos Don Manuel que correm sem cansaço ainda o Blanco não voava nem o outro se tinha recolhido ao Vale dos Caídos Deus os tenha na sua imensa misericórdia e lhes acenda a tal luzinha perpétua que era o nome da minha vizinha pelo menos o nome que usava quando corria os barracos dos pescadores da Meia-Praia em dias de nevoeiro
querias petisco mas em rio de piranha o jacaré está convencido que nada de costas tal como o Fraga que mais dia menos dia há-de fazer companhia aos outros de que já falei
a La Comparsita é um baile que embala de rosa nos dentes perna contra perna mão firme nas costas que se deixam acariciar por uma Galiza habituada a mares revoltos até que a maré encha
Para a próxima não te excites deixa o tango fluir e quando os preliminares estiverem no quase finalmente descontrai-te e vais ver que quanto maior a fraga mais abrupto será o salto em queda
Foi o que esta tua tia velhota (quase quase a fazer mais um anito) hoje te quis dizer ainda isolada na terra dos filhos-da-puta qual pérola
Beijinhos sempre ternos
Tia Lólita
Já agora: Se vires o Miguel diz-lhe que sim e coisa e tal que pois sim mas que também que é como quem diz que ele tem razão nas suas razões mas o que o articulado diz é que este Tratado já foi o que quer dizer que embora ele tenha razão a coisa já anda também pelo Vale dos Caídos
Podes mesmo dizer-lhe que por muito salero que o seu grito de
Viva Espanha me traga de pouco valeu que os castelhanos e outros povos das Espanhas se tenham pronunciado
Diz-lhe com respeito não vá ele zangar-se aqui com a velhota que tanto o estima.
Mais beijinhos
4:01:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Presidente da República
[0.859/2005]
Palavras correctas

O Presidente da República pôs, e bem, o dedo na ferida.
As parangonas já se encarregaram de acusar o Presidente de atacar sector A ou B. Lamentavelmente não reconhecem o conteúdo e validade das críticas. Como se o país estivesse na melhor das condições.
Pena que no lote dos nomeados o Presidente não tenha colocado os políticos.
Da direita há esquerda, de há uns anos a esta parte, deixámos de ter políticos. Passámos a ter regedores, seja no Governo seja na oposição.
A Política exerce-se escolhendo, não administrando (cortando aqui e não deixando aumentar ali).
Há muito que Portugal não opta, vai gerindo (e afundando), consoante os ditames de Bruxelas.
CMC
2:13:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
LisbonLab[0.858/2005]
Comunidade Blogos - Bolsa de emprego

Cá fica a mensagem Hugo.
Infelizmente não tenho os requisitos (fiquei-me pela intenção e inscrição), senão participaria.
O apelo:
Queira por favor divulgar esta informação por potenciais interessados.
O blog
LisbonLab lançou um desafio inovador em Portugal, criar o "BlogReporters", um blog no qual qualquer licenciado em comunicação social, jornalismo ou jornalista desempregado à procura de emprego poderá publicar gratuitamente as suas notícias, reportagens, entrevistas ou fotografias. Um espaço no qual estes indivíduos possam demonstrar a sua qualidade e valor, que poderá ser reconhecido por um editor de um órgão de comunicação social tradicional, que lhes proporcione uma nova experiência profissional.
Se estás interessado em participar neste desafio
envia um email para aqui.
Mais informações em
LisbonLab .
Hugo Neves da Silva

LNT

Nota: Ver também Contrafactos
1:30:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



terça-feira, junho 21, 2005
 
CML[0.857/2005]
Bom leque de candidatos à Câmara de Lisboa

Composto o leque de candidatos à Câmara Municipal de Lisboa, os munícipes da capital têm um bom leque de candidatos à escolha. Para todos os gostos e feitios.
Se não se fizer e se não fizerem da campanha uma feira de intrigas, invejas e vaidades e centrarem o debate nos problemas que afectam, de facto, os lisboetas e Lisboa, a próxima campanha poderá ser exemplar, na medida em que nunca se viu tantos candidatos, com qualidade, candidatar-se à presidência do município.
Oxalá todos estejam à altura dos pergaminhos com que tendem a ser reconhecidos.
Durante a campanha os lisboetas poderão distinguir o trigo do joio, para que Lisboa possa, finalmente, ser bem governada.
CMC
9:04:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Balões[0.856/2005]
2 anos de Avatares de um desejo

Discreto qb, mas de extrema qualidade.
O Avatares de um desejo faz hoje dois anos.
Votos de parabéns ao autor Bruno Sena Martins.
LNT & CMC
9:01:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Alemanha[0.855/2005]
O barómetro alemão

As próximas eleições alemãs serão um bom barómetro da situação europeia.
Que resultado obterá Herr Gerhard? E, também, os parceiros de coligação? Não se pense, todavia, que os parceiros de coligação, os Verdes, irão confortar o SPD.
A apresentação, hoje, do programa eleitoral dos ecologistas alemães deixou bem clara crítica severa ao parceiro social-democrata pelas políticas desastrosas nas áreas do emprego e da economia.
Para além do principal adversário (CDU), o SPD bem pode contar com adversário Verde.
A CDU, que não deverá ter maioria absoluta, longe disso, espera ganhar com uma margem folgada, ficando, ao mesmo tempo, na expectativa de um bom resultado dos liberais do FDP. Regressando, deste modo, as coligações tão características das décadas de 70 e de 80.
A ter em consideração, o resultados dos partidos de extrema-direita, na antiga RFA, e de extrema-esquerda, na ex-RDA.
As eleições germânicas de Setembro próximo podem ser um pulsar de como está a Europa política do presente.
Será preocupante, a subida, previsível, dos extremos.
CMC
5:06:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Turquia[0.854/2005]
Adesão adiada

Infelizmente, fruto dos recentes acontecimentos a nível europeu e, sobretudo, a mais que provável mudança de poder na Alemanha, a adesão da Turquia ficará para as calendas.
Dia 3 de Outubro veremos como a União Europeia tratará do processo turco.
CMC
4:56:00 da tarde . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
A ascensão do mal[0.853/2005]
Para que a memória não seja curta

Passei pelo clube de vídeo e a capa exposta na prateleira despertou curiosidade. Que filme seria aquele. O nome do senhor desperta sempre atenção. Fiquei reticente entre alugar ou não. Cedi. Ainda embalado pelo magnífico filme "A Queda".
Entretanto, como não dei conta da passagem pelos cinemas portugueses de "Hitler - A ascensão do mal", fiz uma breve pesquisa. De facto o filme não é filme, é uma série de dois episódios, produzida em 2003, que agora o DVD acaba por nos servir como filme.
São três horas que relatam o percurso desde a criancice até à tomada do poder na Alemanha do déspota.
Se a "A Queda" é demasiado real, e retratam os últimos momentos, "Hitler - A ascensão do mal", que retrata os primeiros momentos, tem, como muitos filmes que reproduzem o tirano, uma certa dose de exagero, ao invés de "A Queda", que tem o cuidado de não demonizar o personagem.
Todavia, Robert Carlyle, que encarna o opressor, capta de forma exímia a personagem, especialmente os trejeitos.
Do filme resulta uma síntese excelente da época de ascensão do tirano, desde os finais do século XIX até à década de 30 do século XX. Permitindo ter uma noção geral do que aconteceu.Bruno Ganz/A.H.
Recomenda-se vivamente o visionamento. Não só para os que desconhecem o percurso de vida do déspota, mas também serve como lembrete, de certos sinais, que devem estar presentes, nomeadamente na xenofobia reinante e como se consegue edificar, consolidar e inflamar um discurso xenófobo.
A frase do pai do conservadorismo, Edmund Burke, que surge no início e no final do filme, é poderosa: Para que o mal triunfe, basta que os bons fiquem de braços cruzados.
Em tempos, sobretudo de letargia, como os actuais, os braços nunca devem estar cruzados, pois há sempre quem esteja interessado em usurpar a Liberdade, justificando-se sempre com um bode expiatório, como causa de todos os males da sociedade.
Os argumentos apresentados são sempre irracionais. Por isso, antes que a irracionalidade reine, para destruir, convém não deixarmos as emoções num estado primário e vulnerável. Saber distinguir o essencial do acessório é fundamental. Não só para que os braços não se cruzem, mas também para que a chantagem não comece a dominar os mais reticentes. O clima mais favorável para a chantagem grassar é imprescindivelmente o medo e a insegurança. E este clima não está tão distante, como alguns podem pensar, dos nossos dias.
CMC
3:45:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)




 
Allo Allo Cenas[0.852/2005]
Um agradecimento

No meio de um absurdo em que participei hoje depois do jantar, abafado e desolador absurdo de métodos que já cansam e nada trazem de novo, a não ser a idade, no meio de tudo isso, um toque no braço e o som de simpatia.
Oh LNT, queria-lhe só dizer que acho que o Tugir é o melhor Blog da Blogosfera.
Fiquei vaidoso e agradecido. Reparto a honra contigo, caro CMC, numa altura em que o preço começa a ser tão elevado que duvido resistir à venda das minhas blueshares.
Obrigado Conceição, ou como diria o CMC, God bless you!
LNT
2:29:00 da manhã . - . Página inicial . - . Comentários (0)



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